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Da esquerda para a direita: os candidatos a presidencia Flávio Bolsonaro (PL), Luis Inácio Lula da Silva (PT), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) — Foto: Guito Moreto/Agência O Globo, Edilson Dantas / Agência O Globo, Brenno Carvalho / Agência O Globo e Divulgação / Equipe Zema
Por O Globo — Rio
Os principais candidatos à Presidência buscaram seus berços políticos para começarem a campanha neste domingo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu início à corrida pelo seu quarto mandato em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) teve seu primeiro ato em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
O dia também teve Ronaldo Caiado em carreata no interior de Goiás, Romeu Zema no Norte de Minas Gerais e Renan Santos em um evento na Universidade de São Paulo (USP). A partir deste domingo, os candidatos já podem pedir voto explicitamente, distribuírem materiais gráficos e realizarem eventos presenciais como comícios, carreatas e passeatas.
Lula
No primeiro ato da campanha à reeleição, neste domingo (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se apresentou como "um peão" que conhece "o coração e a mente" do povo brasileiro. O petista fez diversas menções a Deus, fez aceno às mulheres e prometeu criar um ministério para a segurança pública para "libertar" favelas e bairros pobres dominados pelo crime organizado.
— Vocês colocaram na presidência uma peão, quase um analfabeto. Eu só tenho o primário e um curso do Senai. Mas eu conheço o coração e a mente de vocês. E eu tenho certeza que os outros que passaram por esse país não conheceram — disse Lula.
O PT organizou um comício no Estádio 1° de Maio, em São Bernardo do Campo (SP), "onde tudo começou", em referência a greves lideradas por Lula em 1979, quando era a principal voz do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Ele esteve ao lado de Fernando Haddad (PT), que tenta derrotar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na corrida pelo governo do estado de São Paulo.
Lula subiu ao palco após uma contagem regressiva de 13 minutos, em referência ao número de urna do PT. Ele assistiu a depoimentos de colegas do movimento sindical, com relatos sobre a repressão da greve na ditadura. Na sequência, recebeu o grupo presencialmente com uma versão instrumental do jingle "Lula Lá", de 1989.
Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou o presidente Luíz Inácio Lula da Silva (PT) de “caloteiro da esperança” e subiu o tom contra o governo neste domingo, na Praia de Copacabana, na largada da campanha nas ruas. O presidenciável também subiu o tom contra o governo em um discurso focado na segurança pública e nos atritos com os Estados Unidos.
— O atual governo briga com países que estão a 10 mil quilômetros de distância da gente, em outro continente, mas não briga com o ladrão vizinho, com traficante, com estuprador, assaltante e assassino. Um governo que não tem a capacidade e a vontade de defender quem mora aqui também não tem condições de manter a soberania sobre seu próprio território. Ou [esse governo] está fechado com o crime organizado ou é muito incompetente — disse. — Disseram que Lula traria esperança para o povo brasileiro. O que era esperança virou medo […]. O Lula é o caloteiro da esperança.
O senador também afirmou que, por conta do crime organizado, o país “perdeu a soberania” e culpou a gestão federal pelo aumento do endividamento. Flávio também afirmou que a “corrupção chegou dentro do gabinete do presidente”, em referência às investigações contra Marco Aurélio Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula investigado pela Polícia Federal.














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