sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Mensagem da UNESCO para o Dia Internacional da Erradicação da Pobreza

Mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, 17 de outubro de 2014

Não deixe ninguém para trás: pensar, decidir e agir em conjunto contra a extrema pobreza

2015 será um marco na luta global para a erradicação da pobreza.

Desde que os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio foram estabelecidos em 2000, a meta de redução pela metade dos índices de pobreza extrema foi atingida cinco anos antes do fim do prazo, em 2015. Isso não é suficiente. A pobreza continua sendo uma realidade trágica para muitas mulheres e homens em todo o mundo. Isso se traduz em cotidianos de fome, miséria e doenças, prejudicando os direitos humanos e a dignidade, lançando uma sombra sobre o desenvolvimento de sociedades.

Em 2015, teremos a oportunidade de estabelecer uma nova meta para o fim de todas as formas de pobreza em todo o mundo até 2030. Isso deve estar no centro da futura agenda para o desenvolvimento humano, fundada e conduzida com base na dignidade e nos direitos humanos, a fim de assegurar o acesso ao bem-estar econômico para todas as mulheres e homens, reafirmando e criando as condições para o futuro dessas pessoas e a sua participação significativa como cidadãs e cidadãos.

Ninguém pode ser deixado para trás e ninguém pode ser excluído. Esse é o motivo pelo qual a UNESCO está trabalhando ao redor do mundo para promover uma transformação social positiva para a erradicação da pobreza. A UNESCO promove educação de qualidade e aprendizado ao longo da vida para empoderar mulheres e homens, para melhorar a saúde de mães e crianças, para o benefício de toda a sociedade. A UNESCO aproveita o poder das ciências para aprimorar a agricultura, a assistência à saúde, a segurança alimentar e a energia. A UNESCO apoia a comunicação e a liberdade de expressão, para fortalecer o Estado de direito e a boa governança. A UNESCO protege e promove a diversidade e o patrimônio cultural como condutores da inclusão social e fontes de emprego e renda, contribuindo para o sentimento de pertencimento e a coesão social.

Nossa visão é clara. Não podemos erradicar a pobreza em um único golpe. Isso requer ação nos níveis político, econômico, social e cultural. Isso clama a todos os governos, a todas as mulheres e homens, a pensarem, decidirem e agirem em conjunto contra a pobreza extrema. Temos feito progresso real desde 2000, mas precisamos ainda ir muito além para trazer dignidade e justiça social para todos. Essas são as apostas para 2015.

Representação da UNESCO no Brasil

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