
A governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou, nesta quarta-feira (7), que foi procurada pelas campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL). Na ocasião, falou novamente que vai manter a coerência, mantendo-se neutra no segundo turno da disputa presidencial.
"É natural que, num momento como esse, sendo governadora reeleita, tenha sido procurada por ambas as campanhas, a quem eu tenho agradecido a solidariedade, porque todo mundo chega parabenizando pela reeleição, e eu dou toda minha gratidão aos trabalhadores do governo do estado de Pernambuco, aos nossos prefeitos e prefeitas, deputados, deputadas, nossos senadores, mas sobretudo à população do nosso estado", disse Raquel aos jornalistas.
A governadora reeleita lembrou que adotou a mesma postura nas eleições de 2022 e salientou que o momento é de "unir o estado de Pernambuco". "E eu tenho dito a eles que me manterei com coerência, que sempre tive desde 2022, de buscar unir o estado de Pernambuco, e nesse momento mais do que nunca quando tentam separar, tentaram separar o nosso estado, rotular o nosso estado, me rotular. Não é sobre isso, é sobre como a gente chega mais na vida do povo, e é isso que eu estou demonstrando aqui com trabalho e com respeito a todos e a cada um", disse durante agenda no bairro de Santo Amaro.
Presente no mesmo evento, o presidente municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), Osmar Ricardo, quando questionado pelo Diario de Pernambuco sobre tratativas de um possível apoio de Lyra à reeleição de Lula, reforçou o discurso de neutralidade. "A gente conversou com ela, mas ela já se colocou e vai ficar neutra na questão da presidência, como ela sempre fez isso", disse.
Apesar da ausência de apoio por parte da governadora, Osmar, que retornou à presidência do PT no Recife após licença para se dedicar à campanha da gestora, afirma que está trabalhando para garantir a vitória do petista neste segundo turno. "O Lula é importante para a gente, vamos para a campanha do Lula agora. Voltei à direção do PT, à presidência do PT, para que a gente possa de fato garantir a eleição. Não é fácil; a gente precisa que o povo entenda tudo que foi feito no governo Lula, dos projetos sociais, para que a gente possa levar Lula a mais uma."
Diário de Pernambuco














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