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Sementes crioulas ganham destaque durante feira em Garanhuns


A Feira de Troca de Sementes Crioulas do Agreste Meridional foi aberta em solenidade prestigiada pelo Secretário de Agricultura de Pernambuco, Wellington Batista (à esquerda), em seu segundo ano no evento (Foto: IPA)

Com o intuito de valorizar e mostrar as potencialidades das sementes crioulas, o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária (SARA) promoveu, na última quinta (22), em Garanhuns, em parceria com a Rede SEMEAM, a 5ª Feira de Troca de Sementes Crioulas do Agreste Meridional, no Parque Euclides Dourado, reunindo agricultores da região, do Sertão do Estado, entidades de classe parceiras, autoridades, alunos de escolas publicas e particulares para conferir os cerca de 27 estandes montados com os produtos à mostra, acompanhar debates e palestras, entre outras atividades. Cerca de 400 pessoas compareçam.

As sementes crioulas são de base camponesa, histórica, com mais resistência às consequências climáticas, mas que vinham correndo risco de desaparecer ou cair por completo no esquecimento, daí ter surgido a iniciativa do encontro, além de trabalhos de pesquisa, catalogação, valorização do plantio, assistência técnica a agricultores, seminários, formação de novos bancos de sementes. Para se ter uma ideia da importância, só de feijão de arranca sabe-se de mais de 40 de variedades; 19 tipos de fava; 10 de milho e por ai vai - sendo elas tradicionais no Agreste.

A Feira foi aberta às 9h da manhã em solenidade prestigiada pelo Secretário de Agricultura de Pernambuco, Wellington Batista, em seu segundo ano no evento. O gestor ressaltou o crescimento da feira, falou da importância do encontro para a valorização das sementes crioulas, que são mais resistentes à estiagem, por exemplo. “Esses produtos são patrimônios do nosso povo”, disse, completando que a secretaria estará sempre à disposição para incentivar a produção e realização de atos do tipo.

Para o Diretor de Pesquisa do IPA, Gabriel Maciel, a realização do encontro só consolida mais o projeto de perpetuação das espécies crioulas por estar levando não só conhecimento, mas também novas variedades, numa constante evolução. “Isso aqui representa também uma troca de experiências culturais e de patrimônio genético das sementes”, disse em seu discurso. De acordo com Maria Paulino, agricultora e representante da classe, as crioulas representam muita saúde aos que consomem, por ser um trabalho de base histórica, sem uso de agrotóxicos. Já Flávio Duarte, da Fetape, ressaltou que a cultura é a principal estratégia de desenvolvimento da agricultura familiar da região.

REDE SEMEAM – Criada no ano de 2015, a Rede de Sementes Crioulas do Agreste Meridional de Pernambuco é fruto da articulação entre organizações da sociedade civil, órgãos públicos e agricultores/as familiares que participaram do processo de organização da 5ª Feira de Troca de Sementes Crioulas. Com o objetivo de ser um espaço permanente de discussão em busca do resgate e da preservação das mesmas, a Rede vem se fortalecendo através da realização de atividades, como seminário, resgate e plantio de sementes, além da participação em outros eventos sobre a temática. A Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2 é uma das organizações que compõe a REDE SEMEAM.

Fonte: Núcleo de Comunicação do IPA

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