20 agosto 2026

Rotina, fé e atividades físicas: Quem era a advogada morta ao passear com cachorro em Maceió

Advogada morre após ser baleada enquanto passeava com cachorro em Maceió. — Foto: Arquivo pessoal

Ana Walesca, de 34 anos, havia comprado um apartamento e planejava mestrado. Polícia investiga se ela foi assassinada por engano.

Por Rebecca Moura Souza, g1 Alagoas

A advogada Ana Walesca do Nascimento Gomes, de 34 anos, assassinada a tiros enquanto passeava com o cachorro no Benedito Bentes, em Maceió, era descrita por amigos como uma pessoa tranquila, estudiosa e ligada à igreja. Ela atuava principalmente na área previdenciária, tinha planos acadêmicos e havia comprado recentemente um apartamento.

Em entrevista ao g1, um amigo de Ana que preferiu não ser identificado contou que a conhecia havia mais de dez anos e mantinha contato frequente com ela.

“Ela era a pessoa mais pacifista que eu já vi. Super tranquila. Ela tinha um nível de controle muito bom”, contou.

Ana foi morta na terça-feira (18), na Avenida Cachoeira do Meirim. Segundo a Polícia Civil, dois homens chegaram em uma motocicleta e o garupa desceu e atirou contra a advogada. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu no Hospital Geral do Estado (HGE).

A polícia investiga se a advogada foi confundida com a companheira de um traficante da região, que tem características físicas semelhantes. A polícia também apura outras hipóteses para o crime. Ninguém foi preso.

Formada em Direito, Ana Walesca trabalhava principalmente com processos previdenciários. O amigo também afirmou que a advogada era dedicada aos estudos e havia participado recentemente de uma seleção para o mestrado da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Embora não tenha sido aprovada, ela desenvolveu um trabalho relacionado ao sistema prisional e à presença da população negra nas prisões.

“Ela sempre foi muito estudiosa, muito estudiosa mesmo [...] Ela fez um trabalho muito interessante sobre o sistema prisional e sobre a presença da população negra nesse contexto. Era uma questão com a qual ela se preocupava muito”, resumiu o amigo.

Rotina, fé e atividades físicas

A religião também fazia parte da rotina de Ana. De acordo com o amigo, ela frequentava a igreja com regularidade e tinha uma relação muito forte com a fé.

Nos momentos de lazer, gostava especialmente de sair para tomar café. O amigo contou que os encontros muitas vezes aconteciam em padarias e cafeterias. Ana também gostava de caminhar e praticar atividades físicas. Os dois chegaram a frequentar juntos uma academia neste ano.

O amigo soube da morte de Ana pelas redes sociais. “Quando vi a foto dela, meus olhos pararam. Eu pensei que era alguma homenagem. Quando li a matéria, foi um choque gigantesco”, afirmou.

Ele disse ainda desconhecer qualquer conflito ou ameaça envolvendo Ana e afirmou que a forma violenta como ela morreu contrasta com a personalidade que conheceu durante mais de uma década de amizade. “Ela era uma ótima amiga. Escutava super bem e tinha um coração muito bom”, disse.

Linhas de investigação


Ana Walesca, de 34 anos, havia comprado um apartamento e planejava mestrado. — Foto: Arquivo pessoal

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) trabalha com diferentes linhas de investigação. Uma delas considera que Ana possa ter sido confundida com a companheira de um traficante da região.

A polícia também verifica se o assassinato pode ter relação com o fato de a vítima ser filha de um policial civil ou com a atuação profissional dela como advogada. A hipótese de latrocínio também é apurada, embora, segundo a investigação, nenhum pertence tenha sido levado.

De acordo com a Polícia Civil, não havia registro recente de ameaças contra Ana Walesca. Familiares e pessoas próximas começaram a ser ouvidos, e os celulares da advogada serão periciados em busca de informações que possam ajudar a esclarecer a motivação do crime.

Por Rebecca Moura Souza, g1 Alagoas

Advogada morta ao passear com cão em Maceió/AL pode ter sido confundida com mulher de traficante, diz polícia

Advogada Ana Walesca do Nascimento Gomes foi morta a tiros enquanto passeava com cachorro em Maceió. — Foto: Arquivo pessoal

Ana Waleska do Nascimento Gomes, de 34 anos, foi baleada em Maceió. Polícia Civil investiga se crime foi retaliação ao pai dela, que é policial, ou se ela foi alvo por engano.

Por g1 Alagoas

A possibilidade de Ana Walesca do Nascimento Gomes, de 34 anos, ter sido confundida com a companheira de um traficante da região é uma das linhas de investigação da Polícia Civil. A advogada foi morta a tiros enquanto passeava com o cachorro, na terça-feira (18), no Benedito Bentes, em Maceió.

“Ela pode ter sido confundida com uma pessoa que tem características físicas semelhantes a ela, que é uma esposa, uma companheira de um traficante da região”, afirmou o delegado Danilo Resende, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A polícia também investiga se o crime pode ter relação com o fato de Ana Walesca ser filha de um policial civil. Entre as possibilidades apuradas estão uma eventual retaliação contra o pai ou a suspeita, por parte dos criminosos, de que ela pudesse repassar informações a ele.

Já outra linha considera a atuação profissional da vítima. Segundo o delegado, Ana Walesca trabalhava como advogada na área criminal, ainda que de forma esporádica, e a polícia busca saber se algum caso em que ela atuou pode ter ligação com o homicídio.

A hipótese de latrocínio, roubo seguido de morte, também não foi descartada. No entanto, de acordo com a investigação, até o momento não há indicação de que algum objeto ou pertence da vítima tenha sido levado.

Ataque durante passeio com cachorro

Na Zona Oeste do Recife, Marília Arraes destaca legado de Lula e compromisso com Pernambuco


Em mais uma agenda de rua no Recife, a candidata ao Senado Marília Arraes, foi recebida, nesta noite, com muita animação e carinho por uma multidão de populares e apoiadores, na Mustardinha, na Zona Oeste da capital. Ao lado dos candidatos a governador, João Campos (PSB); vice-governador, Carlos Costa (Republicanos) e o senador Humberto Costa, que disputa a reeleição, a pedetista fez uma caminhada pelas principais ruas do bairro.

“A Zona Oeste do Recife conhece, de perto, como os investimentos em infraestrutura feitos com recursos vindos do Governo Lula, através do PAC, transformaram a realidade de milhares de pessoas. E esse carinho que nós, que somos o time de Lula em Pernambuco, recebemos aqui hoje é um reflexo do reconhecimento disso. Por isso, a nossa responsabilidade é imensa. Mas nosso time está preparado e pronto para seguir ajudando o presidente a fazer mais pela nossa gente, no Recife e em todo o estado”, destacou Marília.