quarta-feira, 2 de maio de 2018

Jatobá: Ato do 1º de maio é realizado em defesa das comunidades Bem-querer de baixo, Bem Querer de Cima, Caxiado e Caldeirão










Nesta terça-feira, 1º de maio de 2018, Dia do Trabalhador, foi realizado grande ato em defesa das comunidades de Bem-querer de Cima, Bem-querer de baixo, Caldeirão e Caxiado, distritos de Jatobá, no Sertão de Pernambuco, que desde 1994 são ameaçados de expulsão por um Decreto Judicial, que considerou que essas terras são dos índios Pankararu.

Com apoio da FETAPE, ato desta terça-feira (1º) foi realizado no povoado de Bem-querer de baixo, e contou com a participação de dezenas de famílias que clamam por seus direitos.

Agricultores e agricultoras familiares dessas comunidades, que produzem, entre outras coisas, mandioca, feijão, milho, caju, frutas nativas, como murici e umbu, tudo de forma agroecológica; e onde há uma pequena agroindústria de polpa de frutas, coordenada por mulheres, afirmam que são herdeiros de pessoas que há mais de 300 anos habitaram essas terras, sempre de forma pacífica e respeitando a comunidade indígena.

No entanto, desde o início do ano passado, o medo começou a aterrorizar a vida dessas famílias, pois houve uma ordem judicial, expedindo mandado de desocupação da área. Apesar da consciência de que precisam sair do local, as famílias estão vivenciando vários dilemas. O primeiro é que aguardam a indicação do Incra sobre as terras em que irão ser assentadas; o segundo é que consideram a indenização proposta pela Funai injusta e totalmente fora da realidade da região; e o terceiro é que nenhum dos dois órgãos reconhecem os direitos da totalidade das famílias, isto é, dizem que o número de pessoas que serão reassentadas e receberão recursos indenizatórios é bem menor.

A agricultora familiar Isabel Cristina da Silva lembra que muitas foram as mobilizações realizadas pelas quatro comunidades, para buscar resolver a situação. Também foram promovidas audiências públicas na Câmara de Vereadores. “Em todas elas, estivemos presentes para mostrar os nossos argumentos, a nossa indignação, o nosso sofrimento. ”, relata.

''Esse ato do 1º de maio foi para denunciar a falta de compromisso do Incra com a gente, por que já estamos com ordem de despejo e até o momento o Incra não comprou terra pra nós, apesar de a gente já ter mostrado que Jatobá tem local onde os moradores possam ser reassentados. Só nos resta se unir, lutar e resistir por que o mandato de despejo está aí, não temos para onde ir e as indenizações são injustas'' Disse Isabel, a reportagem do Blog de Assis Ramalho e da Web Rádio Petrolândia.


Ver fotos >> Ato do 1º de maio em defesa das comunidades Bem Querer de Cima, Caxiado e Caldeirão 





Redação do Blog de Assis Ramalho
Com informações da FETAPE e Isabel


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