Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo | Evaristo Sa/AFP
No levantamento anterior, os dois empatavam em 45%
O Globo
Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira mostra o impacto do caso “Dark Horse” na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Antes empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na simulação de segundo turno, ele marca agora 43%, contra 47% do petista.
Na semana passada, o instituto divulgou um levantamento depois da revelação das conversas entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, mas as entrevistas em si haviam sido realizadas antes do escândalo. Nela, os dois pré-candidatos apareciam com 45% cada.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), portanto, oscilou dois pontos para baixo em uma semana, e o adversário se moveu dois para cima. Até o momento, o líder da família rejeita a possibilidade de substituir o filho por outro candidato. Enquanto isso, Flávio enfrenta a desconfiança de aliados, partidos do Centrão e setores da economia que simpatizavam com a candidatura.
Votos em branco e nulos se mantiveram em 9%. Os que não sabem variaram de 1% para 2%.
Flávio também cai no primeiro turno
Antes com 35%, o senador aparece agora com 31% das intenções de voto no primeiro turno. Lula lidera com 40%, dois pontos a mais do que na semana passada. Ou seja, a diferença entre os dois, que era de três pontos, passou a ser de nove.
Entre os outros nomes da direita, houve pouca alteração. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) oscilaram um ponto para cima cada e marcaram, respectivamente, 4% e 3%. Já Romeu Zema (Novo) manteve os mesmos 3%. Samara Martins (UP) também alcançou 3%.
Aparecem ainda Augusto Cury (Avante), com 2%; Cabo Daciolo (Mobiliza), com 1%; e Rui Costa Pimenta (PCO), com 1%. Aldo Rebelo (DC) marcou 1%, mas ele foi removido da disputa pelo seu partido, que agora pretende indicar Joaquim Barbosa.
Rejeição
Além do impacto na intenção de voto, o caso “Dark Horse” ampliou a rejeição a Flávio. Na anterior, o nome dele era repelido por 43%. Agora, o percentual é de 46%.
Lula é rejeitado por 45%. Eram 47% no levantamento anterior. Flávio, portanto, ultrapassou o adversário no índice negativo.
Na sequência, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) tem uma rejeição de 31%. Ela não foi testada na sondagem prévia. Os demais candidatos, que são pouco conhecidos do eleitorado, não passam da barreira de 20%.
O Datafolha fez 2004 entrevistas entre os dias 20 e 22 de maio. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral com o protocolo BR-07489/2026.
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