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Brasil Voluntário: Voluntários da Copa das Confederações criticam uniforme e desorganização do programa

Milhares de pessoas se inscreveram para participar do programa de voluntariado do governo federal para a Copa das Confederações. Preencheram formulários que prometiam dar sapato, calça e jaqueta a todos. Mas isso não será cumprido, o que gera revolta entre os recrutados.

Após a promessa feita no site do programa de que receberiam estes itens, o governo voltou atrás e reduziu o uniforme que será cedido.

Agora, os 7 mil selecionados só receberão camiseta, boné e sacola. É muito menos que os voluntários do programa da Fifa, que receberam mochila, jaqueta, boné, camiseta, calça e tênis.

A camiseta dada pelo Brasil Voluntário, o programa do governo, virou ainda motivo de piada. Em Salvador, recrutados apelidaram o uniforme de abadá, alusão aos coletes coloridos que os foliões usam em blocos no Carnaval.

"O BV é tão importante quanto [o programa da Fifa]. Em se tratando do porte do evento, o governo federal deveria dar o suporte que a Fifa está dando em relação ao uniforme e à organização em geral", reclama a voluntária Rebeca Valentim, de Salvador.

Procurado, o Ministério do Esporte diz que os modelos dos uniformes da Fifa e do BV são diferentes, já que as funções dos voluntários também são. Afirma ainda que para a Copa-2014 será verificada a possibilidade de ceder um uniforme com mais peças.

Os voluntários também reclamam de falta de informação sobre o Brasil Voluntário.

Até ontem, a dois dias do início da Copa das Confederações, selecionados de Recife não sabiam onde iriam trabalhar --podem ficar em pontos como aeroportos, pontos turísticos e áreas de fluxo.

Vários deles não conseguiam entrar em contato com o governo para tirar dúvidas.

O Ministério do Esporte informou que todos seriam comunicados sobre os locais de trabalho até anteontem.

Nem nos treinamentos havia indicações sobre qual seria a atribuição de cada um.

A alimentação é outro tema de críticas. Reclamam de que receberam apenas um lanche nos treinamentos e não uma refeição. O Ministério do Esporte diz que todos atuarão em um turno por dia e que receberão alimentação.

"A falta de informação sobre dias de treinamentos e a demora ou ausência de resposta às dúvidas são problemas que esse tipo de projeto não deveria ter", completa Rebeca Valentim. Ela participa dos dois programas: da Fifa e do governo.

Folha de S. Paulo

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