sábado, 24 de fevereiro de 2018

Categoria realiza passeata até Palácio e critica morosidade do Governo em negociar pauta de reivindicações

Foto: Sintepe

Os/as trabalhadores/as em educação seguiram em passeata, na última quinta-feira (22), saindo da frente do Sintepe até o Palácio do Campo das Princesas, em protesto contra a falta de respostas do Governo do Estado à pauta de reivindicações da categoria, entregue no dia 22 de dezembro de 2017. A categoria posicionou-se em frente ao bloqueio da segurança do Palácio, enquanto uma comissão com oito integrantes do Sintepe e da categoria entraram para apresentar ao secretário da Casa Civil, Roberto Franca e ao assessor do governador, Marcelo Canuto, os motivos do protesto.

"Fizemos todo o histórico do início de nossa Campanha Salarial, desde a entrega da pauta, até a assembleia que realizamos hoje. Reclamamos da morosidade na negociação, que só havia sido marcada para iniciar em 8 de março", explicou o presidente do Sintepe, Fernando Melo, em um breve ato político realizado logo após a reunião no Palácio.

Fernando Melo também relatou que os representantes do Governo reconheceram existir uma "profunda diferença salarial entre as categorias" no Estado. "Nossa conversa foi na perspectiva de tirar a lei do papel (o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos). Exemplificamos que um professor que tem licenciatura recebe igual ao professor de magistério, que a diferença entre esses níveis não existe", relatou.

O Jornal do Sintepe de janeiro deste ano realizou um estudo onde analisou as médias remuneratórias de cinco secretarias do Estado. O estudo comprovou que os trabalhadores em educação obtiveram um reajuste médio em suas remunerações de apenas 8,6% em quatro anos (2014 a 2017), ficando abaixo apenas dos servidores da saúde, que tiveram média de 7%.

O presidente do Sintepe também alertou aos membros do Governo Paulo Câmara de que o ano eleitoral vai exigir que as negociações salariais obedeçam a prazos mais rígidos. "Enfatizamos que a Lei Eleitoral determina um prazo de 180 dias antes das eleições para enfrentar qualquer tipo de processo de negociação salarial. Também dissemos que nossa mobilização vai continuar", concluiu Fernando.

Mais cedo, na Assembleia realizada no auditório do Bloco G da Universidade Católica, a categoria aprovou um calendário de lutas que se estende até o próximo dia 12 de março, data de uma nova assembleia geral de avaliação da Campanha Salarial Educacional e dos passos dados pelo movimento.

Foi aprovada também uma moção de repúdio contra a vereadora Michele Collins que, no dia 4 de fevereiro, fez um post em sua rede social informando um ato de intercessão contra a “maldição de Iemanjá”. A atitude foi considerada um ato de desrespeito e preconceito contra as religiões de matrizes africanas. Sendo assim, os trabalhadores aprovaram a Moção de Repúdio que, em breve, será divulgada nas redes sociais e site oficial do Sintepe.

Confira o calendário de lutas


23/02, às 11h - Mesa Geral do Fórum dos Servidores.

26/02, às 9h - Audiência Pública de Lançamento da 3ª Conferência Estadual de Educação de Pernambuco e da 1ª Conferência Estadual Popular de Educação. No âmbito da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Pernambuco.

28/02, às 15h - Ato Político Acorda Governador, com concentração na frente da Assembleia Legislativa e caminhada até o Palácio do Campo das Princesas

03/03, às 9h - Plenária dos/as Professores/as de Espanhol, no auditório do Sintepe, sobre a retirada da Língua Estrangeira Espanhol da Matriz Curricular.

05/03 - Lançamento do Documentário Colaborativo sobre as condições das escolas em Pernambuco, com as contribuições de vídeos de toda a comunidade escolar.

08/03 - Negociação do Sintepe com o Governo do Estado em torno da Pauta de Reivindicações.

08/03 - Programação do Dia Internacional da Mulher.

09/03, às 15h - Plenária de Analistas em Gestão Educacional, no auditório do Sintepe.

12/03, às 9h - Assembleia Avaliativa da categoria no Teatro Boa Vista (a confirmar).

Ascom Sintepe


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