19 outubro 2026

Pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda (19): Flávio tem 50,3% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 49,7%

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) • Estadão Conteúdo/ Ricardo Stuckert / PR

Foram entrevistados 2.002 eleitores, entre os dias 16 e 18 de outubro; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos

Por Leticia Martins, da CNN Brasil, São Paulo

Em uma simulação do segundo turno da disputa à Presidência da República, a pesquisa Nexus/BTG, divulgada nesta segunda-feira (19), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em empate técnico na margem de erro.

Dentre os votos válidos, que desconsideram brancos e nulos, Flávio registra 50,3% das intenções de voto, enquanto Lula pontua 49,7%.

Resultado do primeiro turno das Eleições 2026

Com 100% das urnas apuradas, Flávio teve 47,03%, com 56,1 milhões de votos. Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões. O resultado mostra que os candidatos disputarão o segundo turno da eleição de 2026, marcado para o dia 25 de outubro.

Com pouco menos de dois pontos percentuais de diferença, a margem de votos observada entre Flávio Bolsonaro e Lula foi a menor desde a redemocratização.

Metodologia

A pesquisa Nexus entrevistou 2.002 eleitores, entre os dias 16 e 18 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04499/2026.

Leticia Martins, da CNN Brasil, São Paulo



Morre o cantor e compositor Benito di Paula, ícone da MPB

Divulgação

O cantor, compositor e pianista Benito Di Paula morreu na noite de domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo, em decorrência de complicações de um câncer de próstata. O artista estava internado no Hospital 9 de Julho e enfrentava a doença havia aproximadamente um ano. Um dos nomes mais populares da música brasileira a partir da década de 1970, Benito deixa um legado de canções que atravessaram gerações e ajudaram a renovar a linguagem do samba.

Nascido Uday Velloso, em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, Benito Di Paula desenvolveu uma identidade musical própria, combinando o samba tradicional com elementos românticos e a sonoridade do piano. As informações sobre sua morte foram divulgadas neste domingo. Até o momento, não haviam sido anunciados detalhes sobre o velório e o sepultamento.

Uma voz singular na história do samba

Benito Di Paula começou sua trajetória fonográfica em 1967, mas foi na década seguinte que alcançou projeção nacional. Seu primeiro álbum, lançado em 1971, abriu caminho para uma sequência de trabalhos que o transformariam em um dos artistas mais conhecidos do país.

Em 1972, lançou o disco Ela, que apresentou a canção “Violão não se empresta a ninguém”, seu primeiro sucesso de maior repercussão.

A partir de 1973, Benito viveu uma fase de extraordinária popularidade, consolidando seu espaço na música brasileira ao lado de nomes como Paulinho da Viola e Martinho da Vila.

Embora profundamente ligado ao samba, desenvolveu uma maneira particular de interpretar e compor. O piano ocupava lugar central em suas apresentações, diferenciando sua sonoridade da instrumentação mais tradicional do gênero.

O próprio artista gostava de se definir como “sambeiro” e “pianeiro”, expressões que traduziam sua relação afetiva com a música.

Entre suas referências estava Ataulfo Alves, um dos grandes compositores da história do samba, cuja obra influenciou sua formação artística.

Retalhos de cetim e os grandes sucessos

O período entre 1973 e 1977 marcou o auge comercial de Benito Di Paula. Suas composições conquistaram as rádios e o público, combinando melodias acessíveis, letras sentimentais e uma interpretação imediatamente reconhecível.

Entre seus maiores sucessos estão “Retalhos de cetim”, “Charlie Brown”, “Mulher brasileira”, “Do jeito que a vida quer” e “Assobiar ou chupar cana”.

Lançada em 1976, “Do jeito que a vida quer” tornou-se uma das canções mais representativas de sua obra, expressando a relação entre o samba, as dificuldades da vida e a capacidade de transformar sentimentos em música.

O repertório de Benito conquistou um público que ultrapassava os limites tradicionais do samba. Suas canções eram ouvidas em festas, encontros familiares, programas de rádio e apresentações populares, tornando-se parte da memória afetiva de milhões de brasileiros.

Sua trajetória também foi marcada por uma forte presença de palco, com apresentações em que o piano e sua maneira expressiva de cantar assumiam papel central.

Carreira atravessou diferentes gerações

Benito manteve uma intensa produção fonográfica ao longo das décadas de 1970 e 1980. Gravou pela Copacabana até 1980 e retornou à gravadora em diferentes momentos de sua carreira.

Em 1981, alcançou novo sucesso com “Ah! Como eu amei”, composição de Jota Vellozo e Nei Vellozo.

Três anos depois, lançou “Amigo do sol, amigo da lua”, parceria com Márcio Brandão Carneiro. A canção ganhou projeção nacional ao integrar a trilha sonora da novela A gata comeu, exibida pela TV Globo em 1985.

Nas décadas seguintes, embora já distante do auge comercial, Benito continuou compondo, gravando e realizando apresentações.

Em 1996, lançou o álbum Baileiro. Após um intervalo na produção de estúdio, retornou em 2017 com A felicidade é nossa.