Lula e Janja na convenção do PT — Foto: Arthur Stabile/g1 O Partido dos Trabalhadores oficializou neste domingo (2) a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, em convenção partidária realizada em São Paulo. Lula busca seu quarto mandato e terá novamente Geraldo Alckmin (PSB) como vice, repetindo a chapa eleita em 2022.
"Nós vamos para uma campanha em que qualquer assunto, em qualquer estado, com qualquer governador, vocês podem ter orgulho de defender o que o governo federal fez naquele estado", disse Lula em discurso para militantes e representantes dos partidos de sua coligação.
A convenção no Expo Center Norte, na Zona Norte de São Paulo, reuniu representantes de PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede, aliados do PT na eleição presidencial.
Numa cerimônia que anunciou propostas, ressaltou medidas implementadas durante o terceiro mandato e destacou o papel das mulheres na sociedade, Lula passou por um constrangimento antes de discursar.
"Uma crítica a mim. Não é possível que a gente tenha esquecido de, no principal evento da nossa campanha, não ter colocado uma mulher para falar", afirmou Lula. Em seguida, o presidente disse que a primeira-dama Janja da Silva não estava escalada para discursar e passou a palavra para ela. "É difícil porque a gente precisa estar todo dia se reafirmando, né, mulherada?", disse Janja.
Antes de Lula, falaram Edinho Silva, presidente do PT, e Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo pelo PT.
"O Brasil terá que fazer uma escolha de que legado vamos deixar, que Brasil vamos construir", disse Edinho Silva, ao anunciar a oficialização da candidatura de Lula na convenção.
Fernando Haddad defendeu a reeleição de Lula. "O Brasil precisa de um marujo confiável, experiente, que saiba acionar as ferramentas necessárias para proteger a soberania do Brasil. Lula é motivo de inveja no mundo. Só que o Lula é brasileiro."