/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/4/K/7zYNA3QDWxIojnSvd3VA/113050815-data-05-09-2017-editoria-financas-reporter-vinicius-pinheiro-local-banco-maxima-sao-paulo.jpg)
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, alvo de nova operação de busca e apreensão — Foto: Ana Paula Paiva/Valor
Ministro também determinou ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens no montante de até R$ 22 bilhões
Por Sarah Teófilo — Brasília
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeita de fraudes. A ordem foi expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em sua primeira decisão após assumir a relatoria do processo.
O colunista do GLOBO Lauro Jardim informou que a decisão de André Mendonça de mandar prender Vorcaro nesta quarta-feira é resultado de trocas de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro. Foi um pedido de prisão preventiva feito pela PF. De acordo com a publicação, Vorcaro integrava um grupo de mensagens batizado de "A turma" em que foram planejadas ações violentas contra pessoas que ele considerava adversários — jornalistas, inclusive.
Quatro mandados
A polícia cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais.
"Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas", informou a PF.
A operação investiga a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
Em novembro do ano passado, na primeira fase da operação, Vorcaro chegou a ser preso quando estava prestes a embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Em janeiro, a PF realizou a segunda fase da Operação Compliance Zero. A ofensiva incluiu buscas em imóveis associados a Daniel Vorcaro. Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que, somados, ultrapassam R$ 5,7 bilhões. Na ocasião, foram apreendidos 39 celulares, 31 computadores, 30 armas, R$ 645 mil em dinheiro em espécie e 23 veículos, avaliados em cerca de R$ 16 milhões.
O cunhado de Vorcaro, o empresário Fabiano Zettel, alvo da sgeunda fase operação, chegou a ser detido quando estava em um aeroporto com destino também a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele foi liberado em seguida. A defesa do banqueiro afirmou na época que ele colabora "continuamente" com as investigações.
Vorcaro integrava um grupo de WhatsApp batizado de "A turma" em que foram planejadas ações violentas contra pessoas que ele considerava adversários — jornalistas, inclusive
Num dos casos, em que Vorcaro inclusive deu autorização para que a ação fosse concretizada, pessoas contratadas pelo ex-banqueiro simulariam um assalto contra a vítima e praticariam atos de violência contra ela.
Primeira fase: investigação sobre carteiras de crédito
A primeira fase da operação foi deflagrada em novembro de 2025 e teve como foco a suspeita de emissão e negociação de carteiras de crédito sem lastro real.
Segundo a investigação, essas carteiras teriam sido vendidas a outras instituições financeiras como se fossem ativos legítimos, o que poderia inflar artificialmente o valor das operações e esconder prejuízos.
Essa etapa da operação também levou à prisão de Daniel Vorcaro, que foi detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos quando se preparava para embarcar para Dubai. Posteriormente, ele foi liberado por decisão judicial.
Durante as buscas, a Polícia Federal apreendeu bens de alto valor, incluindo um jatinho avaliado em cerca de R$ 200 milhões.
Segunda fase: investigação sobre fundos ligados à Reag
A segunda fase da operação ocorreu em janeiro de 2026 e ampliou o foco das investigações para fundos de investimento que teriam sido usados para movimentar recursos e ocultar prejuízos.
Segundo os investigadores, esses fundos estariam ligados à gestora Reag Investimentos e teriam sido utilizados para adquirir ativos considerados sem valor de mercado.
A suspeita é que essa estrutura financeira tenha sido usada para mascarar rombos nas contas e dar aparência de legalidade a operações irregulares.
Nessa fase, a Polícia Federal cumpriu 42 mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de bens que ultrapassavam R$ 5,7 bilhões.
Terceira fase: novas prisões e bloqueio bilionário
A terceira fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada nesta quarta-feira, com novas medidas contra investigados.
Nesta etapa, a Polícia Federal prendeu novamente Daniel Vorcaro, por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que passou a relatar o caso.
Os agentes cumprem quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais.
A decisão também determinou afastamento de investigados de cargos públicos e o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado.
Nesta fase, a investigação também apura suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.














Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comentários são publicados somente depois de avaliados por moderador. Aguarde publicação. Agradecemos a sua opinião.