21 maio 2026
Líquido achado em sítio no interior do Ceará é realmente petróleo, conclui ANP
Sidrônio buscava água, mas encontrou líquido preto e denso. — Foto: Gabriela Feitosa/g1
O líquido foi descoberto enquanto o agricultor Sidrônio Moreira furava o solo em busca de água, em Tabuleiro do Norte, no interior do Ceará.
Por Leonardo Igor de Sousa, g1 CE
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmou que o líquido escuro encontrado em um sítio no interior do Ceará é realmente petróleo. O achado foi feito pelo agricultor Sidrônio Moreira, que perfurava o solo da sua propriedade em busca de água, no município de Tabuleiro do Norte (CE).
A família havia comunicado à ANP sobre o possível achado em julho de 2025, e a equipe da agência visitou o sítio 7 meses depois, no dia 12 março de 2026, após o caso ser revelado pelo g1. Agora, no dia 19 de maio, a ANP concluiu os testes físico-químicos. Os resultados confirmaram que a substância é petróleo cru.
De acordo com a ANP, o resultado foi enviado nesta quarta-feira (20) para o proprietário do terreno e também foi encaminhado para a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Estado do Ceará (SEMACE), "que poderá avaliar a necessidade de medidas e/ou orientações ao proprietário sobre aspectos relacionados a questões ambientais".
Os técnicos da ANP não colheram uma amostra no local, mas levaram uma amostra feita pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE), que acompanha o caso desde o início. Ao g1, a equipe da agência disse que o achado causou espanto na equipe, pois é incomum que líquido semelhante a petróleo jorre de uma profundidade considerada rasa (40 metros).
Com a confirmação do petróleo, a agência abriu um processo administrativo para avaliar a área e o seu contexto geológico, de modo a estudar o tamanho das reservas e a viabilidade da exploração. A ANP, porém, destacou que "não há prazo estabelecido para a conclusão da avaliação técnica" e, uma vez concluída, não há garantia de que a área será explorada comercialmente.
Embora o subsolo pertença à União, o agricultor poderá receber um percentual de até 1% se houver exploração comercial futura.
Caso Master: Polícia Federal rejeita proposta de delação de Daniel Vorcaro
Daniel Vorcaro firma termo de confidencialidade com PGR e com a PF, e abre caminho para delação premiada — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
A Polícia Federal rejeitou a proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão já foi comunicada aos advogados do banqueiro e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master.
Apesar da proposta ter sido rejeitada pela PF, a Procuradoria-Geral da República (PFR) ainda pode seguir a análise da proposta individualmente.
O acordo estava sendo negociado com a PF e com a PGR de forma conjunta. A Procuradoria ainda não se manifestou sobre a proposta de delação.
Investigadores vinham reclamando que o material apresentado pela defesa acrescentava pouco em relação ao que já foi levantado pela PF e que a impressão é que Vorcaro agia para proteger pessoas próximas.
A PF aprendeu mais de oito celulares de Daniel Vorcaro e apenas a perícia inicial de parte desses telefones já revelou que o esquema do banqueiro vai além de um esquema de fraudes financeiras, envolvendo corrupção, organização criminosa e uso de uma milícia privada para atacar adversários e acessar dados sigilos.
Nesta terça-feira (19), após pedido da PF, Vorcaro foi transferido para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal em Brasilia, onde ficará submetido às regras internas da PF para, por exemplo, receber visitas dos advogados.
Antes, ele estava em uma sala com estilo de "sala de Estado-maior", mesmo espaço usado para prender o ex-presidente Jair Bolsonaro, entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.
Vorcaro havia sido transferido no dia 19 de março da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal, no centro da capital. No dia anterior à transferência, o advogado do banqueiro havia procurado a PF para informar sobre o interesse do banqueiro em firmar um acordo de delação premiada.
No mesmo dia, Vorcaro assinou o termo de confidencialidade e abriu caminho parra a delação. No início deste mês, a defesa de Daniel Vorcaro finalizou os anexos da delação premiada do banqueiro e o material produzido foi entregue às autoridades em um pen drive.
Segundo o blog da Andreia Sadi, a negociação da delação tem como eixo a devolução de recursos e a eventual comprovação de atos de ofício de autoridades citadas. Investigadores relataram que a lógica do acordo é técnica, sem alvos pré-definidos ou exclusões.
Proposta preliminar
A proposta preliminar de delação, por sua vez, foi apresentada há cerca de um mês. O conteúdo foi considerado fraco tanto pelos policiais federais quanto pelos procuradores que atuam na investigação.
A avaliação é que o que foi apresentado previamente não trazia novidades em relação ao que já foi investigado ao longo do inquérito da "Operação Compliance Zero" — que culminou na primeira prisão de Vorcaro — com situações e diálogos que já eram de conhecimento dos investigadores.
Segundo fontes a par das investigações, Vorcaro não mencionou nomes que estariam no topo da hierarquia da organização e cujo envolvimento já teria sido identificado pelos investigadores. A PF e a PGR fizeram apontamentos diversos.
Apesar da proposta ter sido rejeitada pela PF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda pode analisar a proposta individualmente.
A Polícia Federal rejeitou a proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão já foi comunicada aos advogados do banqueiro e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master.
Apesar da proposta ter sido rejeitada pela PF, a Procuradoria-Geral da República (PFR) ainda pode seguir a análise da proposta individualmente.
O acordo estava sendo negociado com a PF e com a PGR de forma conjunta. A Procuradoria ainda não se manifestou sobre a proposta de delação.
Investigadores vinham reclamando que o material apresentado pela defesa acrescentava pouco em relação ao que já foi levantado pela PF e que a impressão é que Vorcaro agia para proteger pessoas próximas.
A PF aprendeu mais de oito celulares de Daniel Vorcaro e apenas a perícia inicial de parte desses telefones já revelou que o esquema do banqueiro vai além de um esquema de fraudes financeiras, envolvendo corrupção, organização criminosa e uso de uma milícia privada para atacar adversários e acessar dados sigilos.
Nesta terça-feira (19), após pedido da PF, Vorcaro foi transferido para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal em Brasilia, onde ficará submetido às regras internas da PF para, por exemplo, receber visitas dos advogados.
Antes, ele estava em uma sala com estilo de "sala de Estado-maior", mesmo espaço usado para prender o ex-presidente Jair Bolsonaro, entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.
Vorcaro havia sido transferido no dia 19 de março da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal, no centro da capital. No dia anterior à transferência, o advogado do banqueiro havia procurado a PF para informar sobre o interesse do banqueiro em firmar um acordo de delação premiada.
No mesmo dia, Vorcaro assinou o termo de confidencialidade e abriu caminho parra a delação. No início deste mês, a defesa de Daniel Vorcaro finalizou os anexos da delação premiada do banqueiro e o material produzido foi entregue às autoridades em um pen drive.
Segundo o blog da Andreia Sadi, a negociação da delação tem como eixo a devolução de recursos e a eventual comprovação de atos de ofício de autoridades citadas. Investigadores relataram que a lógica do acordo é técnica, sem alvos pré-definidos ou exclusões.
Proposta preliminar
A proposta preliminar de delação, por sua vez, foi apresentada há cerca de um mês. O conteúdo foi considerado fraco tanto pelos policiais federais quanto pelos procuradores que atuam na investigação.
A avaliação é que o que foi apresentado previamente não trazia novidades em relação ao que já foi investigado ao longo do inquérito da "Operação Compliance Zero" — que culminou na primeira prisão de Vorcaro — com situações e diálogos que já eram de conhecimento dos investigadores.
Segundo fontes a par das investigações, Vorcaro não mencionou nomes que estariam no topo da hierarquia da organização e cujo envolvimento já teria sido identificado pelos investigadores. A PF e a PGR fizeram apontamentos diversos.
Apesar da proposta ter sido rejeitada pela PF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda pode analisar a proposta individualmente.
Por Márcio Falcão, Fábio Amato, Marcela Cunha, TV Globo e g1 — Brasília
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