05 maio 2026

Ataque a tiros em escola no Acre deixa duas servidoras mortas e dois feridos

Raquel e Alzenir foram mortas em ataque a tiros no Acre — Foto: Reprodução

Por Walace Gomes, Amanda de Oliveira, g1 AC e Rede Amazônica Acre — Rio Branco

Um ataque a tiros dentro do Instituto São José, uma escola em Rio Branco conveniada ao Estado, deixou duas servidoras mortas e outros dois feridos nesta terça-feira (5). A informação foi confirmada pelo Batalhão de Operação Especiais (Bope) e pelo governo estadual.

As servidoras mortas foram identificadas como Alzenira Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37. Uma outra funcionária foi baleada no pé e uma aluna, de 11 anos, levou um tiro na perna. Segundo o governo do Acre, os feridos foram encaminhados para o pronto-socorro.

As aulas nos colégios da rede pública foram suspensas até sexta-feira (8). Ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atenderam os feridos. Equipes das polícias Militar e Civil, incluindo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e do Instituto Médico Legal (IML) atenderam a ocorrência.

A polícia confirmou que o suspeito é um aluno do colégio, de 13 anos, que entrou armado na escola e foi apreendido após os disparos. A arma é do padrasto dele que foi levado pela PM-AC e está detido.

O g1 apurou que os alunos do turno da tarde já estavam em aula quando ouviram os disparos. Ainda conforme os sobreviventes, os alunos ficaram muito assustados no momento do ataque, se jogaram no chão e tentaram fazer barricada com cadeiras.

À Rede Amazônica Acre, o comandante do Bope, coronel Felipe Russo, disse que as duas vítimas mortas são inspetoras de colégio. Segundo o coronel, nenhum aluno foi ferido gravemente.

"Um aluno foi atingido na perna. Um adulto também ficou ferido. Infelizmente, tivemos duas funcionárias que estão em óbito. A informação é que um aluno de 13 anos pegou a arma no padrasto, veio e fez esses disparos. Os disparos ocorreram em um corredor que dá acesso à sala da diretora. Ele não teve acesso às salas de aulas", confirmou o coronel.

O coronel confirmou também que outros alunos, que supostamente sabiam do ataque, foram identificados pela Polícia Militar.


Samu foi acionado para socorrer os feridos dentro do colégio — Foto: Arquivo pessoal

"Os alunos que sabiam desse fato e, de certa forma colaboraram para que ocorresse, já foram identificados e em breve a Polícia Militar vai encontrá-los", ressaltou.

O coordenador destacou que encontrou várias cápsulas e carregadores da arma no chão. O comandante disse também que as servidoras mortas foram encontradas no corredor.

"Não sei dizer quantos disparos ele fez. As servidoras estavam caídas, aparentemente foram atingidas pela frente. Só saberemos quando a perícia vier e fazer o levantamento", complementou.

Ataque deixou duas servidoras do Instituto São José mortas — Foto: Amanda Oliveira/Rede Amazônica Acre

Feridos receberam alta

No início da noite desta, o governo confirmou que a aluna, de 11 anos, que levou um tiro em uma das pernas, e a coordenadora, de 45 anos, baleada no pé já receberam alta do Pronto-Socorro de Rio Branco.

Ainda segundo o governo, a menina foi atendida por uma pediatra e também passou por avaliação psicologica. Ela não sofreu fraturas.


Coletiva de imprensa sobre ataque a tiros no colégio Instituto São José, em Rio Branco — Foto: Walace Gomes/ g1 Acre

Coletiva de imprensa

A Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) convocou uma entrevista coletiva na tarde desta terça para falar do ataque. A comandante-geral da PM-AC, coronel Marta Renata, explicou que agentes que atuam no Centro da capital acreana comunicaram sobre a emergência por meio de um grupo de mensagens, momento em que a primeira guarnição foi mobilizada.

Contudo, quando os policiais chegaram, o suspeito já havia deixado o local. A comandante disse ainda que o adolescente se entregou no Comando-Geral da PM, a cerca de 550 metros do colégio.

"Não sabemos dizer se ele estava sozinho [no ataque], mas se apresentou sozinho no quartel", explicou.

Por Walace Gomes, Amanda de Oliveira, g1 AC e Rede Amazônica Acre — Rio Branco

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