sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Floresta (PE): Prefeita Rorró Maniçoba reúne secretariado para avaliação da primeira semana de trabalho






A Prefeita Rorró Maniçoba esteve reunida hoje (8) com a vice-prefeita, Bia Numeriano, e com todos os secretários para uma avaliação da primeira semana de trabalho após assumir a Prefeitura Municipal de Floresta.

O encontro aconteceu no Hotel Floresta, com início às 10:30, tendo no primeiro momento a escuta de cada secretário sobre a realidade encontrada à frente das pastas. A avaliação preliminar traz preocupação à equipe pelos grandes desafios que vêm pela frente.

A prefeita também entregou o Plano de Governo, documento que servirá de guia para entender quais são as pautas prioritárias.

“Muito trabalho nos espera. Mas temos uma equipe competente e corajosa. Não tenho medo de desafios. O trabalho de avaliação contínua e, tão logo tenhamos um panorama geral, daremos transparência aos cidadãos florestanos”, destacou a prefeita Rorró Maniçoba.


Blog de Assis Ramalho
Por Assessoria da Prefeitura de Floresta-PE

[COVID-19] Petrolândia perde 'DONA DIVA' educadora de escola da velha cidade; corpo foi enterrado na noite desta sexta (8/1/) sem velório e com caixão lacrado


O corpo de Diva Silva Souza (Dona Diva- servidora público aposentada de 79 anos de idade,), mais uma vítima do novo coronavírus em Petrolândia, foi enterrado no início da noite desta sexta-feira, em caixão lacrado, sem velório e com a presença de apenas familiares/amigos.

O sepultamento aconteceu no cemitério São Francisco, em Petrolândia.

Vítima da Covid 19, Dona Diva morreu no início da tarde desta sexta-feira (07/01/2021 )em Serra Talhada, onde deu entrada - recentemente. 

Por muitos anos, Dona Diva foi servidora do Colégio - da velha Petrolândia - [Atualmrnte Escola Jatobá].

Nossas condolências e votos de conforto à família por este momento de perda.

Redação do Blog de Assis Ramalho
Foto: Arquivo da família

Pandemia: Petrolândia, Tacaratu e mais 92 municípios de Pernambuco solicitaram prorrogação do estado de calamidade pública


Após a autoconvocação da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para suspender o recesso legislativo constitucional, o número de municípios que pediram a prorrogação do estado de calamidade pública só faz aumentar. Na prática, a medida visa viabilizar condições fiscais aos gestores, entre eles vários prefeitos que acabaram de assumir os seus mandatos, para adotar medidas urgentes no combate à pandemia da Covid-19. Até agora 94 municípios já haviam solicitado a prorrogação de 180 dias, sendo Cortês e Brejão com pendência de oficio com assinatura do prefeito

Na terça, ocorrerá a reunião remota para instalação do período extraordinário. Já na quarta-feira, as prorrogações do estado de calamidade serão votadas nas comissões de Constituição, Legislação e Justiça; Finanças, Orçamento e Tributação; e Administração Pública. A reunião plenária para a aprovação dos projetos está prevista para ocorrer na próxima quinta-feira.

Confira todos os municípios que solicitaram a prorrogação de 180 dias:

Abreu e Lima;
Afrânio;
Água Preta;
Águas Belas;
Afogados da Ingazeira;
Aliança;
Amaraji;
Araçoiaba;
Barra de Guabiraba;
Belém do São Francisco;
Betânia;
Bodocó;
Bom Jardim;
Bonito;
Brejão*;
Buenos Aires;
Buíque;
Cabrobó;
Caetés;
Calumbi;
Camaragibe;
Camocim de São Félix;
Carnaíba;
Catende;
Condado;
Correntes;
Cortês*;
Cumaru;
Custódia;
Dormentes;
Exu;
Feira Nova;
Ferreiros;
Flores;
Floresta;
Frei Miguelinho;
Garanhuns;
Goiana;
Granito;
Gravatá;
Glória do Goitá;
Iati;
Ibirajuba;
Inajá;
Ingazeira;
Itaíba;
Itambé;
Jaqueira;
Jataúba;
João Alfredo;
Lagoa de Itaenga;
Lagoa do Carro;
Lagoa Grande;
Macaparana;
Nazaré da Mata;
Orocó;
Palmares;
Palmeirina;
Paranatama;
Parnamirim;
Petrolândia;
Petrolina;
Paudalho;
Poção;
Riacho das Almas;
Ribeirão;
Rio Formoso;
Sairé;
Sanharó;
Santa Maria da Boa Vista;
Santa Terezinha;
São Bento do Una;
São Benedito do Sul;
São Caetano;
São João;
São José da Coroa Grande
São José do Egito;
Serra Talhada;
Serrita;
Sertânia;
Surubim;
Tacaimbó;
Tacaratu;
Terra Nova;
Terezinha;
Timbaúba;
Toritama;
Tracunhaém;
Tupanatinga;
Verdejante;
Vertente do Lério;
Vertentes;
Vicência;
Vitória de Santo Antão;

Por  Folha de Pernambuco

Paulo Câmara sanciona lei que amplia auxílio financeiro para mulheres vítimas de violência sob proteção do Estado; valor passa de R$ 250,00 para R$ 446,04


Governador Paulo Câmara - Foto arquivo/Lúcia Xavier/BlogAR

O governador Paulo Câmara sancionou, nesta sexta-feira (08.01), a lei que autoriza o aumento de 78% no auxílio financeiro pago pelo Estado às mulheres em situação de violência doméstica e familiar, sob risco de morte, que estão nas casas abrigo de Pernambuco. Com isso, o valor passa de R$ 250,00 para R$ 446,04 – atualizado anualmente com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

“É muito importante sancionar uma lei como essa, instrumento que garante uma qualidade de vida melhor às mulheres vítimas de violência. Esse auxílio é muito mais do que uma ajuda, incentiva a reconstrução de um projeto de vida, dá dignidade, e é fundamental nesse processo de proteção. Nossa luta é diária em favor da vida das pernambucanas, e todas que precisarem do Estado vão poder contar conosco”, assegurou Paulo Câmara. O auxílio é pago em parcela única às usuárias beneficiadas com a ação de apoio à transferência domiciliar, para custear despesas básicas e emergenciais como alimentação, hospedagem, vestuário, higiene pessoal e de seus filhos ou dependentes menores de 18 anos.

A Lei do Abrigamento tem como fundamento a Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), importante instrumento legal de garantia de direitos às vítimas de violência doméstica e familiar, que assegura às mulheres condições para o efetivo exercício dos direitos à vida, segurança, saúde, alimentação, educação, cultura, moradia, acesso à justiça e à cidadania, à dignidade e ao respeito e convivência familiar e comunitária. Também prevê, em seu artigo 8º, medidas de assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar, por meio de um conjunto articulado e integrado de ações da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

Pernambuco tem uma rede com quatro casas abrigo localizadas em regiões distintas, com endereços sigilosos. A lei prevê também o serviço 24h, composto por técnicos e policiais que se deslocam até a origem da ameaça e ofertam proteção à mulher, quer seja no deslocamento para um lugar seguro ou para uma casa abrigo, a depender da vontade da vítima. Durante esse processo de proteção, as mulheres têm suas demandas psicológicas, sociais e jurídicas atendidas e, na ocasião do desabrigamento, é ofertada a parcela do auxílio financeiro.

Documentos de Registro e Transferência de Veículos agora são 100% Digitais


Todos os documentos de trânsito no Brasil agora são digitais. Os únicos documentos de veículos que ainda eram emitidos em papel migraram para a versão digital na última segunda-feira, 4, o registro de veículo (CRV), licenciamento anual (CLA) e o comprovante de transferência de propriedade (DUT). Os documentos sofreram modificações para atender à Resolução 809, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que previa a digitalização. O CRV e o CLA foram integrados ao Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV-e) e o DUT se desvincula do CRV e se transforma na Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo (ATPV-e). 

“O CRLV-e e a ATPV-e foram os nossos últimos documentos a serem digitalizados e com isso, nenhum órgão de trânsito utilizará mais o papel-moeda” explicou o diretor-geral do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e presidente do Contran, Frederico Carneiro. “Estamos gerando economia para nosso país” e avançando ainda mais na agenda da transformação digital do Denatran. Simplificar e desburocratizar a vida do cidadão brasileiro é nosso foco, além de deixar os serviços prestados mais ágeis, modernos e seguros”, ressaltou.

Segundo o gerente da área de soluções de trânsito do Serpro, Diego Migliavacca, as mudanças implementadas no Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) para atender essa nova Resolução fazem parte do processo de migração do papel para o meio eletrônico da carteira de motorista e do documento veicular. “O Serpro tem uma ação significativa no desenvolvimento de tecnologia para o trânsito. Nossa expertise em inteligência de negócios foi fundamental para integrar Estado e sociedade na construção de soluções tecnológicas para os sistemas do Denatran, como o Renach (carteiras de habilitação), Renavam (veículos automotores) e Renainf (infrações de trânsito), tanto do ponto de vista da gestão pública quanto de entrega que facilita a vida do cidadão brasileiro”, completa.
CRLVe: um só documento digital para CRV e CLA

A Resolução 809 do Contran instituiu o CRLVe (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo) como um documento digital único para o registro e licenciamento do veículo e começou a vigorar no dia 4 de janeiro. Assim, todo veículo registrado ou licenciado no país receberá o mesmo documento, o CRLVe, que estará disponível em formato digital, após a quitação de todos os débitos, no aplicativo da Carteira Digital de Trânsito (CDT), pelo celular, no portal do Denatran ou por meio dos canais de atendimento dos Detrans. O proprietário também pode imprimir o documento em papel A4 comum, branco, que terá o QR Code de segurança, válido para fiscalização.

“Uma mudança significativa é que o CRLVe não terá a ATPV (Autorização para Transferência de Propriedade) impressa no verso, como ocorria até então”, explica Migliavacca. “Importante ressaltar que os proprietários que hoje possuem o CRV (DUT) com a (ATPV) impressa no verso do CRV continuarão a utilizar esse documento nas transferência de propriedade de seus veículos. Para esses veículos não há qualquer alteração de procedimento na transferência de propriedade” completa.
Novos Procedimentos

A ATPV para veículos registrados a partir de 4/1 deverá ser impressa apenas no momento em que o proprietário desejar realizar de fato a transferência do veículo a um comprador. Nessa situação ele deverá dirigir-se a um dos canais do Detran para solicitação do preenchimento e emissão da ATPVe em nome do novo proprietário.

Os passos seguintes continuarão a ser executados normalmente: proprietário e comprador vão até o cartório para reconhecimento de firma das assinaturas na ATPVe e comparecem ao Detran, de posse da ATPVe assinada e com reconhecimento de firma, para efetivação da transferência.

Importante ressaltar que os veículos que hoje possuem o CRV (DUT) com a (ATPV) impressa no verso do CRV continuarão a utilizar esse documento nas transferência de propriedade de seus veículos. Para esses veículos não há qualquer alteração de procedimento na transferência de propriedade.
Próximas Evoluções

A Resolução 809/2020 do Contran prevê ainda a possibilidade de assinatura eletrônica da ATPV-e pelo vendedor e comprador diretamente dos sistemas do Denatran, utilizando os mecanismos de autenticação segura previstos na legislação em vigor, o que permitirá, em breve, que todas as etapas que antecedem a vistoria e o registro do veículo para o novo proprietário sejam realizadas totalmente pela internet, sem necessidade de deslocamentos ao Detran ou a um cartório.

Paulo Afonso (BA): CHESF demite coletivamente funcionários do Hospital Nair Alves de Souza; PT divulga nota de repúdio


O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores em Paulo Afonso vem a publico repudiar com veemência a atitude arbitrária da Companhia Hidrelétrica do São Francisco – CHESF, de demitir coletivamente Trabalhadoras e Trabalhadores do Hospital Nair Alves de Souza – HNAS, contrariando inclusive o acordo coletivo de trabalho – ACT, firmado com a categoria.

O PT também repudia o abandono da gestão e manutenção financeira do HNAS por parte da CHESF, rompendo o compromisso de Responsabilidade Social com a sociedade Pauloafonsina e da região, onde gera grande parte da energia produzida pela empresa. Embora a Empresa continue sendo majoritariamente pertencente ao governo federal, portanto um Patrimônio Público, denunciamos que sua direção segue a sanha privatista e o descaso pelo interesse coletivo, marca registrada do atual governo federal, que aliás já incluiu a CHESF e demais empresas do sistema Eletrobrás na lista das privatizações, fato que expõe os reais motivos dessas decisões tão nefastas ao Povo Trabalhador de Paulo Afonso e região.

Registramos aqui o nosso protesto e indignação, ao mesmo tempo em que conclamamos todos e todas, a se unirem na Luta pela preservação da CHESF e do HNAS enquanto Patrimônio Públicos efetivamente voltados para atender os interesses e necessidades da nossa População!

Diretório Municipal do Partido do Trabalhadores em Paulo Afonso.
Por PA4 

Pernambuco publica portaria com regras sanitárias para eventos sociais [regulamento entra em vigor na próxima segunda-feira (11] ; confira itens

[Fotos arquivo/Blog de Assis Ramalho] O Governo do Estado ainda manteve a proibição da realização de shows, festas, eventos de carnaval e similares, de qualquer tipo, com ou sem comercialização de ingressos, em ambientes fechados ou abertos, públicos ou privados. A proibição vale para clubes sociais, hotéis, bares, restaurantes, faixa de areia e barracas de praia, independentemente do número de participantes.

O Governo de Pernambuco publicou, na edição desta sexta-feira (8) do Diário Oficial do Estado, uma portaria que estabelece regras sanitárias para a realização de eventos sociais. Esta semana, foi anunciada a redução da capacidade máxima permitida no setor de 300 para 150 pessoas. 

A portaria entra em vigor na próxima segunda-feira (11) e é assinada pelos secretários estaduais de Saúde, André Longo, e de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Julio. 

O texto explica que as medidas foram tomadas para conter a curva de disseminação da Covid-19 no Estado. Segundo a portaria, são classificados como eventos sociais festas de casamentos, batizados, formaturas e similares.

Os eventos deverão ser realizados entre 6h e meia-noite. "Admite-se uma tolerância de 30 minutos, para permitir a saída de todos os clientes dos estabelecimentos. 

Entre os principais pontos estabelecidos, o uso de máscaras durante todo o evento por parte dos funcionários e artistas, a limitação de 10 pessoas por mesa e o reforço na limpeza.

Em caso de descumprimento das medidas, a empresa organizadora será responsabilizada.

O Governo do Estado ainda manteve a proibição da realização de shows, festas, eventos de carnaval e similares, de qualquer tipo, com ou sem comercialização de ingressos, em ambientes fechados ou abertos, públicos ou privados. A proibição vale para clubes sociais, hotéis, bares, restaurantes, faixa de areia e barracas de praia, independentemente do número de participantes.

Veja todos os itens expressos na portaria:

I. Facilitar a entrada e saída dos participantes ampliando, se possível, o número de acessos. Se o estabelecimento tiver mais de uma porta, considerar instituir portas exclusivas para entrada e portas exclusivas para saída dos participantes;

II. Orientar a utilização preferencial de escadas para acesso ou no caso de uso de elevador ser necessário, respeitar a limitação de distanciamento definida para o equipamento. No caso de plataforma de acessibilidade, apenas 01 (uma) pessoa e o responsável;

III. Manter o distanciamento de 1,5m entre as pessoas dentro do espaço de eventos: na entrada, em seus corredores, filas de acesso aos banheiros, salões, cadeiras e nos demais espaços durante todo o evento;

IV. Em caso de haver mesas, deve-se respeitar um limite máximo de 10 pessoas por mesa;

V. Garantir o distanciamento mínimo de 1,5 m entre clientes de mesas diferentes. Para tanto, considerar a distância de 1,5m entre as bordas das mesas, caso não haja cadeiras entre as mesas. No caso de haver cadeiras, adicionar mais 0,5m caso haja em apenas uma das mesas e 1 m se houver cadeiras entre as bordas em ambas as mesas.

VI. Avaliar a redução do número de trabalhadores envolvidos no processo de separação do produto, higienização e entrega a cada cliente, no sentido de manter o distanciamento de 1,5m;

VII. Revisar as rotinas de recebimento de mercadorias e limitar o contato pessoal onde as mercadorias são recebidas ou manipuladas;

VIII. Durante a montagem, a realização e desmontagem dos eventos, manter o distanciamento entre as pessoas 1,5 m, sempre que possível.

IX. Trabalho que requer proximidade pessoal entre trabalhadores deve ser minimizado. Atividade desta natureza deve ser planejada e gerenciada para estabelecer um sistema de trabalho seguro;

X. Todos os funcionários, participantes e prestadores de serviço deverão fazer uso obrigatório da máscara durante todo o evento;

XI. Os participantes apenas poderão retirar a máscara no momento da alimentação e consumo de bebidas, exclusivamente quando estiverem sentados em cadeiras ou bancos, não podendo estar neste momento circulando no ambiente, obedecendo as normas do protocolo de alimentação;

XII. Os artistas poderão retirar a máscara no momento da apresentação;

XIII. Reforçar a limpeza e a desinfecção das superfícies mais tocadas (mesas, balcões, teclados, maçanetas, botões, etc.) e banheiros a cada duas horas, podendo ser utilizados os seguintes produtos: hipoclorito de sódio a 0.1%; alvejantes contendo hipoclorito (de sódio, de cálcio) a 0,1%; dicloroisocianurato de sódio (concentração de 1,000 ppm de cloro ativo); iodopovidona (1%); peróxido de hidrogênio 0.5%; ácido peracético 0,5%, quaternários de amônio, por exemplo, o Cloreto de Benzalcônio 0.05%; compostos fenólicos; desinfetantes de uso geral aprovados pela Anvisa, observando as medidas de proteção, em particular o uso de equipamentos de proteção individual (EPI) quando do seu manuseio;

XIV. Deve ser disponibilizado a funcionários e clientes, em todos os pontos de entrada e de atendimento, álcool gel 70%; A empresa contratada para a realização do evento deve dar ciência aos contratantes, aos funcionários e aos prestadores de serviço sobre as novas normas e protocolos de segurança regulamentados pelas autoridades sanitárias para produção e realização do evento no espaço;

XV. A empresa contratada deve assumir as responsabilidades cabíveis em caso de descumprimento das determinações vigentes;

XVI. Colocar, em local visível, sinalização indicativa de número máximo de pessoas permitido para garantir o distanciamento social nos ambientes;

XVII. Utilizar intensivamente os meios de comunicação disponíveis para informar aos clientes sobre as medidas adotadas de higiene e precaução;

XVIII. Utilizar todos os meios de mídia interna, assim como as redes sociais, para divulgar as campanhas e informações sobre a prevenção do contágio e sobre as atitudes individuais necessárias neste momento de crise;

XIX. O protocolo deve incluir o acompanhamento diário da sintomatologia dos trabalhadores;

XX. Definir orientações claras de uso e limpeza dos banheiros para garantir que eles sejam mantidos limpos e o distanciamento social seja alcançado o máximo possível;

XXI. Esclarecer para todos os funcionários e prestadores os protocolos a serem seguidos em caso de suspeita ou confirmação de Covid-19;

XXII. Instituir mecanismos e procedimentos para que os funcionários, clientes e prestadores possam reportar se estiverem com sintomas de gripe ou similares ao da Covid-19, ou se teve contato com pessoa diagnosticada com Covid-19; Orientar funcionários e prestadores que apresentarem sintomas gripais sugestivos de Covid-19: (febre, tosse, diarreia, por exemplo), a fazerem o teste e a permanecerem afastados até sair o resultado. Se o resultado for positivo, o tempo de afastamento será de 10 dias, e ao mesmo tempo, pelo menos 3 dias sem nenhum sintoma;

XXIII. Orientar os trabalhadores que apresentarem sintomas gripais, e os seus contatos domiciliares, a acessarem o aplicativo “Atende em Casa” (www.atendeemcasa.pe.gov.br). Durante o acesso, serão orientados sobre como proceder com os cuidados, inclusive sobre a necessidade de procurar um serviço de saúde.

Por Folha de Pernambuco
Fotos: Assis Ramalho/BlogAR

Boletim desta sexta (08/01/2021): Pernambuco registra 1.250 novos casos e 26 mortes por Covid-19



Pernambuco confirmou, nesta sexta-feira (8), 1.250 novos casos de Covid-19. O boletim, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), registra, ainda, 26 mortes pela doença, ocorridas entre 14 de novembro e essa quinta-feira (7).

Com a atualização, o Estado soma 229.701 casos confirmados e 9.789 óbitos em decorrência da Covid-19.

Dos casos confirmados nesta sexta-feira (8), 66 (5%) são de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 1.814 (95%) de casos leves. Do total desde o início da pandemia, são 29.733 graves e 199.968 leves.

Os detalhes epidemiológicos serão repassados ao longo do dia pela Secretaria Estadual de Saúde.

Petrolândia: Vende-se uma casa na Quadra 17, com 2 quartos 1 sala 1 cozinha 1 banheiro e uma garagem com vaga pra dois carros


Vende-se uma casa na Quadra 17 de Petrolândia, com 2 quartos 1 sala 1 cozinha 1 banheiro e uma garagem grande com vaga pra dois carros e com mais duas casas pequena atrás com entrada individual.

Interessados, favor entrar em contato pelos telefones: (87)9.9970-1844

CONFIRA ABAIXO MAIS FOTOS DO IMÓVEL








Redação do Blog de Assis Ramalho
Informação e fotos: Proprietário do imóvbel

Confira cotação da cebola comercializada nesta sexta (08/01) no Vale do São Francisco



A cebola comercializada nesta sexta (08/01) no Vale do São Francisco, tem alta de preços em relação aos preços praticados na semana passada.

Nessa sexta a cebola amarela está sendo comercializada na média de R$ 45 reais, e a roxa na média de R$ 50, o saco com 20kg.

A informação é da Associação Nacional de Produtores de Cebola – ANACE.

Por Didi Galvão

Risco de apagão no Brasil: um terço dos reservatórios das hidrelétricas está com nível abaixo de 20%


A falta de chuvas tem preocupado autoridades ligadas à produção de energia elétrica e de abastecimento para consumo no Brasil. Para se ter dimensão de como a situação está agravada, um terço dos reservatórios monitorados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) está com menos de 20% da capacidade total.

Ao todo, 12 dos 39 principais reservatórios estão com o volume baixo. Há casos extremos, em que aquíferos estão com níveis entre 6% e 9% da capacidade total. Os dados fazem parte de uma análise do Metrópoles, baseada em informações do ONS.

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), grupo que integra representantes do ONS, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Ministério de Minas e Energia, está em alerta e tem se reunido constantemente para discutir a situação.

Nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, principalmente entre outubro e dezembro, as afluências — quantidade de água que cai nas bacias e que efetivamente chega aos reservatórios de cada usina — estiveram entre as piores observadas em todo o histórico de 90 anos.

A escassez de água nas bacias de usinas hidrelétricas já deu recados. No fim do ano passado, as contas de luz tiveram um reajuste e o consumidor passou a pagar a tarifa mais alta (bandeira vermelha patamar 2). Agora, voltou a um status de alerta (bandeira amarela).

A situação mais grave, segundo dados do ONS, é no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, responsável pela geração de cerca de 70% da energia consumida no Brasil, o nível dos reservatórios está em 19,6%.

O ONS demostrou preocupação com o abastecimento de energia elétrica no Brasil e enviou uma carta à Aneel. O maior dificuldade está em São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

Veja nível dos reservatórios com % mais baixas:

Reservatório Barra Grande (SC/RS) – 6,8%
Reservatório Emborcação (MG/GO) – 9,4%
Reservatório Chavantes (SP) – 9,4%
Reservatório Serra do Facão (GO) – 9,7%
Reservatório Itumbiara (MG) – 10,9%
Reservatório São Simão (GO) – 11,7%
Reservatório Nova Ponte (MG) – 11,4%
Reservatório Água Vermelha (SP/MG) – 12,9%

Adilson de Oliveira, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que durante a reforma do setor elétrico, foi consultor do Ministério de Minas e Energia, explica que o governo precisa agir rápido para evitar problemas ainda mais drásticos.

“A situação é muito séria. A tendência, com o verão, é que não se senta tanto o problema. O nível dos reservatórios tendem a não cair, mas depois de abril, os reservatórios estarão com capacidade baixa e com um período longo de estiagem pela frente”, detalha.

Entre os efeitos da estiagem, o professor destaca: “A conta vai aumentar, por que vamos trabalhar com as bandeiras tarifárias mais elevadas. Em março, é provável ter outra tarifação. Além das tarifas altas, vamos conviver com cortes de energia e esperemos que não cheguemos a uma situação de apagão”, frisa.

Ele conclui. “O governo sempre acha que o próximo ano será melhor de chuvas. Energia tem como ser gerada de outra forma. Agora, abastecimento (urbano), irrigação agrícola e industrial não tem”, critica.

Problemas

Mas não somente nos interruptores a crise tem afetado o consumidor. O abastecimento de grandes centros urbanos estão enfrentado racionamento ou rodízios para prolongar a água armazenada em represas.

Os moradores de Curitiba e da região metropolitana enfrentam rodízio no fornecimento de água. Até 17 de janeiro, a população receberá água por 36 horas intercalados com outras 36 horas sem abastecimento.

Segundo dados da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), empresa responsável pelo serviço, o nível geral dos reservatórios que compõem sistema de abastecimento é de cerca de 40%.

Em São Paulo, a situação se repete. Em Itu, município distante 75km da capital paulista, a Companhia Ituana de Saneamento (CIS) estabeleceu racionamento de 24 horas alternando bairros.

Situação no DF

Apesar das dificuldades pelo país, a capital federal enfrenta situação diferente. O DF tem, segundo o Inmet, chuvas dentro da média e em períodos do ano passado, acima do esperado. De acordo com medição da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), o reservatório de Santo Antônio do Descoberto, responsável pelo abastecimento de 70% da cidade, está com 83% da capacidade total. Já o de Santa Maria, tem 94,5%. Vale ressaltar que os dois aquíferos são usados para abastecimento do DF.
Chuvas

O meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Mamedes Luiz Melo, alerta que janeiro e fevereiro devem registrar chuvas abaixo da média nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

“Cada região tem um sistema que traz as chuvas. No Centro-Oeste, as queimadas no Pantanal, elevou as temperaturas e atrasou a estação chuvosa, que começou mal distribuída. No Sul, as pancadas ficaram irregulares no Sul por causa do fenômeno La Ninã“, explica.

La Niña é um fenômeno que, oposto ao El Niño, reduz a temperatura da superfície das águas do Oceano Pacífico Tropical Central e Oriental.

“De forma geral, em algum lugares choveu e, em outros, não. No verão são pancadas curtas e de forte intensidade, mas não é de forma generalizada”, conclui.
Campanha educativa

Com reservatórios em baixa, o governo federal lançou uma campanha para economia de água e de energia. Entre as recomendações está fechar a torneira quando estiver escovando os dentes, desligar aparelhos da tomada que não estejam em uso, além de trocar lâmpadas pelo modelo LED. “Água e energia. Evite o desperdício para não faltar depois”, destaca trecho da publicidade.

Em nota, o Ministério de Minas e Energia informou que “apesar do aumento no último mês das chuvas nas principais bacias hidrográficas, ainda não houve reversão das condições adversas”.

“Para os próximos dias, há perspectivas de chuvas em importantes bacias, especialmente na região Sudeste. Ainda assim, a afluência esperada deve ter valores inferiores aos médios históricos em todos os subsistemas”, explica.

Diante da permanência do cenário, não está descartada a adoção de “medidas excepcionais” para o devido atendimento à carga. A pasta reiterou a garantia do suprimento de energia elétrica aos consumidores brasileiros em 2021.

No mesmo sentido, o ONS destacou, também em nota, que tem atuado de forma preventiva. “O Operador reforçou a gestão de todos os reservatórios, sempre respeitando seus limites operativos e as vazões necessárias para o atendimento aos requisitos de abastecimento de energia, ambientais e de usos múltiplos da água”, frisa.

Por fim, o órgão conclui. “É importante destacar que não há risco de desabastecimento de energia no país e que o ONS está monitorando de perto o cenário e tomando todas as medidas necessárias”, salienta.

A reportagem entrou em contato com a Aneel, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem. O espaço continua aberto a esclarecimentos.

Por OTÁVIO AUGUSTO
Metrópoles

Vacinação contra Covid-19: Pernambuco inicia plano, prevê prioridade para 4 grupos e criação de centros municipais

Reunião para detalhar plano operacional de vacinação contra a Covid-19 em Pernambuco - Foto: Divulgação/SES-PE

A primeira reunião do comitê para acompanhamento da vacinação contra a Covid-19 em Pernambuco foi realizada nesta quinta (7). O grupo apresentou uma versão preliminar do plano de operacionalização. Sugeriu, entre várias medidas, a criação de centros municipais de imunização, além da divisão da população em quatro grupos prioritários, que somam 2,8 milhões de pessoas (veja vídeo acima).

A reunião foi realizada com a presença de representantes da Secretaria Estadual de Saúde, da Secretaria de Saúde do Recife e com o pediatra Eduardo Jorge, representante da Sociedade Brasileira de Imunizações em Pernambuco (SBIm).

Os demais componentes participaram pela internet. Não há, no entanto, previsão para início da campanha, já que ainda não houve aprovação de nenhum imunizante no Brasil.

Os participantes da reunião poderão enviar contribuições para a versão final do plano de operacionalização até a segunda semana de janeiro.

Somente depois disso, o arquivo será divulgado pelo governo. De acordo com a superintendente de Imunizações de Pernambuco, Ana Catarina de Melo, os profissionais de saúde serão os primeiros imunizados.

"Na primeira fase, vamos vacinar os trabalhadores da saúde, que estão na linha da assistência e trabalham em vigilância em saúde. Vamos vacinar os índios aldeados nas 11 etnias do estado e a população de 75 a mais e os idosos a partir de 60 anos que estão em instituições de longa permanência", declarou a superintendente.

Uma das ações sugeridas pelo esquema é a aplicação de doses da vacina nas unidades de saúde em que os profissionais trabalham, para evitar perdas e agilizar a imunização.

"No segundo momento, vamos vacinar os idosos a partir de 60 anos. Na terceira fase, os indivíduos com comorbidades, então, em breve vamos detalhar quais são. É muito importante, em todos os grupos em que exista algo que identifique que aquele indivíduo pertence ao grupo. Então, para as pessoas com comorbidade, é preciso levar a prescrição médica indicando que o indivíduo tem a comorbidade estabelecida", explicou Ana Catarina de Melo.

O quarto grupo a ser imunizado, segundo o governo, é composto por profissionais das forças de segurança, trabalhadores da educação, caminhoneiros, transporte aéreo, pessoas que trabalham nos portos, quilombolas e funcionários do transporte coletivo de ônibus e metrô.

O registro das vacinas será feito pelo sistema do Programa Nacional de Imunização e, já que há diversas vacinas em processo de aprovação, será preciso informar detalhadamente o tipo de imunizante utilizado para que seja feita a distribuição da segunda dose respectiva.

Por G1 PE

Petrolândia está sorrindo! Agora a cidade também tem ODONTO PRIMUS uma das maiores clínicas do Brasil; inauguração é nesta sexta às 8 hs da manhã!

 

ODONTO PRIMUS (NOVA PARCERIA DE DIVULGAÇÃO DO BLOG DE ASSIS RAMALHO E DA WEB RÁDIO PETROLÂNDIA) PASSA A FUNCIONAR A PERTIR DESTA SEXTA-FEIRA, 08 DE JANEIRO DE 2021, NA RUA SÃO FRANCISCO - AO LADO DE VAVÁ DO OURO - AGENDA PARA CONSULTA 87 - 9.9968-3998. 






Redação do Blog de Assis Ramalho
ODONTO PRIMUS - PETROLÂNDIA

Butantan assina contrato para fornecimento de doses da CoronaVac para o Ministério da Saúde

Caixa da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. — Foto: Flavio Corvello/Estadão Conteúdo

O Instituto Butantan confirmou na noite desta quinta-feira (7) que assinou um contrato com o Ministério da Saúde para a aquisição de doses da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com a instituição.

O documento prevê o fornecimento de 46 milhões de doses, em quatro entregas até o dia 30 de abril. Há ainda a possibilidade de o órgão federal adquirir do instituto outras 54 milhões de doses, totalizando 100 milhões.

Cada dose da vacina custará R$ 58,20 e o valor total do contrato é de R$ 2,6 bilhões. "No valor [total] estão incluídas todas as despesas ordinárias diretas e indiretas decorrentes da execução contratual, inclusive tributos e/ou impostos, encargos sociais, trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais incidentes, taxa de administração, frete, seguro e outros necessários ao cumprimento integral do objeto da contratação", diz o documento.

O pagamento somente será realizado após a obtenção do registro ou autorização para uso emergencial junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O contrato também prevê que o Ministério da Saúde "terá o direito de exclusividade na aquisição de doses da vacina", podendo autorizar "em caráter excepcional a comercialização" para terceiros. Para isso, deverá ser "notificada formalmente sobre a intenção de venda com antecedência mínima de 20 dias."

Mais cedo, o ministro da Saúde, General Eduardo Pazuello, anunciou a assinatura do acordo para a compra de 100 milhões de doses do Butantan.

Em coletiva de imprensa nesta tarde, Pazuello afirmou que o contrato foi assinado menos de 24 horas depois da Medida Provisória (MP) do presidente Jair Bolsonaro que flexibilizou a compra de vacinas por parte do governo federal.

“Hoje assinamos com o Butantan. Assinado. Menos de 24h depois da medida provisória, nós assinamos um contrato para entrega das primeiras 46 milhões de doses até abril e de mais 54 milhões no decorrer do ano, indo a 100 milhões de doses”, disse o ministro.

Após o anúncio do governo federal, o governador de São Paulo João Doria (PSDB) afirmou em entrevista à GloboNews durante a tarde que ainda não havia assinado o contrato.

Segundo o governador, o anúncio feito pelo governo federal não altera o plano estadual de vacinação, que prevê início da aplicação das doses nos grupos prioritários no dia 25 de janeiro.

“Por enquanto nada muda, até porque não há um contrato assinado ainda, nós não temos sequer os termos dessa proporcionalidade”, disse Doria.

Doria também defendeu que, caso a CoronaVac seja incorporada ao plano nacional, a vacinação em São Paulo deve ser prioritária no plano nacional.

"Temos que conhecer melhor a proporcionalidade, São Paulo tem quase 46 milhões de habitantes, é o estado com a maior densidade demográfica do país, tem o maior número de pessoas infectadas e mortos pela Covid-19,. Por óbvio a prioridade de um programa de vacinação é onde tem a maior incidência do coronavírus, maior proporcionalidade também de pessoas infectadas e mortes. E para isso não há visão ideológica, nem partidária, nem política e nenhuma outra ordem, exceto a defesa da vida e da existência, então essas informações ainda precisamos receber do Ministério da Saúde", completou.

A utilização da CoronaVac no Programa Nacional de Imunizações (PNI) foi alvo de disputa política entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria.

Em 20 de outubro, o ministro Eduardo Pazuello chegou a anunciar a compra da vacina em uma reunião com governadores. No dia seguinte, Bolsonaro desautorizou publicamente o ministro. Depois de pressão de governadores e até do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo voltou atrás e retomou as negociações.

Caixa da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. — Foto: Flavio Corvello/Estadão Conteúdo

O governador também afirmou que o pedido formal de uso emergencial da CoronaVac será feito para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta sexta-feira (8).

“Amanhã às 9h da manhã o Butantan estará fazendo o registro emergencial junto à Anvisa. E eu tenho certeza que a Anvisa saberá agir de forma rápida e eficiente”, disse para a GloboNews.

Mais cedo, durante coletiva de imprensa, o governador chegou a afirmar que o pedido de registro emergencial já havia sido enviado.

Em nota, a Anvisa informou que realizou uma segunda reunião para a pré-submissão dos documentos na tarde desta quinta-feira.

“Por estratégia própria do Butantan, o Instituto não oficializou a submissão de uso emergencial. A reunião de pré-submissão é feita, a critério da empresa/instituição antes do envio de pedido formal de registro ou de autorização para uso emergencial. A Anvisa continuará a avaliação, após a submissão formal do processo com as informações globais de eficácia e segurança da vacina do IB”, disse a agência.

Após a entrega dos documentos, a agência estipula prazo de até dez dias para analisar o pedido de uso emergencial.

Eficácia da CoronaVac

O governo de São Paulo anunciou em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (7) que a eficácia da vacina CoronaVac no combate coronavírus é de 78% para casos leves.

De acordo com o governo, a vacina garantiu a proteção total (100%) contra mortes, casos graves e internações nos voluntários vacinados que foram contaminados. Isso significa que, entre os infectados, nenhum morreu, desenvolveu formas graves da Covid-19 ou foi internado.

CoronaVac tem 78% de eficácia em testes feitos no Brasil

A taxa de eficácia é um conceito que se aplica a vacinas em estudos e representa a proporção de redução de casos da doença entre o grupo vacinado comparado com o grupo não vacinado.

Na prática, se uma vacina tem 78% de eficácia para casos leves, isso significa que 78% das pessoas que tomam a vacina ficam protegidas contra aquela doença. A taxa mínima recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 50%.

A eficácia da CoronaVac foi divulgada pelo governo estadual em coletiva de imprensa, sem detalhamento, e os dados completos da fase 3 de estudos da CoronaVac, que incluem detalhes de como esse percentual é calculado, ainda não foram publicados.

Questionado sobre detalhes da pesquisa em entrevista coletiva nesta quinta, o diretor do Butantan, Dimas Covas, disse que, entre os mais de 12 mil voluntários, ocorreram "em torno de 200, 218 [casos de Covid-19]". Desses, "160 e alguma coisa" ocorreram entre participantes que tomaram placebo e outros "60, pouco menos de 60, no grupo vacinado".

Dimas Covas disse ainda que dados detalhados "estarão na documentação técnica que acompanha tanto o pedido [de uso emergencial na Anvisa], como, depois, as publicações científicas. Então eu não vou descer a esse detalhe na coletiva".

É de praxe na comunidade científica que os desenvolvedores submetam suas conclusões ao comitê independente de uma revista científica.

Além da revisão dos pares, a publicação deve esclarecer detalhes como a taxa de eficácia em diferentes faixas etárias, os dados de segurança, que incluem as principais reações adversas, e em quanto tempo após a segunda dose a imunidade contra a doença é atingida.

Avaliação de especialistas

O índice registrado pela CoronaVac no Brasil é menor que os das vacinas desenvolvidas pelos laboratórios Pfizer e Moderna, que já foram aprovadas na União Europeia e nos Estados Unidos. As vacinas, que usam a tecnologia de RNA mensageiro, alcançaram eficácias de 95% e 94%, respectivamente.

A microbiologista Natália Pasternak explica que já era esperado que a CoronaVac tivesse uma eficácia menor que as das outras vacinas, por ser feita com o vírus inativado.

"É completamente esperado. Uma vacina de vírus inativado dificilmente vai ter a mesma eficácia do que vacinas de RNA ou vacinas de adenovírus [vetor viral], que conseguem entrar na célula e imitar, de uma forma muito mais efetiva, a infecção natural. Elas acabam provocando uma resposta imune que é tanto de anticorpos como de resposta celular", explica.

"A vacina inativada não consegue provocar uma resposta tão completa. É esperado que ela tenha uma eficácia menor. A eficácia de 78% da CoronaVac para casos leves, ao que tudo indica, é uma eficácia excelente e compatível com uma vacina de vírus inativado. Com uma boa campanha, vai ser uma ótima vacina para o Brasil", afirma.

O virologista Eduardo Flores, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, concorda.

"Se essa vacina da CoronaVac conseguiu 78% de eficácia, é muito bom. Muito bom mesmo. É uma vacina cuja tecnologia é muito antiga, se conhece bem os efeitos colaterais, que são muito poucos. Eu acredito que essa é uma vacina que é uma importante ferramenta nessa luta contra o coronavírus", afirma Flores.

Testes

No Brasil, a fase 3 de testes da CoronaVac é realizada em 12,4 mil profissionais de saúde voluntários distribuídos em 16 centros de pesquisas, em sete estados e no Distrito Federal. A previsão é a de que os testes completos sejam finalizados apenas no final de 2021.

Na China, a vacina foi aprovada em julho para uso emergencial como parte de um programa do país asiático para vacinar grupos de alto risco, como médicos. Além do Brasil, outros quatro países planejam usar ou já usam a CoronaVac: China, Indonésia, Turquia e Chile.

No final do ano passado, a Turquia informou publicamente ter chegado ao percentual de 91,25% de eficácia da CoronaVac em testes preliminares feitos com 1,3 mil voluntários.

Sexto lote da CoronaVac chega a São Paulo

O governo de São Paulo afirma ter comprado 46 milhões de doses da vacina. Desse total, 6 milhões seriam importadas prontas da China, enquanto as demais 40 milhões seriam finalizadas na fábrica do Butantan.

Até esta quarta (6), o Butantan já recebeu o equivalente a 10,8 milhões de doses da vacina, entre doses prontas para uso e matéria-prima. Segundo o governo, o estado deve receber o restante das 46 milhões de doses até março.

Para a imunização são necessárias duas doses da CoronaVac, com intervalo de alguns dias ou semanas entre as aplicações.

Na apresentação do plano estadual, o governo de SP afirmou que a a primeira fase da campanha de vacinação vai contemplar 9 milhões de pessoas que correspondem à estimativa dos seguintes grupos prioritários em São Paulo: 7,5 milhões de pessoas com 60 anos ou mais e mais 1,5 milhão de trabalhadores da saúde, indígenas e quilombolas.

A vacina CoronaVac utiliza esquema já consagrado de armazenamento e transporte e pode se armazenada em refrigeração padrão, como a vacina da gripe. Ela também pode ser armazenada por até três anos sem que perca sua eficácia.

Por GloboNews e G1 SP — São Paulo