15 outubro 2026

Policiais alvos de operação da PF do Rio de Janeiro que prendeu Canella tinham casas de luxo em Angra e Itaipava


Policial alvo de operação da PF que prendeu Canella tinha casa de luxo em Angra dos Reis — Foto: Divulgação PF

Dois policiais alvos da Operação Unha e Carne, que prendeu o deputado estadual Márcio Canella (União) e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio Marcus Amin, mantinham casas de luxo em Itaipava e Angra dos Reis, refúgios na serra e na costa verde fluminense.

A Polícia Federal esteve na casa de Angra do inspetor Pablo Jukia, conhecido como Pablo Russo, apontado como o principal operador de fato da vasta rede de combustíveis usada para lavagem de dinheiro. Segundo investigadores, ele recebia, por meio de advogado, agendas sigilosas de fiscalização do Procon, antecipadas por servidores públicos.

Com dois andares, a residência de “Russo” conta com piscina, quadra de vôlei, campo de futebol, área gourmet, futmesa e uma farta adega.


Residências em Angra dos Reis e Itaipava contavam com piscina, academia, quadra e mais

A PF também localizou uma casa de José Carlos Júnior, suspeito de exercer domínio material sobre a estrutura econômica do grupo criminoso, em Itaipava, distrito de Petrópolis (RJ). Imagens feitas pelos investigadores mostram que além de cômodos amplos, a mansão dispõe de piscina, academia, mesa de tênis de mesa e uma extensa área externa.

De acordo com a PF, Júnior seria o gestor da distribuição de recursos entre integrantes da organização e agentes públicos. Ele também é apontado como autor de ameaças a um ex-sócio que cobrava valores de investimento.

Em outra residência do policial, em Niterói, a PF encontrou maços de dinheiro em espécie escondidos dentro de uma adega, em um armário.

O GLOBO

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