Lula entre Lyra e Campos: ex-prefeito do Recife se queixou com presidente nacional do PT após o ministro Wellington Dias afirmar que o presidente apoiaria as duas candidaturas — Foto: Cristiano Em um novo atrito entre PT e PSB, o pré-candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) reagiu ontem à possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter um palanque duplo no estado e prestigiar também a candidatura à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), principal adversária do ex-prefeito do Recife. O presidente do PT e coordenador da pré-campanha petista à Presidência, Edinho Silva, foi acionado pela cúpula do partido aliado e atuou para tentar conter a crise.
Campos se queixou a Edinho, segundo aliados, após o ministro petista Wellington Dias (Desenvolvimento Social), que também vai integrar a coordenação de Lula, afirmar ao GLOBO que o presidente apoiaria as duas candidaturas. Após a repercussão, Edinho desautorizou o correligionário.
— Essa posição está clara desde o início. Em Pernambuco, o presidente Lula tem um único palanque, é o do João Campos. O PSB é o maior aliado do PT no Brasil todo. Esse ruído é desnecessário — afirmou Edinho.
Dias disse na entrevista que a campanha à reeleição do petista deve ser acompanhada por uma articulação voltada ao centro político e defendeu a construção de palanques estaduais capazes de assegurar governabilidade em um eventual novo mandato, indicando que esse seria o caso de Pernambuco.
— Temos o João Campos e a Raquel Lyra. Vamos lembrar que ela se colocou primeiro como oposição (em 2022) e no segundo turno teve uma posição mais de neutralidade, mas uma parte considerável do nosso time ficou com ela— afirmou o ministro.