quinta-feira, 25 de julho de 2013

Itacuruba, no Sertão de Pernambuco, entra na rota da astronomia mundial

Coordenadora do observatório disse que equipamento
 já monitorou mais de 30 asteroides

Situado na cidade de Itacuruba, a 466 quilômetros do Recife, o Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (Oasi), em funcionamento desde 2011, começa a colher os frutos dos investimentos milionários. No início deste ano, o telescópio – segundo maior em solo brasileiro – recebeu da União Astronômica Internacional (IAU), instituição máxima da área de astronomia, o código único de identificação: o Y28. Com isso, entra na rota mundial dos programas de busca por corpos que têm risco de colidir com a Terra. Os programas, em sua maioria, estão concentrados no Hemisfério Norte.

As conquistas recentes do projeto Iniciativa de Mapeamento e Pesquisa de Asteroides nas Cercanias da Terra no Observatório Nacional (Impacton), do qual o observatório faz parte, estão expostas no estande do Observatório Nacional, na ExpoT&C, durante a 65ª SBPC.


A coordenadora do projeto, Daniela Lazzaro, explica que o credenciamento traz respeito internacional e coloca o Oasi no circuito de observação. “Com o telescópio é possível determinar a posição de vários asteroides. Já monitoramos mais de 30 corpos”, explica. Segundo a pesquisadora, cientistas interessados em observar asteroides e cometas em risco de colisão com a Terra, no Hemisfério Sul, podem solicitar um tempo e utilizar o equipamento.

Pesquisas do Impacton já originaram tese de mestrado e renderam participação em congressos mundiais. A manutenção do equipamento, explica Daniela Lazzarro, é baixa. “O custo maior foi a instalação, que demandou R$ 2 milhões. Os gastos são com a energia e pequenos reparos.”

O telescópio robótico tem 4,2 metros de altura, espelho de um metro e pesa 3,2 toneladas. “Em solo brasileiro, só perde para o de Minas Gerais. E o mais importante é porque está voltado para uma parte do céu pouco estudada”, diz a astrônoma.

Itacuruba foi escolhida para receber o observatório por ter o clima seco, com ausência quase total de chuva, localização na latitude sul, além de baixa luminosidade.

A preocupação com a interferência de luzes no céu noturno é tanta que a equipe do Impacton iniciou no município e em cidades vizinhas campanha para que postes de iluminação pública e refletores dos campos de futebol estejam voltados para o solo.

Da Redação do Blog de Assis Ramalho
Fonte: Jornal do Commercio

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