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Sede Polícia Federal em Brasília. — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
Após a confirmação de que o candidato derrotado à presidência Flávio Bolsonaro (PL) fugiu para os Estados Unidos, a Polícia Federal avalia pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) o bloqueio de bens e valores do senador como forma de pressioná-lo a voltar ao Brasil. Essa mesma medida foi aplicada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes ao empresário e advogado Willer Tomaz, que é amigo de Flávio e está nos EUA desde agosto.
Os dois são investigados por envolvimento em um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por meio de plataformas de apostas esportivas (bets). O inquérito está sob relatoria de Moraes.
Na decisão que atingiu Willer, Moraes ordenou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, além do sequestro e indisponibilidade de bens móveis e imóveis até o limite de R$ 6 bilhões. Há expectativa de que uma medida similar seja tomada contra Flávio Bolsonaro. O mesmo também foi determinado por Moraes contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, em julho de 2025, quando descobriu-se que o ex-presidente Jair Bolsonaro lhe enviava dinheiro para custear a sua estadia nos EUA.
Essa medida cautelar é uma estratégia conhecida entre os investigadores como "asfixia financeira" que visa interromper a suposta prática criminosa.














