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Depois de acordo, MST desocupa o Incra de Petrolina



Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais (MST) desocuparam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), de Petrolina, depois de um dia acampados na área. Nesses últimos dias, os manifestantes realizaram alguns movimentos em todo o país, incluindo a capital federal para cobrar assentamentos às famílias e o cumprimento de metas estabelecidas do governo.

De acordo com André Luis Soares, da direção estadual do MST, houve avanço na reunião ocorrida na tarde de quarta (28). “Conseguimos progredir na discussão, construímos alguns avanços na pauta, alguns ainda deixam a desejar no que diz respeito ao atendimento imediato de algumas reivindicações da classe trabalhadora”, disse.

Três pontos, segundo ele, foram discutidos na reunião. “Discutimos a parte que trata de assentamentos e acampamentos, obtenção de terras, bem como assuntos relacionados a acesso a créditos, acompanhamento técnico continuado e infraestrutura para as áreas de assentamento”, informa.

Soares ressalta ainda, que teve a garantia da superintendência de que muitos pedidos já estão na mesa para serem analisados e muitos deverão ser executados. “Estamos aguardando ações como a desapropriação de área no Lagoa da Pedra, próximo a Izacolândia. Outro ponto é o acampamento Pontal, onde o superintendente colocou que já teve o retorno da Ouvidoria Agrária Nacional. Dentro do assunto crédito, o Incra já colocou que a assistência técnica já está apta a elaborar os créditos do semiárido, que é de R$ 18 mil, bem como a agilidade na emissão de documentos como o CCU, que é a Certidão de Uso da Terra”.

Dentro da pauta ficaram pedentes alguns pedidos. Irrigação para as áreas de assentamento à beira do rio São Francisco; recuperação de estradas e passagens molhadas e perfuração de poços artesianos nas áreas de assentamento de sequeiro. “O Incra não tem um orçamento de imediato para atender na construção ou implantação desses projetos, mas o superintendente afirmou que o Incra nacional está articulando com o BNDES um programa de desenvolvimento nas áreas de assentamento das margens do São Francisco”, pontua acrescentando queremos uma reforma popular e justa”.

Fonte: Site da Grande Rio FM 100,7

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