23 maio 2026

Piranhas lidera lista de ranking de qualidade de vida em Alagoas; Veja o top 10


A liderança em Alagoas ficou com Piranhas - Imagem divulgação

As cidades do interior dominaram o ranking dos municípios com melhor qualidade de vida em Alagoas em 2026, segundo dados do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil. Entre os dez municípios alagoanos mais bem colocados, a capital Maceió aparece apenas na sexta posição estadual e na terceira pior colocação no ranking que considera odas as capitais do país.

A liderança em Alagoas ficou com Piranhas, que alcançou índice de 63,56. Em seguida aparecem Penedo (63,09) e Teotônio Vilela (62,49).

Veja o top 10 de Alagoas no IPS 2026

1 - Piranhas — 63,56
2 - Penedo — 63,09
3 - Teotônio Vilela — 62,49
4 - Palestina — 62,15
5 - Jacuípe — 62,10
6 - Maceió — 61,96
7 - Coruripe — 61,86
8 - Belém — 61,74
9 - Barra de São Miguel — 61,69
10 - Chã Preta — 61,54


O que os dados mostram sobre as cidades

Piranhas: se destacou pelo desempenho equilibrado em diferentes áreas. A cidade apresentou boa nota em segurança pessoal (66,48), qualidade do meio ambiente (54,78) e acesso ao conhecimento básico (74,14). Também registrou baixa taxa de abandono escolar no ensino fundamental (0,12) e índice reduzido de famílias em situação de rua (2,57).

Penedo: teve uma das melhores notas em moradia (96,79) e apresentou alto índice de abastecimento de água via rede de distribuição (97,85). A cidade também teve bom desempenho em acesso à educação superior (95,33), embora tenha registrado índice elevado de violência contra mulheres (242,97).

Teotônio Vilela: obteve uma das maiores notas em necessidades humanas básicas (79,32) e bons indicadores de saneamento e acesso ao conhecimento. Por outro lado, a cidade chamou atenção pelo alto índice de violência contra mulheres (655,24), o maior entre os municípios do top 10.

Palestina: com pouco mais de 4 mil habitantes, Palestina ficou na quarta posição estadual. A cidade teve boa nota em qualidade do meio ambiente (63,00) e baixo índice de violência contra mulheres (44,89). Também apresentou um dos menores índices de famílias em situação de rua.

Jacuípe: registrou um dos melhores desempenhos em liberdade individual (86,01). A cidade, porém, teve uma das menores notas em abastecimento de água (53,86) e saneamento (33,34).

Maceió: mesmo sendo a capital e concentrando os melhores indicadores de acesso à internet, mercado de trabalho e educação, Maceió ficou apenas na sexta posição estadual. A cidade teve:maior nota mediana no Enem (532,10);
melhor índice de empregos com ensino superior (123,39);
maior acesso à cultura, lazer e esporte (11,00);
melhor acesso à informação e comunicação (82,79).

Por outro lado, os indicadores de violência pesaram negativamente:maior índice de violência contra negros (215,20);
alta violência contra mulheres (356,68);
elevado número de assassinatos de jovens (110,26);
maior quantidade de famílias em situação de rua (56,62).

Coruripe: apresentou um dos melhores desempenhos em abastecimento de água (94,10) e teve o menor índice de perdas de água na distribuição (1,58). A cidade também registrou boa nota em moradia (93,73), embora tenha apresentado índice elevado de violência contra mulheres (233,88).

Belém: alcançou destaque em liberdade individual (82,43) e acesso à educação superior (91,03). No entanto, teve um dos piores índices de esgotamento sanitário adequado (6,30) e baixo abastecimento de água via rede (24,00).

Barra de São Miguel: registrou alto índice de acesso à informação e comunicação (92,15) e bons indicadores de moradia. Apesar disso, chamou atenção pelo maior índice de assassinatos de jovens entre as cidades do top 10: 159,22.

Chã Preta: apareceu entre os destaques estaduais principalmente pelos indicadores ambientais e de segurança. A cidade registrou nota elevada em qualidade do meio ambiente (50,09) e baixo índice de violência contra mulheres (46,17).
Cenário nacional

No cenário nacional, Gavião Peixoto liderou o ranking pelo terceiro ano seguido, com 73,10 pontos. Já Uiramutã ficou na última colocação, com 42,44.

O estudo também aponta desigualdades regionais persistentes no país: 18 das 20 cidades mais bem colocadas ficam nas regiões Sul e Sudeste, enquanto 19 das 20 piores estão no Norte e Nordeste.

No ranking estadual das unidades da federação, Alagoas aparece com índice geral de 58,97, ocupando uma das posições mais baixas do país. A nota ficou abaixo da média nacional, que foi de 63,40.

Entre as capitais brasileiras, Curitiba lidera o IPS com 71,29 pontos. Maceió aparece com 61,96.

Por Adja Alvorável/Gazeta Web

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