O representante comercial da Casa Branca (USTR), Jamieson Greer, anunciou na noite de hoje que teve a primeira reunião com Márcio Fernando Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do governo Lula para discutir um acordo comercial que evite novas tarifas dos EUA sobre o Brasil.
Em formato virtual, a conversa acontece 12 dias depois que os presidentes Donald Trump e Lula acertaram a suspensão de 30 dias na possível imposição de taxas a produtos brasileiros, atualmente alvos de duas investigações comerciais da seção 301 do USTR, cujo prazo para conclusão é julho.
O representante comercial da Casa Branca (USTR), Jamieson Greer, anunciou na noite de hoje que teve a primeira reunião com Márcio Fernando Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do governo Lula para discutir um acordo comercial que evite novas tarifas dos EUA sobre o Brasil.
Em formato virtual, a conversa acontece 12 dias depois que os presidentes Donald Trump e Lula acertaram a suspensão de 30 dias na possível imposição de taxas a produtos brasileiros, atualmente alvos de duas investigações comerciais da seção 301 do USTR, cujo prazo para conclusão é julho.
"Saúdo o engajamento construtivo do Brasil para promover avanços nas questões comerciais e aguardo com expectativa a continuidade das discussões", afirmou Greer por meio de nota. O representante comercial da Casa Branca participou da visita de três horas de Lula a Trump e foi o autor das críticas mais ácidas ao Brasil, segundo relatos do evento feitos à coluna.
Mais cedo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniu com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. O brasileiro disse que eles trataram das tarifas contra o Brasil, da cooperação contra o crime organizado, dos impactos da guerra no Oriente Médio e de minerais críticos. Afirmou ter confiança de que um acordo possa ser costurado no prazo de 30 dias. O encontro aconteceu em Paris, às margens de um evento do G7.
As negociações entre Brasil e EUA levaram quase duas semanas para engrenar depois do encontro de Lula e Trump na Casa Branca sobretudo porque o time do norte-americano se deslocou com ele para a China, onde o republicano se reuniu com o líder chinês Xi Jinping, na semana passada.
A abertura de novas negociações foi anunciada por Lula em coletiva de imprensa após seu encontro com Trump.
"Ele [Trump] sempre acha que nós cobramos muito imposto. [Eu disse] 'Não, porque a média do imposto que nós cobramos de vocês é 2,7%. Apenas 2,7%'. Mas eles continuam a teimar: 'mas tem produto que é 12%'. Então, eu falei assim: 'vamos fazer o seguinte, vamos colocar um grupo de trabalho e vamos permitir que esse moço da Indústria e Comércio do Brasil, junto com o teu moço do Comércio, em 30 dias, apresentem para nós uma proposta para a gente poder bater o martelo. Quem estiver errado vai ceder. Se a gente tiver que ceder, nós vamos ceder. Se vocês tiverem que ceder, vocês vão ter que ceder", afirmou Lula.
Ainda nesta terça, após participação da Conferência das Américas, o sub-representante comercial da Casa Branca para o hemisfério ocidental, Jeffrey Goettman, foi questionado pelo UOL sobre a possibilidade de que as atuais conversas resultem em um acordo que evite novas tarifas. Ele afirmou que Brasil e EUA "sustentam um diálogo aberto", mas evitou dizer se antevia a possibilidade de um entendimento comercial mais amplo entre os países. Disse ainda que a expectativa do órgão é ter uma resposta sobre o assunto em poucas semanas.
Empresários dos dois lados têm feito pressão sobre o governo dos EUA para que evite novo tarifaço sobre o Brasil. Entre os argumentos usados está o possível impacto eleitoral de anúncios de taxas sobre o país. A expectativa é que, em julho, Trump lance uma reedição de seu "dia da libertação", quando impôs as chamadas tarifas recíprocas a mais de uma centena de países. No começo do ano, a medida foi derrubada pela Suprema Corte, que interpretou que Trump extrapolou seus poderes na maneira como justificou juridicamente a guerra tarifária.














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