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Mostra no IPA traz potenciais gastronômico e socioeconômico de plantas locais

No IPA Recife, o órgão promove em parceria com a Secult/PE a mostra Cultura no prato é Panc (Planta Alimentícia Não Convencional)

Nesta quarta-feira (5), plantas com potencial alimentício, nutricional e medicinal, em especial do Bioma Caatinga, serão destacadas em evento do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e da Secretaria Estadual de Cultura (Secult/PE). O evento, que será realizado no IPA, no Recife, das 8h30 às 17h, contará com palestras, oficinas especiais com plantas nativas, mostra gastronômica e apresentação cultural. Haverá também a degustação e venda de produtos e pratos produzidos a partir das Panc.

A abertura do evento foi realizada pela secretária estadual de Cultura, Antonieta Trindade, pelo secretário de Agricultura de Estado, Wellington Batista e pela presidente do IPA, Nedja Moura. Na sequência, no período da manhã, especialistas de várias áreas do conhecimento apresentarão temas relacionados à sustentabilidade socioambiental, saúde e nutrição, gastronomia e outros. Serão demonstradas experiências exitosas sobre o uso de Panc e a melhoria da qualidade de vida e preservação ambiental.


Francis Lacerda, coordenadora do Laboratório de Mudanças Climáticas do IPA e uma das idealizadoras do evento, juntamente com a pesquisadora e professora de Cozinha Brasileira, Ana Cláudia Frazão, que é assessora de Gastronomia da Secult/PE, fará a abertura das palestras onde aponta para as potencialidades a partir da abundância do clima do semiárido nordestino e da riqueza do seu Bioma.

Francis também coordena o projeto científico e socioambiental Ecolume, onde desenvolveu o conceito plantar água, comer Caatinga e irrigá-la com o sol. Experimentos já estão em desenvolvimento em Pernambuco. O Ecolume seria uma saída para os desafios da mudança do clima para a alimentação? Francis tratará do tema no viés dasseguranças energética, hídrica e alimentar.

Oficinas gastronômicas e palestras especiais

O chef Timóteo Domingos, da ONG Gastrotinga, que já desenvolveu mil pratos à base de plantas do Nordeste, será um dos palestrantes com o tema “Sonho e seca: a cultura alimentar da Caatinga. Ele também fará uma oficina intitulada “Gastrotinga: um banquete de sabores”. O público terá a oportunidade de aprender a cozinhar com requinte e excelência de paladar a partir de plantas do Sertão, habitualmente subutilizada na Região.

As chefs Chivi Marincola e Adriana Borges ensinarão aos participantes o preparo de pratos com taioba e palma respectivamente. Chivi ainda fará uma palestra onde mostrará que ‘em tempo difícil as Pancs são soluções’. Já Adriana, em sua oficina, trará a riqueza gastronômica através da palma. As oficinas com as Panc iniciarão às 13h30 e seguem até 16h30. As inscrições são obrigatórias e devem ser realizadas através da página do Facebook Cultura no Prato é Panc.

O médico Celerino Carriconde, expoente da medicina popular, pelo do uso de plantas nativas para cura de doenças, abordará conceitos nada ortodoxos em sua palestra sob o tema “Meu corpo é o jardim, a minha vontade seu jardineiro”. Além das questões medicinal, nutricional e gastronômica, o potencial socioeconômico das plantas, que vêm sendo resgatadas por estudiosos e consumidores, com destaque aos ligados à Agroecologia, também será destacado pela professora do Departamento de Bioquímica da UFPE, Márcia Vanuza da Silva. Ela abordará sobre experiências pedagógicas em quintais produtivos implantados no Semiárido, promovendo saúde, nutrição e renda. A docente defende que há grande potencial socioeconômico na agricultura familiar, realçando a sustentabilidade, biodiversidade e a segurança alimentar e nutricional.

Na sequência, o protagonismo feminino com a Agroecologia e a cultura do Bem-Viver oriundo dos povos originários, a exemplo dos Pankararu e Xukuru, serão uma atração especial das palestras programadas. Nelas, a docente do Departamento de Ciências Sociais da UFRPE, Laetícia Jalil, que é vice-presidente Nordeste da Associação Nacional de Agroecologia, apresentará sobre a contribuição das mulheres na garantia da segurança alimentar, nutricional e na reprodução da socioagrodiversidade. A busca por uma cultura do Bem-Viver a partir da alimentação baseada nos povos indígenas Pankararu e Xukuru serão detalhados, respectivamente, por Bárbara Pankararu, presidente da Associação de Mulheres do seu povo, e por Silvinha Xukuru que é líder feminina do seu povo e coordenadora educacional em 36 escolas situadas em Pesqueira/PE.

SERVIÇO
Cultura no planto é Panc – Plantas Alimentícias Não Convencional
Palestras e oficinas gastronômicas
Das 8h30 às 17h
Sede do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) no Recife
Avenida General San Martin, 1371, Bongi, Recife

Ascom IPA

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