22 fevereiro 2026

Colisão de lancha com píer na divisa de SP e Minas deixa 6 mortos, entre as vítimas uma criança de 5 anos e a mãe dela

Lancha virou ao bater em píer entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG) — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Seis vítimas, entre elas uma criança de 5 anos e a mãe dela, morreram afogadas em Sacramento (MG), na divisa com SP. Embarcação com 15 pessoas bateu contra um píer sem sinalização na noite de sábado (21).

Por Caroline Aleixo, Allana Lima, g1 Triângulo e TV Integração

Seis pessoas morreram, entre elas uma criança de 5 anos, quatro mulheres e um homem, em um acidente com uma lancha no Rio Grande, entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG), na noite deste sábado (21). Nove pessoas sobreviveram.

Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros Vicente de Paula Teixeira Junior, 15 pessoas tinham saído de um bar flutuante e estavam a caminho de um rancho na região.

No deslocamento, a embarcação bateu em um píer às margens do rio. A estrutura estava apagada, segundo testemunhas.

Petrolândia: Escritora memorialista Paula Rubens expressa gratidão a todos que compareceram ao lançamento do livro "Águas Passadas"



Foi realizado na manhã desta sexta-feira, 20/02/2026, na Biblioteca Municipal de Petrolândia, Sertão de Pernambuco, o lançamento do livro "Águas Passadas - Da pré-história a 1988, Petrolândia em recortes de jornais". A nova obra da escritora memorialista Paula Rubens  é o primeiro livro publicado pelo selo próprio do Instituto Geográfico e Histórico de Petrolândia (IGHP), no ano em que a instituição vai celebrar o 10º aniversário de fundação.

O evento foi prestigiado por autoridades como prefeito, secretários, educadores, estudantes, sindicalistas, padre, poetas e escritores.

Em rede social, Paula Rubens fez resumo do evento e expressou sua gratidão a quem comparecu ao concorrido evento

Sala lotada e muito calor — humano e climático também — no lançamento de ÁGUAS PASSADAS. Mais uma vez, me surpreendi com a grande presença do público. Sinal claro do interesse do povo de Petrolândia por sua própria história.
Senti-me profundamente prestigiada. Gratidão, meu povo!
Conforme anunciado, o próximo passo é a criação do Clube de Leitura Águas Passadas: um convite à leitura atenta e ao debate do livro, em encontros virtuais.
Ao adquirir a obra, você já está cadastrado para receber o convite.
Aguardem! Ele chegará pelo WhatsApp após o último evento de lançamento em Recife.

Paula Francinete Rubens Menezes

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Lula comenta fim do tarifaço: “agimos certo ao ter cautela”

- Lula durante coletiva em Nova Delhi/Foto: SAJJAD HUSSAIN/AFP

Opresidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na madrugada deste domingo (22), que o Brasil agiu corretamente ao adotar cautela diante do tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Eu acho que nós tomamos as decisões corretas. Uma parte das coisas já tinha sido mudada pelo próprio governo americano e agora nós tivemos outra decisão da Justiça americana contrariando aquilo que era a tese do presidente Trump”, afirmou.

“Obviamente que eu não posso julgar a decisão da Suprema Corte de algum país, não julgo do meu ainda mais de outro país”, concluiu.

A declaração foi feita após a Suprema Corte dos Estados Unidos decidir que Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA. Após a decisão judicial, o republicano anunciou a elevação das tarifas globais de 10% para 15%.

Ainda sobre o tema, Lula declarou esperar que o presidente norte-americano passe a tratar todos os países de forma igualitária.

Petrolândia: Confira o cardápio completo de César da Feijoada neste domingo (22/02) e faça seu pedido

 


Confira o cardápio completo de César da Feijoada neste domingo (22/02/2026) e faça seu pedido pelo (87) 9.9995-6667

Os pedidos também podem ser feitos através do site. https://delivery.pedeligero.com/CESARFEIJOADA

Blog de Assis Ramalho
Informação: César da Feijoada

Um mês após assassinato de Samyr Oliveira, sociedade ainda espera respostas oficiais sobre o crime que arruinou imagem da Câmara de Vereadores de Petrolândia


Por Lúcia Xavier Ramalho

"Ora, assim nas autocracias, como nas oligarquias, o poder corre ao encontro dos maus exemplos, como a limalha ao do ímã", escreveu o célebre baiano Rui Barbosa (1849-1923) no longínquo ano de 1920, ao descrever os efeitos nefastos do domínio político exercido de forma absoluta por um pequeno grupo pertencentes ao mesmo partido, classe ou família, sem resistência nem oposição. Em Petrolândia, no Sertão de Pernambuco, no meio tempo entre 13 de janeiro e 19 de fevereiro, um turbilhão de acontecimentos tem levado à sarjeta a credibilidade de instituições, políticos locais e aliados, após o assassinato do empresário do turismo, servidor público e mergulhador profissional Samyr Oliveira. O homicídio tentado no dia 13, com atentado a tiros, desferidos pelas costas, em movimentada via pública, foi consumado no dia 22 do mesmo mês, data em que a vítima não resistiu aos gravíssimos ferimentos e faleceu. Passou-se um mês e a sociedade ainda espera a voz das autoridades sobre o assunto, informada sobre o caso apenas por vazamentos, "furos" e publicações não oficiais, insuficientes para saciar a sede de justiça de quem aguarda respostas sobre o crime premeditado, cometido à luz do dia. 

Nesse período, consequências inusitadas se sucedem na esteira do homicídio que chocou a sociedade petrolandense: o vereador suspeito fugiu, foi preso e confessou o crime; preso, foi afastado temporariamente do mandato; a Câmara de Vereadores, depois de meia dúzia ou mais de notas publicadas, retomou o ano legislativo sem abertura solene, realizou reuniões às pressas e dedicou-se a amenidades (eleições antecipadas para a mesa diretora), ato este que provocou reações de poucos vereadores (menos de metade), enquanto os demais ratificaram o escárnio à população; o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) foi acionado para apurar supostas irregularidades na Câmara para reconduzir o rito do legislativo às raias da ética e da moralidade; vereadores trocaram ofensas do mais baixo nível com publicações em redes sociais; um dos vereadores investigado foi afastado; a Câmara não cumpriu o calendário de reuniões divulgado no dia 9 de janeiro e, indignamente, fechou as portas ao povo sem nenhum aviso ao público; após suposta apreciação da Comissão de Ética Parlamentar de um pedido de afastamento do presidente da mesa diretora foi indeferido, porque "pau que dá em Chico não dá em Francisco"; livres como inocentes passarinhos, dois assessores parlamentares, cujos nomes também foram citados nas investigações, conforme documentos divulgados em redes sociais, foram exonerados da Câmara Municipal. Em resumo, após um mês de intenso desgaste, a Casa Aureliano de Menezes (e grande parte de seus inquilinos) teve imagem, representantividade, credibilidade e moralidade destruídas de um modo jamais antes visto nos 116 anos de história de Petrolândia. Nesse contexto, a frase de Rui Barbosa cabe como uma luva para descrever a situação do Legislativo municipal.

Mas, como toda sociedade tem sua larga cota de degenerados e interesseiros, inclusive Petrolândia, existem pessoas dedicadas a colocar panos quentes na situação. Para isso existem os "cidadãos" que tentam justificar ou amenizar o crime, os que aprovam o crime e se solidarizam com os autores e ainda  os que culpam a vítima pela própria morte. Todos eles apostam na completa impunidade de um, dois ou de todos os indivíduos supostamente envolvidos. E os envolvidos são empregados do povo petrolandense, em serviço temporário no Legislativo Municipal, remunerados com gordos salários pagos com dinheiro do povo, através de repasses do cofre da Prefeitura. 

Entre ações e omissões praticadas desde o primeiro instante após o crime, a mais estranha foi o silêncio das autoridades do município, a falta de repúdio contra a violência. O silêncio foi adotado como capa para tentar proteger reputações e como tapete para tentar abafar a imensa repercussão do caso. A mensagem passada por tais pessoas foi de nada excepcional ter acontecido na cidade, o homicídio foi aceitável, justificado, pode até ser repetido à vontade "se a vítima der motivo". O recado entendido foi "a cidade voltou ao tempo da pistolagem, período em que crimes eram praticados, todos fingiam demência para ignorar os fatos, e as conversas eram sopradas entre mãos, aos cochichos, como ainda hoje é imposto fazer quando se trata dessa época, não tão distante assim, porém, convenientemente escondida sob o tapete".

Essa postura de silenciamento disparou o alerta entre indignados cidadãos, dignos do título, que se mobilizaram para instalar outdoors em vários pontos da cidade, com o lema "justiça por Samyr", para cobrar apuração de um caso que tem sido atualizado exclusivamente através de fofocas e disse-me-disse, com documentos de investigação e denúncias, divulgações "bombásticas", "exclusivas", sem acompanhamento de uma voz oficial. A regra é o silêncio como tapete, o silêncio como capa.