Estêvão é abraçado por João Pedro enquanto festeja seu primeiro gol pela seleção brasileira — Foto: Mauro Pimentel / AFP
Dominante do início ao fim, o Brasil venceu o Chile por 3x0, nesta quinta-feira (4), no Maracanã, pelas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2026. A Seleção pulou para a vice-liderança, com 28 pontos, e encerra a participação no torneio na próxima terça, contra a Bolívia, no Municipal de El Alto.
Por Rafael Oliveira — O Globo, Rio de Janeiro
A CBF se esforçou para fazer do jogo contra o Chile um passo na reaproximação do torcedor com a seleção, que não jogará mais no país antes da Copa. Houve forte divulgação prévia nas redes sociais e uma apresentação de Ivete Sangalo antes do apito inicial. Mas, dentro das quatro linhas, ficou claro como se conquista o público: com futebol envolvente, ousado e que resulta em gols. (Quase) Tudo isso na conta de Luiz Henrique. Em sua volta ao Maracanã desde a saída do Botafogo, o atacante satisfez quem estava com saudades dele e mudou a cara do Brasil. Não balançou as redes na vitória por 3 a 0, mas fez o público voltar a ter prazer de ver a Amarelinha.
— Pensei que tinha que ser o Luiz Henrique que saiu lá de Petrópolis, quando jogava com meus amigos. Jogava leve, jogava solto — explicou o jogador, ao comentar como estava encarando esta volta à seleção: — Quando estava no hotel, eu me ajoelhei, antes de a gente ir para a preleção. Pedi a Deus que pudesse ser o Luiz Henrique do Vale do Carangola. Que jogasse feliz, que ajudasse os meus companheiros e que também jogasse para a minha família, que está no Maracanã me apoiando.
Luiz saiu do banco e mostrou ao técnico Carlo Ancelotti que o frio da Rússia não mudou seu futebol. Apesar de ainda curta, sua história com a camisa da seleção impressiona: ele tem uma participação em gol a cada 44 minutos em campo nas Eliminatórias. Deixou uma dúvida boa para o italiano armar a equipe nas próximas partidas. Terça, o Brasil encerra sua campanha nas Eliminatórias contra a Bolívia, na altitude de El Alto.