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Petrolândia: Em entrevista a Assis Ramalho, candidato a senador Bruno Araújo ameniza impacto do voto pelo impeachment de Dilma: "As pessoas separam o debate nacional com o debate local"



Voto decisivo no impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff, o ex-ministro das Cidades do governo Temer  e candidato ao Senado na coligação "Pernambuco Vai Mudar", o deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE) concedeu entrevista à reportagem do Blog de Assis Ramalho e da Web Rádio Petrolândia, durante sua passagem em Petrolândia, na última sexta (24). Presidente do Diretório Estadual PSDB, Bruno Araújo está em seu terceiro mandato de deputado federal, após dois mandatos como deputado estadual.

Na cidade do Sertão de Itaparica, junto com os companheiros de chapa Armando Monteiro, Fred Ferreira, Mendonça Filho e Zeca Cavalcanti, acompanhados por líderes da oposição em Petrolândia, Bruno visitou a feira livre realizada no Mercado Público. 

Na entrevista a Assis Ramalho, o peessedebista disse que não chegou a Petrolândia de mãos vazias. Ele lembrou das 192 casas populares a serem construídas na Quadra 18, o Residencial Francisco Simões de Lima, e mais 100 casas: 50 a serem construídas na Comunidade Quilombola Borda do Lago e 50 a serem construídas para a comunidade Pankararu, cuja liberação aconteceu durante sua gestão no Ministério das Cidades.

''Eu posso dizer que chego a Petrolândia com serviços prestados. Eu tive muita alegria de visitar a obra de 192 casas que estão sendo entregues por uma ação minha, quando ministro [das Cidades] na época, de trazer este investimento para Petrolândia. E isso me faz a ter certeza de que todas as vezes que eu sou chamado para uma missão para ajudar Pernambuco, eu estou pronto. Eu fui ministro do Brasil, mas, antes disso, fui ministro de Pernambuco'', declarou Bruno.

De acordo com Bruno, Pernambuco está sem rumo.

''Pernambuco perdeu o caminho. Não adianta o adversário dizer que ''Pernambuco não andou por conta da crise nacional''. Então, por que os outros Estados avançaram muito mais? Por que Pernambuco ficou no final da fila, seja na geração de emprego, na saúde e na violência?'', questionou o candidato ao Senado.

Perguntado sobre possível prejuízo à sua campanha, por causa de seu voto pelo impeachment da ex-presidente Dilma, Bruno amenizou o impacto.

''Olha, primeiro as pessoas respeitam quem tem coerência na vida pública. Segundo, as pessoas separam o debate nacional com o debate local. Eu achei que naquele momento do impeachment, o país passava por um grande momento de crise, onde mais de 70% da população brasileira não queria a continuidade da presidente. Eu vou dar um exemplo: Se você somar os candidatos a senadores que estão disputando nas pesquisas, Jarbas votou a favor do impeachment, Mendonça e eu. Somamos 60 pontos. Os que votaram a favor de Dilma, somam 30 pontos. Então, isso é uma demonstração de que o eleitor pernambucano separa o tema nacional, para nossa vida real, que é buraco nas estradas, a segurança que desmoraliza'', disse. 

Bruno lembra que na época da votação pelo impeachment de Dilma, Paulo Câmara afastou da secretaria deputados para votar a favor do afastamento da ex-presidente.

"Paulo Câmara é o padrinho de Temer. Paulo Câmara foi quem mobilizou o partido dele, tirou os secretários dele, tirou da secretaria e mandou para Brasília para votar contra (Dilma Rousseff). A diferença é que eu bato no peito e digo ''eu fiz isso''. Eu tenho coragem, eu tenho posição política e acho que o povo pernambucano precisa não é de um governador ou senador que concorde com tudo. Mas, ter posição política e o que disser, as pessoas acreditarem. Acho que política é isso, é confiança, e pode ter a certeza de que quem me conhece confia em mim e o governador Paulo Câmara está achando que o povo é bobo'', afirmou o ex-ministro.

Assista à íntegra da entrevista no vídeo abaixo.


Redação do Blog de Assis Ramalho
Fotos e vídeos: Edio Braga

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