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Partido Verde: Aprofundamento do Prometrópole como alternativa para comunidades do entorno do Rio Beberibe‏

 Rio Beberibe (Fotos: Divulgação)
Seu Júlio, morador do bairro de Cajueiro, aponta a altura do rio Beberibe na cheia

Moradias em área de risco, canais comprometidos com dejetos descartados pela comunidade, esgotamento sanitário inexistente e lixo acondicionado de forma irregular. Estes foram alguns dos cenários encontrados pelos militantes do Partido Verde (PVPE) durante a manhã de ontem na sétima caminhada do projeto Recife Bom Para Viver, no qual percorreram os bairros de Cajueiro, Alto Santa Terezinha, Água Fria, Bomba do Hemetério.

Uma das sugestões apontadas pelo presidente do PV-PE, Carlos Augusto, seria um aprofundamento do Programa de Infraestrutura em Áreas de Baixa Renda da Região Metropolitana do Recife (RMR) – PROMETRÓPOLE, que visa promover a melhoria das condições de habitabilidade e de desenvolvimento das comunidades do entorno da bacia do Rio Beberibe. “Quando fui presidente do Condepe, há 15 anos, já existia o projeto Pró-Metrópole para resolver parte desses problemas com rios e canais. Ele precisa continuar avançando mais rápido.”, recorda o presidente do PVPE, Carlos Augusto Costa.

Carlos Augusto refere-se às águas do Rio Beberibe e dos canais que nele deságuam e fazem com que os moradores do bairro Cajueiro, inserido na Microrregião 2.2, sofram todos os anos. “A água chega a um metro”, comenta o antigo morador Júlio, apontando para a parede descascada do bar onde o grupo verde parou para conversar. O ponto crítico no bairro fica na rua Nova Betânia e seu Júlio garante que tem foto na rua pilotando um jet-ski. “Se quiser eu mostro a foto”.

O grupo passou pelos bairros de Porto da Madeira, Alto Santa Terezinha, Água Fria e Bomba do Hemetério e a comunidade Alto do Céu. Em Bomba do Hemetério, a entrada foi pela rua Riolândia, por onde acessaram o morro que desabou no inverno deste ano e vitimou um homem e uma criança. Com casas situadas à beira de encostas e o esgoto que escorre in natura, a área ainda demanda cuidados. “O risco de novos acidentes é iminente com as chuvas do próximo ano”, avalia Carlos Augusto.

Na base, uma das casas já foi condenada pela Defesa Civil, mas o morador não quer sair. “A prefeitura oferece R$ 200,00 como ajuda para aluguel em outro imóvel”, comenta uma vizinha que preferiu não se identificar.

Assessoria de Imprensa PV-PE

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