sábado, 19 de março de 2016

Luís Eduardo Magalhães, na BA, sedia consulta pública para o Plano de Bacia do São Francisco

 Fotos: André Santana/Ascom CBHSF

O município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, sediou nesta quinta-feira (17/03), uma consulta pública da terceira fase do processo de atualização do Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. O encontro reuniu representantes de cidades da região, como Barreiras, Catolândia, Bom Jesus da Lapa, Xique-Xique e Lapão, além de comunidades rurais de Luís Eduardo Magalhães (Muriçoca, Galhinho, Assentamento Rio das Ondas e Umburana), estudantes, cooperativas de trabalhadores e pesquisadores. A ausência de produtores rurais irrigantes foi destacada em algumas das falas dos participantes.

“Essa ausência dos grandes irrigantes é preocupantes já que eles demandam bastante água e solicitam ainda mais. O Plano de Bacia é um espaço de negociação e de busca de consensos. Ausentar-se é correr o risco de não fazer valer a sua voz”, ressaltou Gonçalo Fernandez, especialista de Geoprocessamento da Agência Nacional das Águas (ANA). Gonçalo é integrante do Grupo de Acompanhamento Técnico (GAT), criado pelo Comitê da Bacia do Rio São Francisco, especificamente, para acompanhar a atualização do Plano de Bacia, executado pela Nemus Consultoria. Estavam presentes outros dois integrantes do GAT: o presidente do Comitê da Bacia dos Rios Verdes e Jacaré,Ednaldo Campos, e o superintendente da Secretaria Estadual do Meio Ambiente da Bahia, Edson Ribeiro.

A consulta pública no Médio São Francisco permitiu a contribuição da população na construção dos prognósticos e cenários futuros, que integrarão o Plano para o decênio 2016-2025. A secretária de Meio Ambiente de Luís Eduardo Magalhães, Fernanda Aguiar, que é membro do CBHSF, destacou os esforços do poder público municipal para mobilizar o público. “A construção deste Plano é a verdadeira democracia. primeiro porque é uma bacia muito importante para o Brasil, na qual estamos inseridos. Depois, porque o tema central é de suma importância: a água, essencial para todos nós”. A secretária torceu pelo êxito da atualização do Plano. “Que seja um instrumento efetivo para a melhor gestão dos recursos hídricos”,disse.

Na plateia, entre aqueles que fizeram questão de preencher os formulários com contribuições ao Plano, estavam os integrantes da Associação de Catadores de Material Reciclados de Luís Eduardo Magalhães (Reciclaem). “Acredito que o trabalho de coleta seletiva tem tudo a ver com a preservação do São Francisco. Já pensou quanto de material que recolhemos que iria direto para o rio?”, questiona a presidente da Reciclaem, Danúbia Pereira. A Associação atua há quatro anos e reúne 25 associados, que vivem da coleta, triagem e comercialização de material reciclado.

O Coordenador da Câmara Consultiva do Médio São Francisco, Claudio Pereira, destacou a importância dos rios afluentes para a bacia do São Francisco. “O Plano deve reunir todas essas visões, de quem está na calha do rio e também dos afluentes. Pois, se o rio Grande não estiver bem, isso terá consequências diretas nas águas do São Francisco”, ressaltou.

ASCOM Assessoria de Comunicação do CBHSF

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