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Passageiros deixam trem de alta velocidade após colisão na província de Toledo, na Espanha, nesta quarta-feira. Dois vagões caíram por um aterro, e o acidente interrompeu a circulação ferroviária entre Madri e a Andaluzia — Foto: Reprodução
A colisão de dois trens de passageiros de alta velocidade na província de Toledo, na Espanha, deixou ao menos 46 mortos e 179 feridos nesta quarta-feira, segundo um balanço parcial da Proteção Civil espanhola, enquanto o trabalho de socorro às vítimas ainda está em andamento. O balanço subiu ao longo da manhã: inicialmente, autoridades regionais confirmaram dez mortes, com os serviços de emergência subindo para ao menos 39. Mais tarde, o portal espanhol El Mira, citando a Proteção Civil, informou que o número de mortos havia chegado a 46.
O acidente ocorreu às 8h54 (4h54 em Brasília) na linha de alta-velocidade que liga as regiões de Madri e da Andaluzia. Um trem da companhia estatal Renfe, que partiu da capital rumo a Sevilha, chocou-se com uma composição da empresa privada Iryo, que estava parada nos trilhos, entre as estações de Los Yébenes e Urda, ambas em Toledo. Com a força do impacto, vagões descarrilaram e tombaram em uma ribanceira. Fontes governamentais ouvidas pelo jornal El País indicaram que ao menos 50 pessoas sofreram ferimentos graves, e expressaram temor de que o número final de vítimas seja superior a outro acidente ferroviário, ocorrido em janeiro, que chegou a 46.
O governo de Castilla-La Mancha ativou o Plano Territorial de Emergência da região (PLATECAM), em fase de emergência e situação operacional 1, para a província de Toledo. Várias equipes de bombeiros, três helicópteros e duas unidades móveis de terapia intensiva forma mobilizadas pelos serviços de emergência locais, enquanto o Ministério do Interior espanhol determinou o envio da Unidade Militar de Emergências para reforçar o socorro, e o prefeito de Urda, Manuel Galán, afirmou que a Defesa Civil solicitou a preparação de um pavilhão municipal para eventual atendimento ou acolhimento dos passageiros dos trens.
"Consternado com o grave acidente ferroviário em Toledo", escreveu o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, que cancelou todos os compromissos como chefe de governo e de campanha, ante as eleições marcadas para 29 de novembro. O líder do Partido Popular (PP), Alberto Núñez Feijóo, se disse "muito preocupado com o novo acidente". O rei da Espanha, Felipe VI, declarou à TV espanhola que "a primeira coisa é lamentar essa terrível desgraça", e transmitir seus pêsames às famílias afetadas.
Com 4 mil Km de vias, a rede ferroviária de alta velocidade da Espanha é a segunda maior do mundo, atrás apenas da China, e um dos orgulhos do país. Contudo, o acidente é uma nova mancha, após um grave acidente ocorrido nos arredores de Adamuz, em 18 de janeiro, que reacendeu um debate nacional sobre a manutenção da rede ferroviária e a segurança dos passageiros.
A Adif, administradora da infraestrutura ferroviária espanhola, anunciou a interrupção da circulação na linha de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia após uma colisão descrita inicialmente como um choque por alcance. A Renfe também informou a suspensão do tráfego entre Madri, Ciudad Real e a região da Andaluzia. Até a última atualização das informações consultadas, não havia previsão para a retomada dos serviços.
O Sindicato Ferroviário também se manifestou sobre o acidente. Rafael Escudero, porta-voz da entidade, afirmou à emissora Antena 3 que a dinâmica da colisão ainda precisava ser esclarecida. Segundo ele, as informações preliminares indicavam que os trens poderiam estar na mesma linha, diferentemente do que ocorreu em outros acidentes ferroviários. A hipótese de falha humana chegou a ser mencionada em relatos da imprensa espanhola, mas não havia confirmação oficial sobre as causas do choque.
(Com AFP)














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