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Tiago Barbosa dos Santos era funcionário da CBTU e foi eletrocutado enquanto trabalhava no Recife — Foto: Reprodução/Whatsapp
Um funcionário da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) morreu após sofrer um choque elétrico ao fazer manutenção na rede área do Metrô do Recife na madrugada desta quinta-feira (11). Tiago Barbosa dos Santos, de 40 anos, foi eletrocutado próximo à Estação Tejipió, que faz parte da Linha Centro e fica na Zona Oeste da cidade (veja vídeo acima).
O Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro) lamentou a morte e informou que esta foi a primeira vez que o Metrô do Recife teve um acidente fatal envolvendo um trabalhador em serviço. Tiago Barbosa levou uma descarga elétrica de mais de 3.000 volts e morreu no local, relatou à TV Globo uma testemunha que preferiu não se identificar.
Ainda de acordo com essa testemunha, Tiago Barbosa estava em cima do "carro torre", um veículo que anda pelos trilhos, para alcançar a fiação aérea, quando levou o choque por volta das 3h. Apesar da morte do funcionário, o funcionamento do Metrô do Recife não foi alterado, e os trens circulam normalmente pelas linhas Centro e Sul.
Funcionário morre eletrocutado enquanto fazia manutenção da rede aérea do Metrô do Recife - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco
O Corpo de Bombeiros enviou duas viaturas para a área do acidente, porém, ao chegar, os militares constataram que a vítima já estava sem vida. A equipe de salvamento realizou a retirada do corpo, que ficou no local por mais de três horas até a chegada do Instituto de Medicina Legal (IML).
Por volta das 7h, a CBTU informou que o corpo já havia sido removido. Também afirmou que o acidente será investigado e que todos os técnicos que lidam com rede elétrica usam Equipamentos de Proteção Individual (EPI) durante o trabalho.
"Neste momento de dor, expressamos nossa solidariedade à família, aos amigos e a todos os companheiros de trabalho que conviviam diariamente com este profissional e que hoje enfrentam a tristeza e a indignação provocadas por uma perda irreparável", disse o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco em nota.
Ainda no texto, o Sindmetro também afirmou que:
* "mais do que uma fatalidade, este episódio exige reflexão, responsabilidade e respostas";
* "trata-se de um marco trágico que não pode ser tratado como um evento isolado nem reduzido a uma estatística";
* "denuncia, em reuniões, ofícios, audiências públicas, manifestações e comunicados oficiais, o progressivo abandono do sistema metroferroviário do Recife";
* há anos alerta "para a deterioração da infraestrutura, a insuficiência de investimentos, a precarização das condições operacionais, o envelhecimento dos equipamentos e os riscos crescentes aos quais trabalhadores e usuários vêm sendo submetidos";
* os alertas "foram reiteradamente ignorados", as denúncias "foram minimizadas", e os "apelos por investimentos estruturantes esbarraram na burocracia, na omissão e na falta de prioridade política";
* "enquanto trabalhadores apontavam problemas e riscos concretos, os diversos níveis de governo empurravam soluções para o futuro, adiavam decisões e mantinham o sistema funcionando em condições cada vez mais críticas";
* "nenhuma investigação séria poderá ignorar o contexto de sucateamento" que é denunciado há anos.
Também por meio de nota, a Polícia Civil afirmou que o caso foi registrado pela Central de Plantões da Capital como morte acidental. "As investigações foram iniciadas e seguem sob a responsabilidade da Delegacia de Jardim São Paulo", informou no texto.
Por g1 Pernambuco
O Corpo de Bombeiros enviou duas viaturas para a área do acidente, porém, ao chegar, os militares constataram que a vítima já estava sem vida. A equipe de salvamento realizou a retirada do corpo, que ficou no local por mais de três horas até a chegada do Instituto de Medicina Legal (IML).
Por volta das 7h, a CBTU informou que o corpo já havia sido removido. Também afirmou que o acidente será investigado e que todos os técnicos que lidam com rede elétrica usam Equipamentos de Proteção Individual (EPI) durante o trabalho.
"Neste momento de dor, expressamos nossa solidariedade à família, aos amigos e a todos os companheiros de trabalho que conviviam diariamente com este profissional e que hoje enfrentam a tristeza e a indignação provocadas por uma perda irreparável", disse o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco em nota.
Ainda no texto, o Sindmetro também afirmou que:
* "mais do que uma fatalidade, este episódio exige reflexão, responsabilidade e respostas";
* "trata-se de um marco trágico que não pode ser tratado como um evento isolado nem reduzido a uma estatística";
* "denuncia, em reuniões, ofícios, audiências públicas, manifestações e comunicados oficiais, o progressivo abandono do sistema metroferroviário do Recife";
* há anos alerta "para a deterioração da infraestrutura, a insuficiência de investimentos, a precarização das condições operacionais, o envelhecimento dos equipamentos e os riscos crescentes aos quais trabalhadores e usuários vêm sendo submetidos";
* os alertas "foram reiteradamente ignorados", as denúncias "foram minimizadas", e os "apelos por investimentos estruturantes esbarraram na burocracia, na omissão e na falta de prioridade política";
* "enquanto trabalhadores apontavam problemas e riscos concretos, os diversos níveis de governo empurravam soluções para o futuro, adiavam decisões e mantinham o sistema funcionando em condições cada vez mais críticas";
* "nenhuma investigação séria poderá ignorar o contexto de sucateamento" que é denunciado há anos.
Também por meio de nota, a Polícia Civil afirmou que o caso foi registrado pela Central de Plantões da Capital como morte acidental. "As investigações foram iniciadas e seguem sob a responsabilidade da Delegacia de Jardim São Paulo", informou no texto.















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