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Recife bom para Viver - PVPE percorre Jiquiá e Beirinha da Estância

O Parque do Jiquiá e o drama das invasões (Foto: Ascom PV-PE)

A Zona Oeste da capital pernambucana foi o alvo da oitava caminhada do projeto Recife Bom Para Viver que aconteceu ontem (27). Encabeçados pelo presidente do Partido Verde (PV-PE), Carlos Augusto, o grupo percorreu os bairros do Jiquiá, Estâcia e Areias. O Recife Bom para Viver começou em setembro e os verdes estão colhendo impressões da cidade de acordo com as observações de seus habitantes. Os detalhes e registros do projeto podem ser conferidos no sitehttp://recifebomparaviver.com.br.

Na comunidade Beirinha da Estância, localizada na beira do Rio Jiquiá, a situação ainda demanda atenção. O local registra acúmulo de lixo, existência de jacarés, cheias constantes e fica praticamente sob um pontilhão do metrô que passa a cada 10 minutos entre 5 horas e 23 horas. “ Essa rua alaga na altura do ombro de um adulto”, conta a líder comunitária, Elisabeth Ferreira da Silva, ou apenas Betinha, como é conhecida no local.

Segundo a dona de casa Maria Lúcia, em épocas de chuva o local fica com o escoamento de água comprometido. “ No inverno, a gente não tem sossego”, desabafa ela, que mora numa casa de base alta, na entrada da comunidade onde mora há 50 anos. “Dá uma tristeza ver pessoas passando aqui pela minha porta com os filhos pendurados nas costas, fugindo das cheias”.

No Jiquiá, uma das maiores Áreas de Preservação Ambiental (APA) da capital, o cenário de 34 hectares – equivalente a cinco Parques da Jaqueira – é ameaçado por invasões. Desde 2012 a região é alvo de inúmeros projetos para se tornar o Parque Científico e Cultural do Jiquiá. Enquanto ainda não há concretização dos planos, barracos e degradação ambiental ameaçam o local, onde vivem aproximadamente 800 famílias em situação irregular.

O Recife Bom para Viver começou em setembro e irá se estender até março de 2016. “ Queremos entender melhor como vivemos e interagimos com o Recife. Quais nossos sonhos, expectativas, o que nos orgulha ou decepciona. E, principalmente, o que fazer para construir uma cidade para nós mesmos e nossos filhos”, pondera Carlos Augusto.

Assessoria de Imprensa do PV-PE

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