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Super El Niño pode estar entre os mais intensos já registrados — Foto: Reprodução/TV Globo
Por Fantástico
Eventos extremos cada vez mais frequentes colocam o clima no centro das atenções. Cientistas acompanham a formação de um "Super El Niño", que pode se tornar um dos mais intensos já registrados.
Para entender como o fenômeno se forma e tentar antecipar seus efeitos, pesquisadores combinam tecnologias de monitoramento com registros preservados pela natureza ao longo de milhares de anos.
Hoje, os cientistas conseguem acompanhar a evolução do El Niño com meses de antecedência e entender melhor os mecanismos que alimentam o fenômeno.
Em condições normais, correntes frias sobem na costa do Peru e trazem nutrientes para a superfície. Ao mesmo tempo, os ventos alísios empurram a água mais quente para a região da Indonésia.
Durante o El Niño, esses ventos enfraquecem. A água quente se desloca para o leste e altera os padrões atmosféricos em diferentes partes do planeta.
É esse mecanismo que ajuda a explicar por que um fenômeno que começa no Oceano Pacífico pode provocar efeitos tão distantes dali.
Quando o El Niño surpreendeu a ciência














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