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Disputa judicial em Alagoas deixa município com dois prefeitos


Ana Genilda e Toninho Batista brigam pelo cargo de chefe da prefeitura. Polícia Militar teve que intervir no caso para tentar conciliação.


A cidade de Joaquim Gomes amanheceu com dois prefeitos nesta quinta-feira (25). Devido a um processo judicial, atual e ex-prefeito brigam pelo cargo. Nenhuma das duas partes aceita deixar o cargo e a Polícia Militar teve que intervir no caso.

Na disputa pelo cargo estão Ana Genilda Couto Costa (PMDB), que assumiu a prefeitura há 14 meses e Antônio de Araújo Barros (PSDB), o “Toninho Batista”, ex prefeito, que foi afastado e cassado do cargo em janeiro deste ano.

Após uma sessão na Câmara de Vereadores, ocorrida na quarta-feira (24), Toinho foi reintegrado ao cargo. A decisão está sendo contestada pela defesa da atual prefeita.

Segundo o advogado da prefeita Ana Genilda, Alexandre Lins, a sessão da Câmara é irregular.
“Além da sessão ser irregular, eles cometeram um ato na sessão que jamais poderiam cometer: Eles anularam a sessão que cassou o prefeito. Essa matéria da cassação do prefeito está sendo analisada judicialmente, ou seja, está sub judice. Existe uma decisão do tribunal, onde mantém o prefeito cassado. Então eles passaram por cima da decisão judicial”, diz o advogado.

Moradores relatam que os vereadores abriram a Câmara com a ajuda de um chaveiro, já que na quarta-feira o local estava fechado por ser feriado de São João. Em uma decisão unanime, decidiram anular a cassação de Toninho Batista e reconduzi-lo ao cargo.

Nesta quinta-feira, a prefeitura, que funciona até às 14 horas não encerrou o funcionamento, pois, em um dos gabinetes, os dois prefeitos e a polícia tentavam chegar a um acordo.

A prefeita Ana Genilda alega que a situação não é recente e causa prejuízos ao município. “Fica a situação parada e o município para. Os setores ficam paralisados. E essa situação já vem se arrastando a vários meses” diz Genilda.

Já o prefeito Toninho Batista alega que a sessão foi uma recomendação do juiz que analisa o caso. “Por uma recomendação do juiz, o Dr. Lucas Dórea! Ele recomendou a abertura e formação da mesa com toda a urgência do meio. E os vereadores, que voltaram aos seus cargos por decisão do tribunal, reviram a decisão que tiveram anteriormente” diz Batista.

O promotor de justiça da comarca de Joaquim Gomes, Carlos Davi, diz que vai renovar o pedido de afastamento de Toninho Batista. Segundo o promotor, o prazo determinado pela justiça acabou em janeiro deste ano, na mesma época em que os vereadores decidiram pela cassação do cargo dele.

G1 AL

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