31 março 2026

Interrogatório de Eduardo Bolsonaro é marcado para abril; ex-deputado não apresentou defesa e está nos EUA

Eduardo Bolsonaro, deputado federal — Foto: Leonardo Marques/Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para 14 de abril o interrogatório do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) no processo em que ele é investigado. Ele será ouvido por videoconferência.

Eduardo é alvo de uma ação penal no Supremo acusado de tentar interferir e influenciar, fora do país, no julgamento do processo da trama golpista que condenou o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ele é acusado de coação no curso do processo: crime que ocorre quando alguém emprega violência ou grave ameaça para favorecer interesse próprio ou de terceiros, direcionada contra autoridade, parte ou qualquer pessoa envolvida em processo judicial.
A pena é de um a quatro anos de prisão.

Eduardo mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, e não retornou ao Brasil desde então.

Como está fora do país, ele teve o mandato na Câmara dos Deputados cassado por faltas, e responde a processo administrativo na Polícia Federal (PF).

A data foi definida após o parlamentar ser formalmente citado via Diário Oficial da União (DOU), já que o endereço dele nos Estados Unidos é desconhecido, e não apresentar defesa dentro do prazo estabelecido.

🔎De acordo com o rito legal, a citação dá início à contagem do prazo para manifestação da defesa, mas não houve resposta por parte do ex-deputado. Com o fim do período, Moraes marcou a data do interrogatório.

nNessa etapa, o investigado pode apresentar sua versão dos fatos e responder aos questionamentos no âmbito do processo.

Por Márcio Falcão, TV Globo e g1 — Brasília

Todo o estado de Pernambuco está com previsão de chuva, segundo o Inmet

Crédito: Ricardo Medeiros

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou, na madrugada desta terça-feira (31), um alerta de chuvas intensas válido para todo o território de Pernambuco.

O que varia, segundo o Inmet, é a intensidade. Para o Sertão e grande parte do Agreste, totalizando 78 municípios, a previsão é chuva com severidade apontando risco de “Perigo”, identificado também pela bandeira laranja.

O acumulado de água pode ficar entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, e ventos intensos (60-100 km/h).

Já para a Região Metropolitana do Recife, as zonas da mata Norte e Sul, além uma pequena região do Agreste, a previsão é de chuva com severidade de “Perigo Potencial”, ou bandeira amarela.

Ou o volume de água ficando entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, além de ventos intensos (40-60 km/h).

Confira os municípios que estão com bandeira laranja, conforme o Inmet:

Petrolândia: Dr. Érico Herbert atende na Policlínica todas as quartas e sextas; agende já sua consulta

 

Policlínica de Petrolândia, situada na Av. Auspício Valgueiro Barros, 62  informa que Dr. Érico Herbert, ortopedista, atende todas as quartas (a partir das 14h00) e sextas (a partir das 08 h00).

As consultas podem ser agendadas no local ou pelo 9.9618-8877.

Especialista em cirurgia de joelho, Dr Érico anuncia aos pacientes e colaboradores que a Policlínica de Petrolândia oferece serviços em Ortopedia, inclusive imobilização de membros com aplicação de gesso (braço, antebraço, punho, mão, perna e tornozelo).

Policlínica de Petrolândia, situada na Av. Auspício Valgueiro Barros, 62 - Foto: Assis Ramalho

Blog de Assis Ramalho
Informação: Policlínica

Alagoas entra em alerta máximo para chuvas intensas nesta terça (31); maior perigo está no Sertão

Alagamentos provocados pelas chuvas na Avenida Senador Rui Palmeira, em Maceió. @Ailton Cruz

Mais uma vez, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou Alagoas sob dois níveis de alerta para chuvas intensas nesta terça-feira (31): amarelo, que indica perigo potencial, e laranja, que representa situação de maior gravidade. Os avisos são válidos durante todo o dia, das 0h às 23h59.

O alerta amarelo atinge os 102 municípios do Estado, com previsão de chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a até 50 milímetros por dia, além de ventos entre 40 e 60 km/h. Nesse cenário, o risco de ocorrências como quedas de galhos, alagamentos, descargas elétricas e interrupções no fornecimento de energia é considerado baixo.

Já o alerta laranja, que indica perigo, concentra-se em 18 municípios do Sertão alagoano. Nessas localidades, a previsão é de chuvas mais intensas, entre 30 e 60 milímetros por hora ou até 100 milímetros por dia, com ventos que podem variar entre 60 e 100 km/h. O risco de transtornos, como alagamentos, queda de árvores e cortes de energia, é significativamente maior.

As cidades sob alerta laranja são Água Branca, Canapi, Carneiros, Delmiro Gouveia, Inhapi, Maravilha, Mata Grande, Olho d’Água das Flores, Olho d’Água do Casado, Olivença, Ouro Branco, Pão de Açúcar, Pariconha, Piranhas, Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema, São José da Tapera e Senador Rui Palmeira.

Por Gazeta Web

62 anos do golpe de 1964: Mais de 600 membros da UFPE foram perseguidos pela ditadura militar e ao menos seis estudantes foram mortos

Localizado na Praça Padre Henrique, no Centro do Recife, Monumento Tortura Nunca Mais homenageia mortos e desaparecidos políticos — Foto: Jarbas Araújo/Divulgação

Perseguição, prisão, tortura, desligamentos do curso e mortes estão entre violações praticadas pelo regime. Esta terça (31) marca 62 anos do golpe militar que iniciou ditadura.

Por g1 Pernambuco

Pelo menos 649 professores, estudantes e técnicos vinculados à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foram alvo de práticas autoritárias da ditadura militar, entre os anos de 1964 e 1985. A informação faz parte do levantamento da Comissão da Verdade, Memória e Reparação da instituição de ensino.

Das pessoas identificadas como alvo na UFPE, 403 sofreram algum tipo de violação. Há registro de casos como prisão, tortura, desligamentos de alunos do curso e expulsão de professores. Além disso, foram confirmadas seis mortes, 156 prisões, 60 pessoas torturadas e 26 sequestradas.

Os dados parciais foram divulgados nesta terça-feira (31), data que marca os 62 anos do golpe militar de 1964. Os golpistas depuseram o então presidente João Goulart e iniciaram o período de 21 anos de ditadura que deixou rastro de perseguição, toturas, mortes e violações aos direitos humanos.

A pesquisa, segundo os organizadores, segue em andamento, e deve durar por mais três anos. Foram analisados documentos que mostram vestígios das práticas autoritárias contra a comunidade acadêmica.

A maior parte dos afetados é vinculada às áreas Ciências Sociais Aplicadas, como o curso de direito, e à área de saúde, com o curso de medicina.

Dos alvos, a maioria é homem, representando 71% dos registros. Já em relação ao vínculo com a UFPE, os alunos foram mais frequentemente afetados que os professores, figurando em 74% dos casos.

O advogado Marcelo Santa Cruz estava no 4º ano da Faculdade de Direito em 1969 quando foi cassado e precisou sair do curso. Seu irmão, o estudante Fernando Santa Cruz, era membro da Ação Popular no Rio de Janeiro e é um dos desaparecidos políticos do regime. Foi capturado em 23 de fevereiro de 1974 e seu corpo nunca foi achado.

Mais de cinco décadas depois, Marcelo Santa Cruz integra a Comissão da Verdade da UFPE, e lembra dos momentos de terror vividos no campus.

"A violência era tão grande quando a gente foi cassado, que os próprios estudantes da faculdade tinham medo de se aproximar da gente, para também não serem punidos. Então, criou um clima de terror muito grande", disse, em entrevista ao g1.