Flávio Bolsonaro afirmou que pode disputar a presidência antes de 2030 - Foto: Reprodução/Instagram (@flaviobolsonaro)
Candidato derrotado à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) falou sobre a possibilidade de novas eleições antes de 2030 e justificou a fuga para os Estados Unidos após Luiz Inácio Lula da Silva conquistar a maioria dos votos. O senador - que chegou a se autoproclamar o "verdadeiro presidente eleito", mesmo sem apresentar provas - compartilhou um vídeo nas redes sociais, na noite desta sexta-feira (30).
O filho de Jair Bolsonaro, ex-presidente preso por tentativa de golpe de estado, iniciou o vídeo agradecendo os apoiadores. "Quero mais uma vez agradecer a todo mundo pelo esforço, dedicação, carinho e por acreditarem em mim. Isso me sensibilizou. [Quero] sempre merecer essa confiança de todos vocês", afirmou o integrante do Partido Liberal.
O segundo turno das eleições ocorreu no domingo (25) e reelegeu o petista. Na manhã de segunda (26), Flávio visitou o pai, que está em prisão domiciliar em Brasília. e foi intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar os documentos em até 24 horas, prazo que terminou ao meio-dia de terça. No entanto, a entrega não ocorreu dentro do período determinado. Neste mesmo dia, o senador deixou o Brasil com destino aos EUA. A decisão foi determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O senador contou a conversa que teve com Jair logo após ser intimado pela PF. "Olhei para cara a dele e falei: 'Pai, começou a perseguição até um pouco antes do que eu imaginava que começaria'. Porque todos sabem que o Brasil hoje vive um regime de perseguição", alegou ele, que teve familiares eleitos em 2026. O irmão, Carlos Bolsonaro, e a madrasta, Michelle Bolsonaro, se tornaram senadores, respectivamente, por Santa Catarina e Distrito Federal. Outro irmão de Flávio, Jair Renan Bolsonaro, também foi eleito deputado federal pelo mesmo estado do Sul.
Flávio disse que decidiu fugir para manter "a sua voz ativa". "Dessa forma eu tomei a decisão junto com a minha família. Não foi fácil sair do meu país para continuar pelo menos tendo uma voz ativa. Isso foi o que passou pela minha cabeça. Os advogados vão tomar as providências sabendo que está tudo dominado no Brasil, as instituições estão completamente aparelhadas, pessoas que de verdade deveriam estar respondendo a processos, são protegidas por eles próprios."
O senador voltou a questionar o resultado das eleições. "Muitas coisas são sem explicação nessas eleições, matematicamente impossíveis de terem ocorrido no mundo real sem que houvesse, como eu falei, algum gol de mão. Vou ficar nessa expressão aqui para não aprofundar muito. Mas vou falar muito em breve sobre isso com mais profundidade sobre o que eu penso", disse.
"Eu saí pelo Brasil e eu sei que daqui eu vou continuar tendo uma voz ativa, vou poder continuar exercendo a minha liderança que eu devo aqui ao [ex-]presidente Bolsonaro. E na impossibilidade dele falar... ele ficou no Brasil. [...] Como ele consegue orientar se ele não tem voz, se está censurado, injustiçado? [...] Eu perdi para o sistema, não perdi para o adversário, todo mundo aí sabe disso", afirmou ele, novamente, sem apresentar provas, que complementou: "Eu falei que eu não me submeteria a isso. Isso [fugir] não é nenhum sinal de fraqueza, não gente. Eu posso ser tudo, menos burro."
Flávio criticou as propostas econômicas do presidente eleito. "Se ele [Lula] fizer aquilo que ele prometeu, o Brasil vai quebrar ainda mais rápido, então, infelizmente o Brasil está fadado a quebrar. E eu acho que esse é um dos fatores que vai acabar derrubando o atual presidente da República muito antes do que muita gente imagina. Então, eu quero pedir para vocês aqui: fiquem firmes, não acabou o jogo, vamos continuar lutando", afirmou.

























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