Michelle Bolsonaro em um vídeo publicado em suas redes sociais • Reprodução Redes SociaisLorenzo Santiago e Felipe Pereira, da CNN Brasil, em Brasília
A equipe de segurança de Michelle Bolsonaro identificou um aumento de hostilidades nas redes sociais e mudou a rotina de segurança a ex-primeira-dama. Depois da crise envolvendo o pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o grupo que cuida do dia a dia de Michelle observou o movimento nas plataformas e promoveu alterações de itinerário, horários, posicionamento da equipe de segurança, e até a escolha do armamento usado pelos agentes.
O monitoramento das redes sociais sempre foi feito pela equipe de Michelle, mas o grupo acendeu o alerta a partir de novembro de 2025. Naquele momento, o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, começou a promover ataques contra ela. Ele chegou a dizer que a ex-primeira-dama estava viajando “como se Bolsonaro estivesse morto” e afirmou que ela estava “cagando” para o ex-presidente.
A partir desse momento, a equipe de planejamento e segurança constatou o aumento massivo de ataques de diferentes usuários contra Michelle. Em 2026, esse comportamento se manteve e teve um outro ponto de virada: a divulgação do vídeo de Michelle criticando Flávio.
No conteúdo, ela disse ter levado uma “punhalada” e decidiu expor publicamente o atrito que vive há meses com o enteado. Em aproximadamente 26 minutos de fala em duas postagens nas redes, Michelle discorreu sobre uma série de situações e, especialmente, sobre as articulações estaduais do PL no Ceará.
O episódio gerou descontentamento em aliados de Flávio e um racha na base bolsonarista, refletindo em um aumento massivo de ataques contra ela. A equipe de segurança observou que o número de publicações mais que dobrou depois do vídeo. Aliadas como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também passaram a ser alvo dos usuários bolsonaristas.
Alguns padrões de recorrência, autoria e propagação foram detectados pela equipe. O levantamento de inteligência identificou o uso de termos como “traidora” e ofensas de cunho sexual. Os usuários também começaram a se referir à ex-primeira-dama como Michelle Firmo, omitindo o sobrenome Bolsonaro.
Esses ataques partem de usuários que estão, em sua maioria, nos Estados Unidos e na Austrália. Os usuários também incentivam mais ofensas contra Michelle e promovem o efeito copycat, estímulo para que outros usuários copiem termos e agressões.
Deputados, senadores e figuras importantes do PL passaram a compartilhar no WhatsApp uma figurinha da ex-primeira-dama com a camisa do PT.
Tudo isso gerou preocupação na equipe de Michelle. O receio é de que os ataques nas redes se tornem ataques físicos e apareça um “lobo solitário” que possa tentar fazer algo. Os detalhes da mudança de atuação no grupo que cuida da carreira não foram divulgados para preservar o próprio esquema de segurança. Mas houve alterações até nos caminhos percorridos por Michelle.
Flávio Bolsonaro esteve no Ceará na última semana para o lançamento da pré-candidatura de Alcides Fernandes (PL) ao Senado Federal. Na ocasião, a equipe de Michelle também identificou ataques que partiam de eleitores do pré-candidato ao governo cearense Ciro Gomes (PSDB).
Os ataques a Michelle também foram expostos depois que a ex-primeira-dama elogiou a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada pelo Ministério da Educação. Ela chamou o programa de “sonho realizado” e foi criticada nas redes sociais pela base bolsonarista.
A postura de Michelle mobilizou políticos bolsonaristas que também reforçaram o termo “traidora” para se referir a ela.
Lorenzo Santiago e Felipe Pereira, da CNN Brasil, em Brasília
A equipe de segurança de Michelle Bolsonaro identificou um aumento de hostilidades nas redes sociais e mudou a rotina de segurança a ex-primeira-dama. Depois da crise envolvendo o pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o grupo que cuida do dia a dia de Michelle observou o movimento nas plataformas e promoveu alterações de itinerário, horários, posicionamento da equipe de segurança, e até a escolha do armamento usado pelos agentes.
O monitoramento das redes sociais sempre foi feito pela equipe de Michelle, mas o grupo acendeu o alerta a partir de novembro de 2025. Naquele momento, o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, começou a promover ataques contra ela. Ele chegou a dizer que a ex-primeira-dama estava viajando “como se Bolsonaro estivesse morto” e afirmou que ela estava “cagando” para o ex-presidente.
A partir desse momento, a equipe de planejamento e segurança constatou o aumento massivo de ataques de diferentes usuários contra Michelle. Em 2026, esse comportamento se manteve e teve um outro ponto de virada: a divulgação do vídeo de Michelle criticando Flávio.
No conteúdo, ela disse ter levado uma “punhalada” e decidiu expor publicamente o atrito que vive há meses com o enteado. Em aproximadamente 26 minutos de fala em duas postagens nas redes, Michelle discorreu sobre uma série de situações e, especialmente, sobre as articulações estaduais do PL no Ceará.
O episódio gerou descontentamento em aliados de Flávio e um racha na base bolsonarista, refletindo em um aumento massivo de ataques contra ela. A equipe de segurança observou que o número de publicações mais que dobrou depois do vídeo. Aliadas como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também passaram a ser alvo dos usuários bolsonaristas.
Alguns padrões de recorrência, autoria e propagação foram detectados pela equipe. O levantamento de inteligência identificou o uso de termos como “traidora” e ofensas de cunho sexual. Os usuários também começaram a se referir à ex-primeira-dama como Michelle Firmo, omitindo o sobrenome Bolsonaro.
Esses ataques partem de usuários que estão, em sua maioria, nos Estados Unidos e na Austrália. Os usuários também incentivam mais ofensas contra Michelle e promovem o efeito copycat, estímulo para que outros usuários copiem termos e agressões.
Deputados, senadores e figuras importantes do PL passaram a compartilhar no WhatsApp uma figurinha da ex-primeira-dama com a camisa do PT.
Tudo isso gerou preocupação na equipe de Michelle. O receio é de que os ataques nas redes se tornem ataques físicos e apareça um “lobo solitário” que possa tentar fazer algo. Os detalhes da mudança de atuação no grupo que cuida da carreira não foram divulgados para preservar o próprio esquema de segurança. Mas houve alterações até nos caminhos percorridos por Michelle.
Flávio Bolsonaro esteve no Ceará na última semana para o lançamento da pré-candidatura de Alcides Fernandes (PL) ao Senado Federal. Na ocasião, a equipe de Michelle também identificou ataques que partiam de eleitores do pré-candidato ao governo cearense Ciro Gomes (PSDB).
Os ataques a Michelle também foram expostos depois que a ex-primeira-dama elogiou a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada pelo Ministério da Educação. Ela chamou o programa de “sonho realizado” e foi criticada nas redes sociais pela base bolsonarista.
A postura de Michelle mobilizou políticos bolsonaristas que também reforçaram o termo “traidora” para se referir a ela.














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