Segundo o Sintepe, o ato também exige atitude por parte do governo estadual para melhorias e reformas de escolas que estão com problemas estruturais graves - Péricles Chagas/SintepeProfessores, professoras e demais profissionais da rede estadual de ensino de Pernambuco realizam paralisação nesta terça-feira (10). A mobilização, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), inclui um protesto às 9h em frente à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Apesar do ato, marcado como Dia Estadual de Paralisação da Rede Estadual de Ensino, a Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE) informou, por meio de nota, que as escolas devem funcionar normalmente.
“A pasta ressalta que será respeitado o direito dos professores que optarem por aderir à paralisação para reivindicar suas pautas”, informou a Secretaria em resposta enviada à coluna Enem e Educação.
Segundo o sindicato, a pauta de reivindicações da campanha salarial foi entregue ao governo em 6 de fevereiro, mas até agora não houve proposta considerada satisfatória.
“Já faz um mês que entregamos a pauta de reivindicações da Campanha Salarial Educacional ao Governo do Estado. Tivemos uma mesa de negociação, mas não houve nenhuma proposta concreta da gestão”, declarou Ivete Caetano, presidenta do Sintepe. O prazo para aprovação de projeto de lei com impacto salarial na Alepe termina em 4 de abril, em razão das normas eleitorais.
Entre os principais pontos da negociação está a atualização do piso salarial do magistério, com repercussão em toda a carreira dos servidores da Secretaria de Educação. A correção segue os critérios definidos pela Medida Provisória nº 1.334/2026, que estabelece que o reajuste anual considere a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, somada a 50% da média de crescimento real da receita do Fundeb.
Com base nessa fórmula, o piso nacional foi reajustado em 5,4% em 2026, passando de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 para jornada de 40 horas semanais. O Sintepe defende que esse percentual seja aplicado a toda a estrutura da carreira da educação em Pernambuco.
Outros pontos reivindicados
A campanha salarial também inclui a reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Rendimentos (PCCR) de todos os cargos da área, além de demandas relacionadas à realização de concurso público, revisão de gratificações e ampliação da formação continuada.
Procurada pela coluna Enem e Educação, a Secretaria de Administração (SAD) informou apenas que as negociações com a categoria seguem abertas. A pasta destacou que houve reunião na última quarta-feira (25) para tratar da pauta.
“O Governo reafirma sua disposição permanente para dialogar com a categoria, sempre buscando avanços que resultem em melhorias para esses profissionais”, afirmou a nota.
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