sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Petrolândia/Tacaratu/Jatobá: Arte Pankararu é parte de coleção que escapou de incêndio no Museu Nacional

Algumas peças Pankararu e de outras etnias, em exposição em Brasília. foram poupadas do incêndio que destruiu cerca de 40 mil peças de todos os povos indígenas do Brasil (Fotos: Bruno Oliveira/Acervo pessoal)

Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília (Foto: Júnior Aragão/SECDF)

Vários artigos da etnia Pankararu, pertencentes ao Museu Nacional do Rio Janeiro, foram salvos do incêndio. As peças que compõem a exposição "Índios: Os primeiros brasileiros", com 262 itens em mostra no Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília.

As peças expostas faziam parte da coleção do maior museu de história natural do mundo e estavam longe de casa quando o espaço foi destruído pelo incêndio do último domingo (2). O número de itens salvos é pequeno diante dos 20 milhões de artigos que compunham o acervo do museu, mas, é  expressivo pelos poucos itens que resistiram às chamas. Segundo o professor titular do Museu Nacional e curador da exposição, João Pacheco, essa é a única coleção que estava guardada fora do museu carioca.

"Essa coleção foi toda reunida por mim, dentro de um projeto de pesquisa que eu desenvolvo há muitos anos, com participação e apoio do CNPq e da Faperj", diz Pacheco, em referência às instituições de fomento e financiamento do museu e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ).

"Esta é a única coleção que restou, de todo o acervo do Museu Nacional. É a única coleção que temos. Todo o material foi destruído, todo o nosso acervo, 40 mil peças de todos os povos indígenas do Brasil."


A exposição percorreu outras seis cidades antes de chegar, em 28 de agosto, na capital federal. De acordo com Pacheco, o material corresponde apenas a uma "pequena amostra" do que havia de pesquisa antropológica e indigenista no Museu Nacional.

"[Foram destruídas] Peças de mais de 100 anos, peças recolhidas por viajantes no período do Brasil Império, peças mais recentes. Material do Brasil, da África, da Oceania."

"Também foi destruído material arqueológico muito precioso. A perda foi gigantesca e eu acho que, neste momento, essa exposição é a única coisa do Museu Nacional ainda existente, que se salvou do incêndio", diz o professor.

A exposição

A mostra fica em cartaz até 16 de dezembro. O espaço fica no canteiro central do Eixo Monumental, em frente ao Memorial JK e ao lado da Câmara Legislativa. No museu, os visitantes podem conferir imagens e documentos, principalmente, sobre os povos da região Nordeste. Nos registros, as marcas da colonização, as narrativas indígenas e os desafios atuais vão levar o público a uma "viagem pela história do Brasil e dos povos indígenas", segundo os organizadores.

Blog de Assis Ramalho
Com informações do G1 DF


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