Eduardo Bolsonaro • Zeca Ribeiro | Câmara dos Deputados
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro faltou nesta terça-feira (14) ao interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF) na ação penal na qual é réu por coação no curso do processo. Com isso, o caso poderá avançar para as fases finais antes do julgamento.
Eduardo não indicou advogado e é representado no processo pela Defensoria Pública da União (DPU).
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é acusado pela Prodcuradoria-Geral da República (PGR) de atrapalhar o processo sobre a tentativa de golpe de Estado, em que o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi depois condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão.
Para a PGR, Eduardo buscou junto ao governo Donald Trump, dos Estados Unidos, levantar sanções e tarifas ao Brasil e a autoridades do Judiciário como represália ao julgamento.
Durante a audiência, o juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, declarou que, diante da ausênca do réu, o interrogatório ficou prejudicado.
O magistrado abriu prazo de cinco dias para que a DPU e PGR informem se requerem novas diligências.
Caso não seja solicitadas novas medidas, Moraes poderá abrir prazo para que sejam apresentadas as alegações finais - as últimas manifestações no processo. Primeiro, a PGR e, depois, a DPU.
Ameaças a ministros
Segundo a PGR, a estratégia de Eduardo e de Paulo Figueiredo, produtor de conteúdo, aliado da família Bolsonaro e também acusado na mesma ação, consistia em ameaçar os ministros do STF com a obtenção de sanções estrangeiras, tanto para os magistrados quanto para o próprio Brasil.
Para isso, eles exploraram suas conexões no
s Estados Unidos, incluindo contatos com integrantes do alto escalão do governo norte-americano .
Por g1















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