
Delegados da PCPE participaram de coletiva sobre operação nesta quarta (DIVULGAÇÃO/PCPE)
Diário de Pernambuco
A Operação Kyma foi deflagrada, nesta quarta-feira (25), pela Polícia Civil de Pernambuco, com 11 mandados de prisão, expedidos pela 15ª Vara Criminal da Capital.
Do total, quatro são contra agentes de segurança pública: 2 policiais militares (um de Pernambuco e outro do Piauí), um guarda municipal do Rio Grande do Norte e um policial penal.
A operação apura a fraude no concurso do TJPE, realizado em 21 de setembro de 2025 para o cargo de técnico. O certame acabou sendo anulado após a confirmação das irregularidades.
Conforme a Polícia Civil, os quatro têm envolvimento no esquema, mas de formas distintas.
Um PM integrava a organização, atuando na logística e distribuição de equipamentos usados na fraude, enquanto que o outro era cliente da quadrilha. A mesma situação do guarda municipal e do policial penal.
Um terceiro policial militar também foi alvo de mandado, mas o de busca e apreensão. No total, foram expedidos 22.
Os mandados foram cumpridos no Recife, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, Vitória de Santo Antão, Itaquitinga, Araçoiaba, Petrolina, além de diligências no Rio Grande do Norte.
Como funcionava o esquema
De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa atuava em duas frentes principais:
1.Captação e vazamento da prova:
Um integrante conseguia acesso antecipado ao conteúdo, registrava por imagens e repassava ao líder da organização.
2.Resolução e distribuição dos gabaritos:
O material era enviado a pessoas responsáveis por resolver as questões — os chamados “professores”. Depois, o gabarito era repassado aos clientes.
Os candidatos utilizavam diferentes métodos para fazer uso das informações privilegiadas, como o uso de ponto eletrônico intra-auricular, conectado a celulares; dispositivo eletrônico em formato de cartão, que recebia sinal e transmitia via bluetooth e anotações em papel escondidas nas roupas.
Integrantes da organização também iam até locais de prova orientar os candidatos sobre como esconder os materiais e identificar o tipo de prova.
Tecnologia para burlar fiscalização
A quadrilha utilizava equipamentos modificados para evitar detecção por detectores de metal, inclusive com alteração de componentes internos de celulares para reduzir a carga metálica.
Há indícios de que equipamentos chegaram a ser importados do exterior, possivelmente da Europa.
A Operação Kyma foi deflagrada, nesta quarta-feira (25), pela Polícia Civil de Pernambuco, com 11 mandados de prisão, expedidos pela 15ª Vara Criminal da Capital.
Do total, quatro são contra agentes de segurança pública: 2 policiais militares (um de Pernambuco e outro do Piauí), um guarda municipal do Rio Grande do Norte e um policial penal.
A operação apura a fraude no concurso do TJPE, realizado em 21 de setembro de 2025 para o cargo de técnico. O certame acabou sendo anulado após a confirmação das irregularidades.
Conforme a Polícia Civil, os quatro têm envolvimento no esquema, mas de formas distintas.
Um PM integrava a organização, atuando na logística e distribuição de equipamentos usados na fraude, enquanto que o outro era cliente da quadrilha. A mesma situação do guarda municipal e do policial penal.
Um terceiro policial militar também foi alvo de mandado, mas o de busca e apreensão. No total, foram expedidos 22.
Os mandados foram cumpridos no Recife, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, Vitória de Santo Antão, Itaquitinga, Araçoiaba, Petrolina, além de diligências no Rio Grande do Norte.
De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa atuava em duas frentes principais:
1.Captação e vazamento da prova:
Um integrante conseguia acesso antecipado ao conteúdo, registrava por imagens e repassava ao líder da organização.
2.Resolução e distribuição dos gabaritos:
O material era enviado a pessoas responsáveis por resolver as questões — os chamados “professores”. Depois, o gabarito era repassado aos clientes.
Os candidatos utilizavam diferentes métodos para fazer uso das informações privilegiadas, como o uso de ponto eletrônico intra-auricular, conectado a celulares; dispositivo eletrônico em formato de cartão, que recebia sinal e transmitia via bluetooth e anotações em papel escondidas nas roupas.
Integrantes da organização também iam até locais de prova orientar os candidatos sobre como esconder os materiais e identificar o tipo de prova.
Tecnologia para burlar fiscalização
A quadrilha utilizava equipamentos modificados para evitar detecção por detectores de metal, inclusive com alteração de componentes internos de celulares para reduzir a carga metálica.
Há indícios de que equipamentos chegaram a ser importados do exterior, possivelmente da Europa.
Diário de Pernambuco















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