17 abril 2026

Flamengo goleia o Ind. Medellín e segue com 100% de aproveitamento na Libertadores; confira jogos e classificação

Jogadores comemoram gol de Paquetá em Flamengo x Independiente Medellín — Foto: André Durão

Paquetá, Bruno Henrique, Arrascaeta e Pedro marcam os gols da vitória rubro-negra. Yony González desconta para os colombianos

O Flamengo repetiu o que não conseguia fazer na Libertadores desde 2022: venceu o Independiente Medellín (Colômbia) por 4 a 1 no Maracanã e emplacou duas vitórias nos dois primeiros jogos da competição. O resultado reflete o que foi o domínio rubro-negro, que poderia ter construído um placar ainda mais largo, confirmando a boa fase do time de Leonardo Jardim.

O técnico continua sem repetir escalação e fez cinco mudanças em relação ao time que tinha vencido o Fluminense no domingo. Mudaram as peças, mas não mudou a atitude do Flamengo, que se destaca pela regularidade e evolução desde que Jardim assumiu o comando. Assim como aconteceu no jogo do Brasileirão, o Fla foi dominante desde os primeiros minutos nesta quinta.

O domínio passou pelo entrosamento dos meio-campistas e a conexão com os jogadores de frente, com exceção de Carrascal, que mostrou no primeiro lance de jogo que estava em rotação abaixo e perdeu um gol de forma inacreditável debaixo da trave.

O que se viu foi um Flamengo com toques rápidos, de primeira, e objetivos, envolvendo a defesa adversária. A diferença em relação ao jogo contra o Fluminense foi que, contra o Medellín, o time de Jardim teve mais constância na posse de bola e ficou mais no campo de ataque — Paquetá, segundo homem de meio-campo, jogou mais como meia ofensivo, chegando bastante na área. O camisa 20 teve outra grande atuação e abriu o caminho da vitória aos 14 minutos.

O Flamengo se colocou cedo em um contexto favorável, com o gol na segunda chance criada. Poderia ter marcado mais duas ou três vezes com Lino e Arrascaeta, que teve cobrança de falta no ângulo defendida pelo goleiro adversário e depois cabeceou na trave do Medellín.

O melhor momento do Medellín no jogo, no entanto, foi proporcionado mais por falha individual, com Carrascal perdendo a bola no meio-campo, do que por um problema coletivo. A reação rápida do Flamengo, com gol de Bruno Henrique antes do intervalo, fez a confiança mudar de lado de novo.

A partir daí o que se viu foi um Flamengo constante, ligado e envolvente. A dupla de volantes recém-formada mostrou muito entrosamento, com Evertton Araújo e Paquetá bem no combate e na organização. Juntos, os dois tiveram mais de 90% de precisão nos passes — teve até passe de letra de Paquetá para Arrascaeta.

A grande atuação dos meias favoreceu o brilho de outra dupla, esta das antigas. Arrascaeta e Bruno Henrique deixaram o campo com um gol e uma assistência, cada um. A melhor atuação do camisa 10 no ano e outro bom desempenho do atacante na Libertadores aumentam as alternativas para Jardim, que tem a gestão do elenco como grande trunfo dos 10 primeiros jogos.

No segundo tempo, o técnico fez cinco mudanças, rodou o time e manteve alta a competitividade do elenco. É possível ver um padrão no trabalho do português, com um Flamengo que não muda a forma de jogar mesmo com trocas relevantes. Protagonista da Era Jardim, Pedro fez justiça ao amasso rubro-negro com o gol que fechou o 4 a 1 nos acréscimos.

O que chamou atenção no Maracanã foi que o líder Flamengo não precisou fazer força para vencer. Conseguiu, com facilidade, confirmar a distância enorme para o modesto Independiente Medellín. São seis gols marcados e um sofrido em dois jogos na Libertadores. Se mantiver a atitude, o Fla conseguirá encaminhar a vaga com antecedência e ganhar tempo para buscar a liderança também no Brasileirão antes da pausa para a Copa do Mundo.

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