07 outubro 2026

Deputados americanos voltam a questionar governo Trump sobre possível interferência nas eleições brasileiras


Donald Trump, presidente dos Estados Unidos — Foto: Divulgação/Casa Branca

Em carta, eles ainda perguntaram para o secretário de Estado, Marco Rubio, sobre o visto da embaixadora brasileira nos EUA ter sido revogado.

Por Redação CBN

Em uma nova carta enviada nesta quarta-feira (7), oito parlamentares democratas enviaram ao governo dos Estados Unidos novos questionamentos sobre possíveis interferências nas eleições brasileiras.

Eles acusam Donald Trump e aliados de aprofundarem a crise e defendem explicação para entender o motivo da revogação do visto da embaixadora brasileira nos EUA, Maria Luiza Ribeiro Viotti.

Segundo eles, essa medida seria 'sem precedentes' contra um país aliado e que é uma forma de atacar a relação.

A revogação ocorre logo em seguida após o Brasil negar o visto de duas autoridades americanas que, segundo o jornal Washington Post, iriam questionar o sistema eleitoral brasileiro. Eles são Riley M. Barnes, secretário-assistente para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do mesmo local.

Os congressistas citam interferências americanas como as sanções contra ministros do STF e a entrada de Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky.

Eles perguntam ainda se o Departamento de Estado americano considera que a eleição de 2022 foi 'livre e justa' e se tentaram examinar o sistema eleitoral durante a campanha.

Ainda é questionado se houve contato do governo Trump com representantes da família Bolsonaro, especialmente na revogação do visto.

A carta pede uma resposta até 20 de outubro, antes do segundo turno das eleições.

OEA afirma que desinformação e interferência externa mexeram com eleições brasileiras

Um dos grupos chamados para a observação das eleições brasileiras no primeiro turno nesse domingo (4), a Organização dos Estados Americanos destacou a desinformação e as menções a possíveis interferências externas como alguns dos principais elementos da disputa eleitoral.

Segundo a OEA, além disso, o ativismo chegou a levar o que chamou de 'extremo' ao 'incluir insultos contra uma das candidaturas'. Não é citado qual dos candidatos.

A organização defendeu um respeito pelos adversários, pela soberania nacional e pela constituição.

'Assim como já foi observado pelas MOEs da OEA em outras ocasiões, verifica-se uma tendência cada vez mais frequente de chefes de Estado fazerem declarações públicas sobre processos eleitorais em andamento em outros países do continente', diz o relatório.

'A MOE/OEA observou que as eleições no Brasil não ficaram isentas desse ativismo político internacional e, inclusive, que, neste caso específico, esse ativismo chegou ao extremo de se proferirem insultos contra uma das candidaturas'.

A missão destaca, no entanto, o comentário do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, de que 'não foram constatados fatos que indicassem interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro'.

A desinformação foi outro ponto importante para o grupo, destacando que as semanas anteriores ao processo eleitoral ficaram 'marcadas pela disseminação em massa de informações falsas'. A OEA chamou como preocupante a circulação e ataques ao sistema eleitoral.

'Em relação aos conteúdos da campanha, mais uma vez as semanas que antecederam a eleição foram marcadas pela disseminação em massa de informações falsas', declaram.

Por CBN

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