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Trânsito na Avenida Brasil — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
O governo Lula lança nesta terça-feira o programa de crédito para financiar veículos para motoristas de taxi e aplicativos será lançado nesta terça-feira em São Paulo. O Palácio do Planalto prevê até R$ 30 bilhões em recursos financeiros do Tesouro Nacional.
O governo deve estabelecer um critério de corte para o acesso à linha de crédito para motorista de aplicativo, que está em fase de finalização para ser lançada pelo governo.
Como mostrou o colunista do GLOBO Fabio Graner, a ideia é que a pessoa tenha feito pelo menos 100 corridas nos últimos 12 meses, o que representa mais ou menos duas corridas por semana.
Com isso, o governo quer que a medida seja usada por pessoas que tenham habitualidade na profissão, mesmo que não trabalhe todos os dias. Também se pretende evitar que a partir do anúncio da linha haja uma corrida para cadastramento em plataformas para se buscar o crédito mais barato.
A linha de financiamento será direcionada a motoristas de aplicativos e taxistas, que poderão comprar veículos de até R$ 150 mil de qualquer natureza. O valor se insere numa faixa de corridas de categoria superior, que têm maior rentabilidade para o motorista, e colocaria à disposição cerca de 60% dos veículos oferecidos no país atualmente.
Os R$ 30 bilhões do Tesouro serão repassados ao BNDES que fará as operações de forma indireta, por meio da rede bancária. O montante será contabilizado como despesa financeira do governo, ou seja, não afeta a meta de resultado primário.
A linha de crédito deve ter prazo de até 72 meses (seis anos). Havia uma discussão no governo para que o crédito pudesse ser de até dez anos, mas prevaleceu a posição de que um prazo tão elástico poderia diminuir o interesse dos bancos em operar os recursos. Isso porque, como o veículo é a garantia da operação, um prazo muito elástico ampliaria muito o risco para as instituições repassadoras do crédito.
A linha não deve ter restrição de acesso para inadimplentes. Os recursos serão do Tesouro Nacional para o BNDES, que atuará por meio da rede bancária, que assume o risco. O volume disponível deve ser de até R$ 30 bilhões, montante que pode levar ao atendimento de cerca de 250 mil pessoas, em estimativas preliminares do governo.














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