Mais de 3 mil atos contra o presidente foram marcados para este sábado (28) em meio a críticas por autoritarismo, guerra no Irã e queda na popularidade do republicano. Minnesota, onde manifestantes foram mortos pelo ICE, foi o palco principal dos atos e de show de Bruce Springsteen.
Por France Presse
Por France Presse
Milhões de pessoas saíram às ruas dos Estados Unidos neste sábado (28) para protestar contra a guerra no Irã e as ações do presidente Donald Trump, em manifestações batizadas de "No Kings" (sem reis).
Minnesota foi o centro das atenções, devido à mortes de moradores provocadas pelo ICE e à presença de Bruce Springsteen. Em Los Angeles, dois manifestantes foram presos.
Além da política migratória, os protestos contra o republicano ganharam corpo após o envolvimento com a Guerra do Irã e à crescente percepção de autocracia — Trump tem adotado com frequência um tom personalista e estampado seu nome em instituições do país.
Centenas de milhares de pessoas se aglomeraram no gramado do Capitólio de Minnesota e nas ruas adjacentes na cidade de St. Paul, a capital do estado, vizinha a Minneapolis.
A atração principal do evento foi a estela do rock Bruce Springsteen, que apresentou a canção "Streets of Minneapolis".
Ele escreveu a música em resposta aos assassinatos de Renee Good e Alex Pretti por agentes federais, e em homenagem aos milhares de moradores de Minnesota que foram às ruas durante o inverno para protestar contra a política agressiva de imigração do governo Trump.
"Esse pesadelo reacionário, e estas invasões de cidades americanas, não serão tolerados", disse Springsteen, no palco.
Essa é a terceira vez em menos de um ano que os americanos saem às ruas em apoio ao movimento "No Kings", a forma mais estridente e visível de oposição a Trump desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025.
Os organizadores disseram que mais de 3.100 eventos — 500 a mais do que em outubro — foram registrados em todos os 50 estados. Em Nova York, uma multidão lotou as ruas da Times Square, em Manhattan.
Os manifestantes agora têm um novo motivo de indignação: a guerra no Irã que Trump lançou junto com Israel, com objetivos e prazos de conclusão em constante mudança, além das baixas de militares americanos.
Duas pessoas foram presas por agredir agentes da lei federais enquanto mil manifestantes cercavam um prédio federal, informou o Departamento de Segurança Interna dos EUA.
Segundo informações, dois policiais foram atingidos por blocos de cimento e estavam recebendo atendimento médico após o incidente no Edifício Federal Roybal.
Em Washington, centenas de pessoas marcharam em frente ao Lincoln Memorial e entraram no National Mall, carregando cartazes com os dizeres “Abaixe a coroa, palhaço” e “A mudança de regime começa em casa”. Os manifestantes tocaram sinos, tambores e gritaram “Chega de reis”.
Muitos apoiadores veneram o presidente dentro do movimento "Make America Great Again" (MAGA, Tornar os Estados Unidos grandes novamente), enquanto opositores, do outro lado da profunda divisão política americana, rejeitam Trump com a mesma intensidade.
Os críticos de Trump questionam sua propensão a governar por decretos executivos, seu uso do Departamento de Justiça para perseguir opositores, sua negação das mudanças climáticas e a ofensiva contra programas de diversidade racial e de gênero.
Os críticos também apontam seu recente gosto por exibir o poder militar americano após uma campanha em que ele se apresentou como um homem de paz.















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