Dez novos Patrimônios Vivos de Pernambuco foram diplomados no Recife. Foto: Silla Cadengue/Fundarpe
Saiba sobre Juliana Pankararu: A indígena Juliana Maria da Silva tem 52 anos e é moradora do Território Indígena Aldeia Saco dos Barros, em Jatobá, no Sertão do estado. Atua como benzedeira, raizeira e parteira tradicional. Aprendeu o ofício por meio da oralidade com sua mãe, avó e tias, e utiliza plantas da terra onde cresceu para chás, banhos e garrafadas.O Governo de Pernambuco diplomou, nesta segunda-feira (17), dez novos Patrimônios Vivos de Pernambuco, durante cerimônia realizada no Cinema São Luiz, no Recife. A solenidade marcou a abertura da 19ª Semana Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural e reuniu mestres, mestras e grupos ligados a manifestações como coco, maracatu, capoeira, artesanato, samba e tradições religiosas de matriz africana. Com os novos reconhecimentos, o Estado passa a contabilizar 125 Patrimônios Vivos.
Dez novos Patrimônios Vivos de Pernambuco são diplomados
A cerimônia reuniu os dez representantes escolhidos na edição de 2026 do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco. O processo recebeu 205 candidaturas, segundo as informações divulgadas sobre a seleção, número considerado recorde para a iniciativa.
Foram reconhecidos Juliana Pankararu, parteira e benzedeira, moradora do Território Indígena Aldeia Saco dos Barros, em Jatobá; Mestre Zé Negão, no coco; Barracão de Mãe Nadja, no candomblé; Escola de Samba Preto Velho; Família Vitalino, ligada ao artesanato em barro Maracatu de Baque Solto Cruzeiro do Forte; Mestra Di, da capoeira; Mestre João Paulo, do maracatu rural; Teco de Agamenon, artesão e brincante dos Caretas; e Terreiro de Mãe Amara, ligado ao candomblé.
O reconhecimento considera não apenas a trajetória individual ou coletiva dos candidatos, mas também a capacidade de preservar e transmitir conhecimentos tradicionais às novas gerações.
Quem são os novos Patrimônios Vivos de Pernambuco
Maracatu, samba e tradições afro-brasileiras
* O Maracatu de Baque Solto Cruzeiro do Forte, fundado em 1929, também entrou para o Registro do Patrimônio Vivo. O grupo surgiu a partir da presença de trabalhadores rurais da Zona da Mata Norte no Recife e mantém atividades de transmissão de conhecimentos relacionados à confecção de figurinos e adereços.
* O Terreiro de Mãe Amara, em Dois Unidos, Recife, possui uma trajetória iniciada em 1945. O espaço mantém práticas relacionadas à tradição nagô e desenvolve iniciativas culturais, entre elas o Afoxé Oyá Alaxé, o Balé Nagô Ajô e o Coral Amadê Korin Nagô.
* Teco de Agamenon, de Triunfo, atua desde a infância na tradição dos Caretas. O artesão produz máscaras, chapéus, relhos e vestimentas e transmite esses conhecimentos por meio de atividades com crianças e jovens.
Como funciona o reconhecimento dos Patrimônios Vivos
O Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco foi instituído pela Lei Estadual nº 12.196, de 2 de maio de 2002, como uma política pública de reconhecimento e salvaguarda de pessoas e grupos responsáveis pela preservação de conhecimentos e práticas da cultura tradicional e popular.
A legislação prevê a participação do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC) no processo de escolha. O edital estabelece etapas que incluem inscrição, análise documental, avaliação das candidaturas e deliberação do conselho.
Em 2026, a seleção contou, conforme as informações divulgadas sobre o processo, com defesa oral dos candidatos, análise de documentos e comprovação de atividades relacionadas à transmissão de saberes.
A política passou a reconhecer dez novos Patrimônios Vivos por edição a partir de 2022, após alterações na legislação.
Quanto recebem os Patrimônios Vivos
Além do reconhecimento oficial, os novos titulados recebem uma bolsa vitalícia, conforme a categoria.
Para os grupos, o valor informado é de R$ 4.958,85. Para mestres e mestras reconhecidos individualmente, a bolsa é de R$ 2.479,41.
Os beneficiários também assumem o compromisso de participar de ações de formação e difusão da cultura popular, contribuindo para que os conhecimentos reconhecidos sejam transmitidos às novas gerações.
No caso de Mestre João Paulo, por exemplo, a Prefeitura de Nazaré da Mata informou que o valor da bolsa mensal para pessoa física é de R$ 2.479,41 e destacou a obrigação de participação em programas de ensino e aprendizagem promovidos pelos órgãos estaduais de cultura.
Semana do Patrimônio segue até 21 de agosto
A diplomação ocorreu durante a abertura da 19ª Semana Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco, realizada pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e pela Secretaria de Cultura.
A programação segue até sexta-feira (21) e contempla atividades em 22 municípios pernambucanos, com ações voltadas à preservação, educação patrimonial, memória e valorização da cultura.
O evento também marcou a entrega do 11º Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho, que distribuiu R$ 90 mil entre seis iniciativas vencedoras, além do lançamento da revista digital Aurora 463.
A programação completa da 19ª Semana do Patrimônio está disponível na plataforma oficial do evento: 19ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco.
A diplomação de dez novos Patrimônios Vivos de Pernambuco amplia a política estadual de reconhecimento da cultura tradicional e popular e leva o total de titulados a 125. Entre os novos reconhecidos estão mestres, mestras, famílias, terreiros e grupos ligados ao coco, maracatu, capoeira, samba, artesanato e tradições religiosas.
Além da bolsa vitalícia, os novos Patrimônios Vivos passam a integrar ações de transmissão e difusão dos conhecimentos que preservam. A programação da 19ª Semana do Patrimônio segue até 21 de agosto em 22 municípios, mantendo o debate sobre memória e preservação cultural no Estado.
A cerimônia reuniu os dez representantes escolhidos na edição de 2026 do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco. O processo recebeu 205 candidaturas, segundo as informações divulgadas sobre a seleção, número considerado recorde para a iniciativa.
Foram reconhecidos Juliana Pankararu, parteira e benzedeira, moradora do Território Indígena Aldeia Saco dos Barros, em Jatobá; Mestre Zé Negão, no coco; Barracão de Mãe Nadja, no candomblé; Escola de Samba Preto Velho; Família Vitalino, ligada ao artesanato em barro Maracatu de Baque Solto Cruzeiro do Forte; Mestra Di, da capoeira; Mestre João Paulo, do maracatu rural; Teco de Agamenon, artesão e brincante dos Caretas; e Terreiro de Mãe Amara, ligado ao candomblé.
Juliana Pankararu, de Jatobá, atua como parteira tradicional, benzedeira e raizeira. Os conhecimentos foram aprendidos por meio da oralidade com familiares e estão relacionados às práticas tradicionais do povo indígena Pankararu.
* Mestre Zé Negão, José Manoel dos Santos, iniciou sua trajetória na cultura popular ainda adolescente. Radicado em Camaragibe desde 1978, atua com coco, ciranda, Cavalo Marinho e outras manifestações. Também desenvolveu projetos sociais e culturais voltados à comunidade.
* A Família Vitalino mantém no Alto do Moura, em Caruaru, conhecimentos relacionados à tradição criada a partir da obra de Mestre Vitalino. A família preserva técnicas de produção de peças de barro transmitidas entre diferentes gerações.
* Mestra Di, Adriana Luz do Nascimento, tem trajetória ligada à Capoeira Angola e ao frevo. Natural de Olinda, tornou-se referência na transmissão da capoeira e também desenvolveu atividades voltadas às mulheres capoeiristas.
* A Família Vitalino mantém no Alto do Moura, em Caruaru, conhecimentos relacionados à tradição criada a partir da obra de Mestre Vitalino. A família preserva técnicas de produção de peças de barro transmitidas entre diferentes gerações.
* O Maracatu de Baque Solto Cruzeiro do Forte, fundado em 1929, também entrou para o Registro do Patrimônio Vivo. O grupo surgiu a partir da presença de trabalhadores rurais da Zona da Mata Norte no Recife e mantém atividades de transmissão de conhecimentos relacionados à confecção de figurinos e adereços.
* Já Mestre João Paulo, de Nazaré da Mata, possui mais de quatro décadas de atuação no Maracatu Rural. Fundador do Maracatu Leão Misterioso, é reconhecido pela transmissão de versos, rimas, improvisos e técnicas relacionadas à confecção dos elementos tradicionais do folguedo. A Prefeitura de Nazaré da Mata informou que ele é o primeiro mestre de Maracatu Rural, como pessoa física, a receber o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco.
* A Escola de Samba Preto Velho, localizada no Sítio Histórico de Olinda, também foi reconhecida. Fundada em 1974, a agremiação desenvolve atividades relacionadas ao samba, à percussão, à dança e à produção artesanal de indumentárias.
* O Barracão de Mãe Nadja, no Ibura, Recife, representa a tradição do Candomblé de Nação Angola. Fundado em 1996, o espaço atua também na transmissão de conhecimentos e no desenvolvimento de ações comunitárias.
* Teco de Agamenon, de Triunfo, atua desde a infância na tradição dos Caretas. O artesão produz máscaras, chapéus, relhos e vestimentas e transmite esses conhecimentos por meio de atividades com crianças e jovens.
Como funciona o reconhecimento dos Patrimônios Vivos
O Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco foi instituído pela Lei Estadual nº 12.196, de 2 de maio de 2002, como uma política pública de reconhecimento e salvaguarda de pessoas e grupos responsáveis pela preservação de conhecimentos e práticas da cultura tradicional e popular.
A legislação prevê a participação do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC) no processo de escolha. O edital estabelece etapas que incluem inscrição, análise documental, avaliação das candidaturas e deliberação do conselho.
Em 2026, a seleção contou, conforme as informações divulgadas sobre o processo, com defesa oral dos candidatos, análise de documentos e comprovação de atividades relacionadas à transmissão de saberes.
A política passou a reconhecer dez novos Patrimônios Vivos por edição a partir de 2022, após alterações na legislação.
Além do reconhecimento oficial, os novos titulados recebem uma bolsa vitalícia, conforme a categoria.
Para os grupos, o valor informado é de R$ 4.958,85. Para mestres e mestras reconhecidos individualmente, a bolsa é de R$ 2.479,41.
No caso de Mestre João Paulo, por exemplo, a Prefeitura de Nazaré da Mata informou que o valor da bolsa mensal para pessoa física é de R$ 2.479,41 e destacou a obrigação de participação em programas de ensino e aprendizagem promovidos pelos órgãos estaduais de cultura.
A diplomação ocorreu durante a abertura da 19ª Semana Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco, realizada pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e pela Secretaria de Cultura.
A programação segue até sexta-feira (21) e contempla atividades em 22 municípios pernambucanos, com ações voltadas à preservação, educação patrimonial, memória e valorização da cultura.
O evento também marcou a entrega do 11º Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho, que distribuiu R$ 90 mil entre seis iniciativas vencedoras, além do lançamento da revista digital Aurora 463.
A programação completa da 19ª Semana do Patrimônio está disponível na plataforma oficial do evento: 19ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco.
Além da bolsa vitalícia, os novos Patrimônios Vivos passam a integrar ações de transmissão e difusão dos conhecimentos que preservam. A programação da 19ª Semana do Patrimônio segue até 21 de agosto em 22 municípios, mantendo o debate sobre memória e preservação cultural no Estado.














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