Um estudo elaborado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) concluiu que a construção do trecho da Ferrovia Transnordestina entre Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, e o Porto de Suape, no Grande Recife, tem viabilidade técnica, econômica, social e ambiental.
Segundo o documento, a conclusão do trecho pernambucano da ferrovia pode gerar benefícios econômicos e sociais estimados em R$ 4,7 bilhões apenas no estado.
A obra está paralisada há dez anos e o trecho pernambucano chegou a ser retirado do projeto durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), mas foi retomado pela gestão do presidente Lula (PT). Entretanto, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a suspensão de novos compromissos financeiros relacionados ao ramal Salgueiro-Suape.
Um dos principais objetivos do estudo da Sudene é atender à exigência do TCU. O documento foi elaborado com participação da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), do Porto de Suape e de representantes políticos e técnicos.
As obras da Transnordestina começaram há cerca de 20 anos. Em Pernambuco, dos 540 quilômetros previstos, apenas 179 quilômetros de trilhos foram instalados. Desde 2016, os trabalhos estão paralisados.

















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