20 outubro 2026

Seca atinge 100% do território do Maranhão pela primeira vez desde fevereiro, aponta levantamento da ANA; Pernambuco apresentou situação mais crítica do país em setembro.

Área afetada pela seca no estado passou de 83% para 100% entre agosto e setembro de 2026. Apesar do avanço, a intensidade do fenômeno permaneceu estável, segundo o Monitor de Secas. (Foto: Divulgação/ANA)

A seca atingiu 100% do território do Maranhão em setembro de 2026, segundo dados divulgados nessa segunda-feira (19) pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O levantamento mostra que a área afetada pelo fenômeno no estado passou de 83%, em agosto, para 100%, em setembro, um aumento de 17 pontos percentuais.

De acordo com o Monitor de Secas, esta é a primeira vez desde fevereiro deste ano que o Maranhão registra seca em toda a sua extensão territorial. Com o resultado, o estado ficou entre os quatro do Nordeste com o maior percentual de área afetada pelo fenômeno, ao lado de Alagoas, Piauí e Sergipe, que também registraram seca em 100% de seus territórios.

Apesar do avanço da área atingida, a intensidade da seca permaneceu estável no Maranhão entre agosto e setembro. Segundo a ANA, pouco mais de 4% do território maranhense apresentou seca moderada, enquanto as demais áreas afetadas registraram condições menos severas.

Ainda assim, o cenário representa a condição mais severa de seca registrada no Maranhão desde fevereiro de 2026.

Nordeste tem maior área afetada pela seca no país

O avanço da seca no Maranhão acompanha o cenário observado em outros estados do Nordeste. Segundo o Monitor de Secas, a região apresentou o maior percentual de área afetada pelo fenômeno no Brasil, chegando a 96% do território em setembro.

Além do Maranhão, outros estados nordestinos registraram aumento da área atingida, como Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Em relação à intensidade, Pernambuco apresentou a situação mais crítica do país em setembro. No estado, a seca grave passou de 28% para 74% do território entre agosto e setembro.

No cenário nacional, a área afetada pela seca aumentou de 67% para 75% do território brasileiro. Enquanto o fenômeno avançou nas regiões Norte e Nordeste, houve redução da área atingida em partes do Centro-Oeste e do Sudeste.

Os três estados da região Sul — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — permaneceram livres da seca.

g1 MA

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