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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula da OTAN. — Foto: SAUL LOEB / AFP
O dinheiro seria destinado para grupos da sociedade civil que consideram haver abuso de poder judicial e censura por parte do Supremo Tribunal Federal.
Por Redação CNN
O governo dos Estados Unidos destinou valores de fundos de direitos humanos do Departamento de Estado para apoio a aliados de extrema-direita em todo o mundo. Em um dos casos, destinou US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhões) para financiar projeto que contesta atuação do Supremo Tribunal Federal.
A informação divulgada pelo jornal The Guardian cita ainda uma enorme verba de US$ 40 milhões para um fundo anticomunista, apoio a um grupo que defende os direitos dos africâneres brancos na África do Sul, uma campanha contra o Supremo Tribunal Federal do Brasil e programas que recompensariam aliados ideológicos na Europa que protegem as 'normas da civilização ocidental'.
No Brasil, o financiamento seria para a campanha intitulada Combating Weaponized Litigation and Censorship in Brazil (algo como 'Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil').
O dinheiro seria destinado para grupos da sociedade civil que consideram haver abuso de poder judicial e censura por parte do Supremo Tribunal Federal. Em 2025, o governo americano chegou a sancionar o ministro Alexandre de Moraes, que chegou a perder o visto americano.
O valor é parte do fundo chamado de Direitos Humanos e Democracia. Ao todo, o The Guardian retrata que são mais de 40 concessões somando quase US$ 177 milhões para projetos conservadores e de extrema-direita.
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Presidentes Lula e Donald Trump em reunião na Malásia — Foto: Ricardo Stuckert / PR
Esse projeto prevê contestar decisões do STF em um momento da proximidade eleitoral com a tensão entre o governo Lula e o de Donald Trump.
Em junho, um edital do Departamento de Estado afirmava sobre um financiamento de quase US$ 1 milhão para um projeto de nome similar, de combate ao 'excesso judicial' no Brasil. Havia previsão de críticas a medidas do Supremo e ajuda a grupos que defenderiam liberdade de expressão.
Senadores dos EUA enviam carta ao governo Trump defendendo que não interfira em eleições no Brasil
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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos — Foto: Divulgação/Casa Branca
Três senadores democratas dos Estados Unidos enviaram uma carta ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, defendendo a não interferência do governo dos EUA nas eleições no Brasil. O texto é assinado Jeanne Shaheen, Peter Welch e Tim Kaine.
Tanto Jeanne quanto Kaine são membros do Comitê de Relações Exteriores do Senado.
Eles fazem dois questionamentos no texto, perguntando como o Departamento 'coordena seus objetivos de democracia e direitos humanos com parceiros regionais no Hemisfério Ocidental, particularmente no que diz respeito à assistência técnica ou ao monitoramento de processos eleitorais e judiciais?' e se poderia se comprometer 'a reconhecer o resultado certificado das eleições democráticas de 2026 no Brasil e a apoiar relações diplomáticas normais com o candidato que for livre e justamente escolhido pelo povo brasileiro?'.
Na carta é reproduzido bastante do assunto de uma outra carta enviada na última semana por 31 parlamentares americanos, entre eles Bernie Sanders e a deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortez.
Eles dizem que há uma preocupação na política americana 'com o fato de o governo Trump estar usando pressão diplomática, econômica e política para enfraquecer deliberadamente as instituições democráticas do Brasil antes da eleição presidencial de 4 de outubro de 2026'.
Eles dizem que as autoridades americanas realizaram uma grande campanha de interferência e para 'desestabilização' do Brasil.
'Esse esforço se intensificou de forma acentuada pela primeira vez no verão de 2025, quando o governo recorreu a tarifas e sanções direcionadas na tentativa de influenciar o veredito da Suprema Corte brasileira no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentar promover um golpe militar para permanecer no poder', diz o texto.
No documento da última semana, assim como nesse, é questionada a escolha de Darren Beattie como representante dos EUA no Brasil, na qual acusam de ser um extremista de 'extrema direita e supremacista branco'.
'As ações mais recentes do governo apontam para um esforço de interferir na eleição geral de outubro no Brasil e, potencialmente, miná-la. A recente reunião no Salão Oval entre o presidente Trump e o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, realizada enquanto ele tentava mitigar um escândalo político doméstico, evidencia a disposição do governo de se inserir na eleição', afirmaram os senadores.
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Texto da carta enviada para Marco Rubio, secretário de Estado. — Foto: Reprodução
Jeanne Shaheen, Peter Welch e Tim Kaine diz que há um contraste com a abordagem anterior nas eleições e que as ações minam uma relação com um 'aliado estratégico e parceiro comercial dos EUA'.
Por Redação CNN
O governo dos Estados Unidos destinou valores de fundos de direitos humanos do Departamento de Estado para apoio a aliados de extrema-direita em todo o mundo. Em um dos casos, destinou US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhões) para financiar projeto que contesta atuação do Supremo Tribunal Federal.
A informação divulgada pelo jornal The Guardian cita ainda uma enorme verba de US$ 40 milhões para um fundo anticomunista, apoio a um grupo que defende os direitos dos africâneres brancos na África do Sul, uma campanha contra o Supremo Tribunal Federal do Brasil e programas que recompensariam aliados ideológicos na Europa que protegem as 'normas da civilização ocidental'.
No Brasil, o financiamento seria para a campanha intitulada Combating Weaponized Litigation and Censorship in Brazil (algo como 'Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil').
O dinheiro seria destinado para grupos da sociedade civil que consideram haver abuso de poder judicial e censura por parte do Supremo Tribunal Federal. Em 2025, o governo americano chegou a sancionar o ministro Alexandre de Moraes, que chegou a perder o visto americano.
O valor é parte do fundo chamado de Direitos Humanos e Democracia. Ao todo, o The Guardian retrata que são mais de 40 concessões somando quase US$ 177 milhões para projetos conservadores e de extrema-direita.
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Presidentes Lula e Donald Trump em reunião na Malásia — Foto: Ricardo Stuckert / PR
Esse projeto prevê contestar decisões do STF em um momento da proximidade eleitoral com a tensão entre o governo Lula e o de Donald Trump.
Em junho, um edital do Departamento de Estado afirmava sobre um financiamento de quase US$ 1 milhão para um projeto de nome similar, de combate ao 'excesso judicial' no Brasil. Havia previsão de críticas a medidas do Supremo e ajuda a grupos que defenderiam liberdade de expressão.
Senadores dos EUA enviam carta ao governo Trump defendendo que não interfira em eleições no Brasil
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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos — Foto: Divulgação/Casa Branca
Três senadores democratas dos Estados Unidos enviaram uma carta ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, defendendo a não interferência do governo dos EUA nas eleições no Brasil. O texto é assinado Jeanne Shaheen, Peter Welch e Tim Kaine.
Tanto Jeanne quanto Kaine são membros do Comitê de Relações Exteriores do Senado.
Eles fazem dois questionamentos no texto, perguntando como o Departamento 'coordena seus objetivos de democracia e direitos humanos com parceiros regionais no Hemisfério Ocidental, particularmente no que diz respeito à assistência técnica ou ao monitoramento de processos eleitorais e judiciais?' e se poderia se comprometer 'a reconhecer o resultado certificado das eleições democráticas de 2026 no Brasil e a apoiar relações diplomáticas normais com o candidato que for livre e justamente escolhido pelo povo brasileiro?'.
Na carta é reproduzido bastante do assunto de uma outra carta enviada na última semana por 31 parlamentares americanos, entre eles Bernie Sanders e a deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortez.
Eles dizem que há uma preocupação na política americana 'com o fato de o governo Trump estar usando pressão diplomática, econômica e política para enfraquecer deliberadamente as instituições democráticas do Brasil antes da eleição presidencial de 4 de outubro de 2026'.
Eles dizem que as autoridades americanas realizaram uma grande campanha de interferência e para 'desestabilização' do Brasil.
'Esse esforço se intensificou de forma acentuada pela primeira vez no verão de 2025, quando o governo recorreu a tarifas e sanções direcionadas na tentativa de influenciar o veredito da Suprema Corte brasileira no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentar promover um golpe militar para permanecer no poder', diz o texto.
No documento da última semana, assim como nesse, é questionada a escolha de Darren Beattie como representante dos EUA no Brasil, na qual acusam de ser um extremista de 'extrema direita e supremacista branco'.
'As ações mais recentes do governo apontam para um esforço de interferir na eleição geral de outubro no Brasil e, potencialmente, miná-la. A recente reunião no Salão Oval entre o presidente Trump e o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, realizada enquanto ele tentava mitigar um escândalo político doméstico, evidencia a disposição do governo de se inserir na eleição', afirmaram os senadores.
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Texto da carta enviada para Marco Rubio, secretário de Estado. — Foto: Reprodução
Jeanne Shaheen, Peter Welch e Tim Kaine diz que há um contraste com a abordagem anterior nas eleições e que as ações minam uma relação com um 'aliado estratégico e parceiro comercial dos EUA'.














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