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Incubadora de Economia Criativa dá suporte de gestão a agentes culturais

Agentes e empreendedores culturais precisam ter sustentabilidade. O mercado cultural está “viciado” na política de editais públicos e leis de incentivo.

Primeira incubadora pública de economia criativa do país, idealizada pela Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, a Incubadora Rio Criativo iniciou hoje (15) mais uma caravana pelo estado, chegando ao município de Petrópolis, na região serrana, onde permanecerá até o próximo dia 17, levando informações e orientação aos agentes culturais locais.

Assessor especial da secretaria para Economia Criativa, Marcos André Carvalho, disse que a incubadora atende por ano a 5 mil empreendedores culturais dos 92 municípios do Rio de Janeiro. “Ela oferece suporte em ferramentas de gestão”, disse ele.

Segundo Carvalho, os agentes e empreendedores culturais precisam ter sustentabilidade, e avaliou que o mercado cultural está muito “viciado” na política de editais públicos e leis de incentivo. “Isso torna os empreendimentos insustentáveis. Eles não têm planejamento estratégico de médio e longo prazo”, salientou.

Carvalho informou que a incubadora oferece meios de gestão, gratuitamente, ao empreendedor cultural popular que não trabalha com planejamento. “A Incubadora Rio Criativo ajuda para que eles possam se planejar a médio e longo prazo, para que eles tenham conhecimento e acesso a ferramentas de gestão. [Mas] precisam ter planos de sustentabilidade, conhecer fontes de recursos disponíveis, alternativas ao fomento dado via edital e leis de incentivo”, acrescentou.

O assessor da secretaria disse que existem várias maneiras de sustentar um projeto cultural, e a Incubadora Rio Criativo faz o treinamento para que o agente cultural possa se planejar, visando ao futuro.

As reuniões dessa caravana ocorrem na unidade da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) em Petrópolis, e incluem palestras, cursos e consultorias em gestão cultural, planejamento estratégico, captação de recursos e elaboração de projetos. Os demais municípios da região foram convidados a participar dos encontros.

A meta, diz Carvalho, é expandir as ações da incubadora para o interior do estado. Este ano, até agora, foram atendidos 1,5 mil agentes culturais populares, que atuam em um ou mais setores da economia criativa, em artes cênicas, música, artes visuais, literatura, mercado editorial, audiovisual, animação, games, software, publicidade, rádio, televisão, moda, arquitetura, design, gastronomia, cultura popular, artesanato, entretenimento, eventos e turismo cultural. A próxima caravana, ainda sem data definida, será para o noroeste fluminense.

Atualmente, a Incubadora Rio Criativo tem 17 empresas incubadas, cujo faturamento global, em um ano e meio de atividade, subiu de R$ 1 milhão para R$ 10 milhões, informou Carvalho. Ele afiançou que essas empresas podem servir de exemplo para os empreendedores, porque “elas podem demonstrar o potencial do trabalho de uma incubadora no crescimento desses empreendimentos, ou seja, como uma incubadora transforma a vida de um projeto que está nascendo”.

Carvalho citou estatística do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), segundo a qual de cada dez empresas novas, sete fecham em três anos. “Quando elas passam por uma incubadora, sete sobrevivem e três fecham. Por isso, uma incubadora é fundamental na vida de um empreendimento cultural que está nascendo. Ela garante a sobrevivência e o crescimento de empresas e organizações não governamentais novas, que têm potencial de gerar emprego e renda”, reforçou.

Agência Brasil

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