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Moradoras de Pau Amarelo levam duas iguanas à CPRH

Répteis foram encontrados em terreno próximo a um condomínio. Vítimas de maus-tratos, serão encaminhados ao Cetas-CPRH (Foto: CPRH/Divulgação)

Duas moradoras de Pau Amarelo, Paulista, deixaram seu bairro e os afazeres cotidianos, na manhã desta quarta-feira (21), com um só propósito: entregar duas iguanas (Iguana iguana) a pessoas que pudessem tratá-las da forma correta. Os répteis, adultos, foram encontrados em um terreno próximo a um condomínio residencial entre os bairros do Janga e Pau Amarelo. Chegaram a sofrer maus-tratos de alguns rapazes, antes de serem pegas por Solange Maria da Silva e Kátia Maria da Silva, que a levaram à sede da CPRH, em Casa Forte.

“Nós pensamos primeiro no Horto de Dois Irmãos, mas lá nos avisaram que não recebem animais e nos informaram que era com a CPRH”, disse Solange, ao relatar o trajeto que realizaram – aproximadamente 30 quilômetros – para fazer a chamada “entrega voluntária” à Agência Estadual de Meio Ambiente.
As duas moradoras relataram ainda que, além de iguanas, muitos timbus têm aparecido na área em que moram, próxima à rua Riacho das Almas, e que teme que pessoas maltratem os bichos. As iguanas serão agora levadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas Tangara), da CPRH, onde serão tratadas e preparadas para o retorno à natureza.

Nova soltura – De janeiro a maio deste ano, o Cetas acolheu 5.131 animais silvestres, entre aves, mamíferos, répteis, aracnídeos e os exóticos. Grande parte foi proveniente de ações de fiscalização da própria CPRH, da Cipoma (Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente) e de brigadas ambientais municipais. No mesmo período, o Cetas devolveu à natureza 3.108 – a maioria (2.791) aves. Eles foram soltos em áreas de soltura do Estado, monitoradas pela CPRH.

Quinze ações de soltura já foram realizadas este mês e, nesta quinta (22), mais uma será cumprida, a segunda de caráter educativo, dentro das comemorações do Mês do Meio Ambiente. Será às 14h, em área de floresta de restinga no Cabo de Santo Agostinho. Serão soltos um filhote de jiboia, cágados e aves endêmicas da Mata Atlântica.

Núcleo de Comunicação Social e Educação Ambiental - NCSEA
Agência Estadual de Meio Ambiente - CPRH

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